Há quem não espere pelo fim do jogo para fazer as previsões
http://resistir.info/europa/euro_15_respostas.html
10 de março de 2013
Transportes públicos
Aumentam os
preços dos transportes, incluindo o passe social, e diminuem a oferta: suprimem
carreiras, encurtam percursos, reduzem o número de carruagens, espacejam os
horários.
Agora é a
VIMECA/Lisboa Transportes (Concelho da
Amadora e partes dos Concelhos de Oeiras e Sintra) que ameaça sair
do Passe Social Intermodal, a partir de 1/04/2013.
Informação
afixada em paragens:
Pergunta ao
governo:
8 de março de 2013
As secretárias de alguns médicos devem pensar que são doutoras.
Isto, porque perguntam, quase sempre, quando se
chega a uma consulta, a razão da visita. E o paciente, por delicadeza, tem que
responder, diante de todos, às perguntas que lhe fazem, o que se torna muito
desagradável.
Não há nada pior que uma recepcionista perguntar
o motivo da consulta, diante de uma sala de espera cheia de
pacientes.
Uma vez entrei para uma consulta, aproximei-me
da recepcionista, com um ar de pouco simpática.
- Bom dia, minha
senhora!
Ao que a recepcionista
respondeu:
- Bom dia, quais são as suas queixas? Porque
veio à consulta?
- Tenho um problema com o meu pénis,
respondi.
Como alguns dos presentes riram, a recepcionista
alterou-se e disse-me:
- O senhor não deveria dizer coisas como estas
diante das pessoas.
- Porque não? ... a senhora perguntou-me a razão
da consulta e eu respondi.
A recepcionista disse-me,
então:
- Poderia ter sido mais dissimulado e dizer, por
exemplo, que teria uma irritação no ouvido e discutir o real problema com o
Doutor, já dentro do gabinete médico.
Ao que eu respondi:
- E a senhora não deveria fazer perguntas diante
de estranhos, se a resposta pode incomodar.
Então sorri, saí e voltei a
entrar:
- Bom dia, minha
senhora!
A recepcionista sorriu, meio sem jeito, e
perguntou:
- Sim???
- Tenho um problema com o meu
ouvido.
A recepcionista assentiu e sorriu, vendo que
havia seguido o seu conselho e voltou a perguntar-me:
- E... o que acontece
com o seu ouvido?
- Arde-me quando eu
mijo...
As risadas na sala de espera foram
incontroláveis...
|
|
Pawla Kuczynskiego
Uma nova cartunista polaca que está
causando sensação.
Algumas ilustrações são muito fortes e
fazem-nos refletir sobre o que está acontecendo ao nosso redor.
Nascida em 1976 em Szczecin, formou-se na
Academia de Belas Artes de Poznan, especializada em gráficos.
Desde 2004 produz ilustrações satíricas e até
agora recebeu 92 prêmios e distinções.
Em 2005, ela recebeu o Prémio da Associação
Polaca de Cartunistas "Eryk". Esta cartoonista recentemente
descoberta também tem um recorde de prêmios em competições internacionais.
7 de março de 2013
1 de março de 2013
Acordo de Londres sobre as Dívidas Alemãs
Faz hoje 60 anos (27 de Fevereiro de 2003) -
Acordo de Londres sobre as Dívidas Alemãs | Entre os paises que perdoaram 50%
da dívida alemã estão a Espanha, Grécia e Irlanda
0 Acordo de ...Londres
de 1953 sobre a divida alemã foi assinado em 27 de Fevereiro, depois de duras
negociações com representantes de 26 países, com especial relevância para os
EUA, Holanda, Reino Unido e Suíça, onde estava concentrada a parte essêncial da
dívida.
A dívida total foi avaliada em 32 biliões de
marcos, repartindo-se em partes iguais em dívida originada antes e após a II
Guerra.Os EUA começaram por propor o perdão da dívida contraída após a II
Guerra. Mas, perante a recusa dos outros credores, chegou-se a um compromisso.
Foi perdoada cerca de 50% (Entre os paises que perdoaram a dívida estão a
Espanha, Grécia e Irlanda) da dívida e feito o reescalonamento da dívida
restante para um período de 30 anos. Para uma parte da dívida este período foi
ainda mais alongado. E só em Outubro de 1990, dois dias depois da reunificação,
o Governo emitiu obrigações para pagar a dívida contraída nos anos 1920.
O acordo de pagamento visou, não o curto prazo, mas
antes procurou assegurar o crescimento económico do devedor e a sua capacidade
efectiva de pagamento.
O acordo adoptou três princípios fundamentais:
1. Perdão/redução substantial da dívida;
2. Reescalonamento do prazo da divída para um prazo
longo;
3. Condicionamento das prestações à capacidade de
pagamento do devedor.
O pagamento devido em cada ano não pode exceder a
capacidade da economia. Em caso de dificuldades, foi prevista a possibilidade
de suspensão e de renegociação dos pagamentos. O valor dos montantes afectos ao
serviço da dívida nao poderia ser superior a 5% do valor das exportações. As
taxas de juro foram moderadas, variando entre 0 e 5 %.
A grande preocupação foi gerar excedentes para
possibilitar os pagamentos sem reduzir o consumo. Como ponto de partida, foi
considerado inaceitável reduzir o consumo para pagar a dívida.
O pagamento foi escalonado entre 1953 e 1983. Entre
1953 e 1958 foi concedida a situacao de carência durante a qual só se pagaram
juros.
Outra característica especial do acordo de Londres
de 1953, que não encontramos nos acordos de hoje, é que no acordo de Londres
eram impostas também condições aos credores - e não só aos paises endividados.
Os países credores, obrigavam-se, na época, a garantir de forma duradoura, a
capacidade negociadora e a fluidez económica da Alemanha.
Uma parte fundamental deste acordo foi que o
pagamento da dívida deveria ser feito somente com o superavit da balança
comercial. 0 que, "trocando por miúdos", significava que a RFA só era
obrigada a pagar o serviço da dívida quando conseguisse um saldo de dívisas
através de um excedente na exportação, pelo que o Governo alemão não precisava
de utilizar as suas reservas cambiais.
EM CONTRAPARTIDA, os credores obrigavam-se também a
permitir um superavit na balança comercial com a RFA - concedendo à Alemanha o
direito de, segundo as suas necessidades, levantar barreiras unilaterais às
importações que a prejudicassem.
Hoje, pelo contrário, os países do Sul são
obrigados a pagar o serviço da dívida sem que seja levado em conta o défice
crónico das suas balanças comerciais
Marcos Romão, jornalista e sociólogo, 27 de
Fevereiro de 2003.
24 de fevereiro de 2013
Gaspar não foi ao enterro de D. Claudete
Nicolau
Santos
Quinta feira, 7 de fevereiro de 2013
Na
terça-feira. D. Claudete, 92 anos, saco de compras na mão, vinda do
supermercado, finou-se em pleno passeio público, com um AVC fulminante.
D.
Claudete vivia sozinha. A irmã, um pouco mais nova, está moribunda no hospital
há meses. Resta uma sobrinha, desempregada.
Foi
ela que tratou do enterro. D. Claudete tinha uma reforma de 200 euros e nenhuma
poupança. O subsídio de funeral foi cortado. A sobrinha, sem dinheiro, teve de
optar pelo funeral em campa rasa.
No
Alto de São João, vai D. Claudete em seu caixão de pinho, quando um funcionário
do cemitério tenta pregar um número identificativo no esquife. O homem da
funerária impede-o. "O caixão é para devolver", diz. O funcionário
acompanha então o escasso cortejo, de quatro pessoas, com um pau na mão e em
cima o número identificativo.
O
padre, por sua vez, pergunta se as quatro pessoas presentes são católicas
praticantes. Nenhuma é. O padre decide então que não vai acompanhar o féretro.
Um dos presentes explica ao padre, com alguma irritação, que ele está ali por
causa da senhora, católica praticante, e não pelos presentes, e que é sua
obrigação acompanhar D. Claudete à sua última morada.
O
padre permanece na sua recusa, até que a mesma pessoa lhe pergunta quando custa
ir até à campa rasa. 150 euros, responde a santa alma. Recebido o dinheiro, o
padre decide-se então a avançar.
Há
uma escavadora que vai abrindo buracos, que hão de servir de campas rasas, uns
a seguir aos outros. Há terra revolvida e, com a chuva, muita lama. Os sapatos
enterram-se na lama que há de cobrir os mortos sem posses.
Chegada
à sua última morada, D. Claudete é retirada do caixão e colocada no fundo da
campa, através de cordas. O padre, contrariado, lembra que do pó viemos e ao pó
voltaremos. Os coveiros cobrem rapidamente de terra D. Claudete. O funcionário
espeta o pau com o número da campa de D. Claudete. Ao lado, outras cinco covas
esperam os seus destinatários. A escavadora não para. Paf! Paf! Paf! Contas por
alto, só nesse dia havia 45 covas aguardando os donos a quem o progresso da
nação não bafejou.
O
homem da funerária leva o caixão para futuros interessados. Um amigo da
sobrinha desempregada paga parte dos 1100 euros que custa, ainda assim, um funeral em campa rasa.
Está
uma chuva miudinha. Os sapatos estão cheios de lama. Os quatro acompanhantes de
D. Claudete regressam lentamente à vida. Entre eles, não está o ministro das
Finanças, que não foi ao enterro porque não conhecia D. Claudete, nem conhece
milhares de outras D. Claudetes que, um dia destes, se vão finar subitamente no
passeio público ou em casa na solidão. E que só poderão ser enterradas em campa
rasa, porque o subsídio de funeral foi cortado e já nem chega para tanto.
A
D.CLAUDETE
Ai, D.Claudete, D.Claudete...
Em que país nasceste...
Sabe-se lá como pudeste
Viver tua longa vida,
Com dignidade, amor e paz,
Com teus sonhos, alguém amado,
Num labor permanente,
Rija e de cabeça erguida,
Com uns tostões de mel coado,
Mão à frente e outra atrás...
E teu país indiferente,
De ti inteiramente
Esquecida...
Na morte,
Como na vida...
Ai D. Claudete, D.Claudete
Que tristeza,
Que amargura,
Até na hora do fim, da sepultura...
Fizeram da tua pessoa
A figura
Do que se faz numa retrete...
Tenho vergonha,
Tenho vergonha,
D. Claudete...
Rui Borges
22 de fevereiro de 2013
CGD e TAP vão cortar salários já este mês
Têm que roubar a quem trabalha para sustentarem os banqueiros e as parcerias Público privadas, entre outros...
Jornal Público de 22.02.2013
20 de fevereiro de 2013
Os Lusíadas
Numa manhã, a
professora pergunta ao aluno:
- Diz-me lá
quem escreveu 'Os Lusíadas'?
O aluno, a
gaguejar, responde:
- Não sei,
Sra. Professora, mas eu não fui.
E começa a
chorar. A professora, furiosa, diz-lhe:
- Pois então,
de tarde, quero falar com o teu pai.
Em conversa
com o pai, a professora faz-lhe queixa:
- Não percebo
o seu filho. Perguntei-lhe quem escreveu 'Os Lusíadas' e
ele
respondeu-me
que não sabia, que não foi ele...
Diz o
pai:
- Bem, ele não
costuma ser mentiroso, se diz que não foi ele, é porque
não
foi. Já se
fosse o irmão...
Irritada com
tanta ignorância, a professora resolve ir para casa e, na
passagem pelo
posto local da G.N.R., diz-lhe o comandante:
- Parece que o
dia não lhe correu muito bem...
- Pois não,
imagine que perguntei a um aluno quem escreveu 'Os
Lusíadas'
respondeu-me
que não sabia, que não foi ele, e começou a chorar.
O comandante
do posto:
- Não se
preocupe. Chamamos cá o miúdo, damos-lhe um 'aperto', vai ver que
ele
confessa
tudo!
Com os cabelos
em pé, a professora chega a casa e encontra o marido sentado
no
sofá, a ler o
jornal. Pergunta-lhe este:
- Então o dia
correu bem?
- Ora,
deixa-me cá ver. Hoje perguntei a um aluno quem escreveu 'Os
Lusíadas'.
Começou a
gaguejar, que não sabia, que não tinha sido ele, e pôs-se a
chorar.
O pai diz-me
que ele não costuma ser mentiroso. O comandante da G.N.R.
quer
chamá-lo e
obrigá-lo a confessar. Que hei-de fazer a isto?
O marido,
confortando-a:
- Olha,
esquece. Janta, dorme e amanhã tudo se resolve. Vais ver que se
calhar
foste tu e já
não te lembras...!
19 de fevereiro de 2013
17 de fevereiro de 2013
Subscrever:
Mensagens (Atom)




