Infelizmente isto já não é noticia... desemprego a crescer, o problema são sempre os lucros nunca as pessoas.
Noticia publicada no Jornal Público, em 12.02.2013
12 de fevereiro de 2013
Conforlimpa
Os donos da Conforlimpa, tal como outras empresas desta area de actividade, têm ganho lucros com a exploração da mão de obra; Têm trabalhadores, que por não terem mais opções, trabalham ganhando desde € 3,00 a € 5,00 por hora.
Estas empresas dão cabo do "mercado", pois entram nos concursos com valores muito baixos, valores apresentados já com consciência da exploração que fazem da mão de obra.
Outras empresas, que tentam pagar dignamente aos seus trabalhadores, ficam sem hipoteses de ganharem tais concursos face aos valores que são apresentados...
As empresas que vão beneficiar do trabalho dos trabalhadores destas empresas, não se importam se têm diariamente "escravos" dentro das suas empresas pois só se importam com o que podem extorquir nas relações de trabalho.
Mas isto, nesta sociedade imoral... não é crime...
Lá terão que ser apanhados, por outros crimes...
Noticia publicada no Jornal Público, em 12.02.2013
11 de fevereiro de 2013
Disse mas não disse...é o problema do contexto...
No dia 5 de Abril de 2011, Ricardo Salgado foi um dos banqueiros que pediram para ser entrevistados por Judite de Sousa para pressionar Sócrates para solicitar o resgate financeiro. Salgado, assumindo- -se como uma figura tutelar da nação, declarou que a situação do país era preocupante.
Sabemos hoje que, nesse mesmo ano, Salgado se terá “esquecido” de declarar 8,5 milhões de euros ao fisco, valor que 99% dos portugueses não auferirá ao longo de toda a sua vida. Mas não me choca o valor nem o “esquecimento”; choca-me que alguém se esteja a “esquecer” que este “esquecimento” é crime. Choca-me que, no caso da Operação Monte Branco, a maior parte da informação veiculada tenha reproduzido a versão de que o presidente do BES prestou declarações voluntárias ao DCIAP sobre a sua inocência, sem questionar como é que Salgado sabia de um processo em segredo de justiça e sob que figura prestou esta declaração voluntária de inocência.
Em Abril de 2011 não vivíamos tão aflitos. Não tínhamos visto partir tantos amigos e familiares. Não conhecíamos tantos desempregados. Não víamos tantas situações de miséria. Não sabíamos bem o que nos esperava.
Para salvar o negócio de pessoas como Salgado, Sócrates mandou vir a troika. Agora parece que o sector bancário nacional vive uma euforia proteccionista. Sabe que, na dificuldade, vem o Estado e resolve. Para o BPN já foram mais de 7 mil milhões, para o Banif 1,1 mil milhões e no BCP negoceiam-se despedimentos com subvenção estatal. Entretanto os bancos vão ficando com as casas de quem bem entendem, repondo-as à venda com valores 20% a 30% acima do resto do mercado, e fecham 2012 com mais-valias potenciais de 15 mil milhões de euros sobre a dívida pública portuguesa.
Tiago Mota Saraiva, publicado em 19 Jan 2013
http://www.ionline.pt/
6 de fevereiro de 2013
A esposa do Ulrich. Percebem agora?
A esposa do Fernando Ulrich, o tal do BPI que diz que o povo e os sem abrigo aguentam tudo. Percebem agora?
UM CASAL SEM ABRIGO .... QUE SE JUNTOU A OUTRO QUE NÃO CONSEGUE VIVER SÓ COM REFORMA DE MUITOS MILHARES..
Não é uma "sem-abrigo"... está abrigada pelo "Padrinho"...
5 de fevereiro de 2013
Brevemente, será obrigatório em casa ...
... de todos os Portugueses, a fim de que o Ministério das Finanças possa calcular o novo imposto:
o CAGÓMETRO !
o CAGÓMETRO !
Grécia - Auschwitz do sec. XXI
Desde que a CRISE chegou à Grécia que a vida daquele povo ficou virada do avesso.
Porém, as mudanças ocorridas na área da prestação de cuidados de saúde ultrapassaram todos as limites em que deveria assentar a dignidade da pessoa humana.
Até Julho de 2011, a Grécia tinha um sistema de saúde normal. As pessoas que perdiam os seus empregos recebiam cuidados de saúde, mesmo após terem perdido o direito ao subsídio de desemprego.
A partir daquela data, o governo grego assinou um acordo de empréstimo suplementar com os predadores financeiros internacionais (travestidos de idóneos representantes da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional), onde ficou estipulado que todos os cidadãos que não tivessem seguro de saúde, não estivessem a receber subsidio de desemprego, ou não tivessem meios próprios para o pagamento dos cuidados de saúde de que necessitassem, deixariam de ser tratados nos hospitais públicos.
Atualmente, na Grécia, existem cerca de 25% de desempregados, dos quais, metade, não recebe qualquer apoio do Estado helénico, e portanto, sem direito a ter assistência na doença.
As mudanças verificadas no sistema público de saúde impressionam, sobretudo, no caso de cancro, cujos tratamentos são longos e onerosos. Quando o cancro é diagnosticado em pessoas que não têm seguro de saúde, subsídio de desemprego ou posses para pagarem do seu próprio bolso o acesso aos medicamentos e tratamentos de que carecem, o Estado pura e simplesmente vota-as ao abandono, ignorando a sua própria existência.
Face à gravidade da situação, que raia uma sórdida parecença com o genocídio seletivo e repressão maciça de tempos idos, surgiu o conceito de "Clínica Social", um movimento fora do sistema de saúde público, que o Dr. Giorgos Vidras alcunhou de "Rede Robin Hood", para cuidar dos excluídos da sociedade, em que são utilizados medicamentos doados por farmácias, empresas farmacêuticas, e até por familiares de doentes que morreram de cancro.
Mas este problema pode agravar-se exponencialmente muito em breve. É que, vai chegar o momento em que as pessoas vão deixar de poder doar, pelos efeitos arrasadores da crise que atravessa a Grécia. O Dr. Kostas Syrigos, chefe do maior Serviço de Oncologia da Grécia, fez declarações públicas onde dizia que pensava já ter visto tudo na vida! Mas nada o preparara para enfrentar o caso de Elena, uma mulher desempregada e sem seguro de saúde, com um cancro na mama que atingira o tamanho de uma laranja e que já rasgara a pele, deixando à vista urna ferida que aquela mulher drenava, incessantemente, com guardanapos de papel.
"Fiquei sem fala quando a vi. Toda a gente que ali se encontrava chorou. E em verdade vos digo: os livros de estudo descrevem coisas como aquelas, mas nunca as tínhamos visto até então", referiu aquele médico.
A sociedade grega ficou chocada! Tal como na revelação Bíblica, os responsáveis políticos do seu País tinham trocado a protecção dos mais desfavorecidos por "30 moedas de prata" provenientes dos "Judas" do nosso tempo.
Na Grécia, os médicos que sejam apanhados a tentar salvar a vida daquelas "almas", pagam do seu bolso os medicamentos entregues àqueles doentes, para além de se sujeitarem a muitas outras consequências.
Nas palavras do médico alemão Georg Pieper, o que encontrou na Grécia ultrapassou todas as suas piores expectativas: - crianças, numa agonia pungente, ao colo de suas mães esvaídas em lágrimas, prostradas em frente aos hospitais públicos, a implorarem para tratarem das suas crianças; mulheres grávidas, sem seguro de saúde e sem dinheiro, a acorrerem aos hospitais, suplicando para serem atendidas; doentes internados que, para não morrerem à fome, pedem a familiares e amigos para lhes levarem comida; médicos, enfermeiros e outros profissionais que, para além de não receberem ordenado há vários meses, se vêm obrigados a fazer a limpeza dos hospitais; e um número incontável de pessoas a catar os restos que se encontram naqueles que são hoje os "restaurantes helénicos mais bem sucedidos da economia grega" - os caixotes do lixo.
Hoje, no País onde nasceu a democracia, estar doente não é "pronúncia do Norte"... é prenúncio de morte.
Há cerca de sete décadas atrás, os saques feitos aos gregos serviram para construir e alimentar os Panzers, com que pretendiam aniquilar o povo de "Homero". Nos tempos que correm, os saques servem para pagar o material de guerra e para salvar os bancos germânicos.
São as duas faces... de uma mesma moeda!
António Rocha
Diário de Aveiro, 7.01.2013
Christine Lagarde anuncia novas medidas para Portugal
Veja, explicado pela
própria, as novas "medidas" que o FMI tenciona impor aos portugueses
e portuguesas.
2 de fevereiro de 2013
4 MIL MILHÕES DO FMI, ESTÃO AQUI NA GALILEI!!!
Para os 4 mil milhões novos
"cortes inteligentes". Mas existem alternativas!
Uma delas é ir directamente ao espólio da Galilei.
A Galilei Grupo é o novo nome da antiga Sociedade Lusa de Negócios (SLN) e a
SLN era a detentora do BPN, os tais amigos não-presos de Cavaco.
O BPN que faliu e ofereceu aos contribuintes portugueses um buraco de 9 mil
milhões. Mas a GALILEI existe, funciona tem dinheiro e é uma das empresas
portuguesas mais ricas em PATRIMÓNIO.
Tudo isso deve voltar para as mãos do Estado!
Os contribuintes têm o direito de exigir!
31 de janeiro de 2013
Greves justas no Metro
Firmeza na luta e mobilização dos utentes
Na terceira terça-feira de greve parcial, os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa realizaram ainda um plenário, na Praça Luís de Camões, onde aprovaram uma campanha de esclarecimento dos passageiros.
«A adesão foi esmagadora, apesar das diversas tentativas da administração de, a todo o custo, colocar comboios a circular», informava a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, ao fim da manhã de anteontem, dando conta do resultado da greve que requereu, mais uma vez, o encerramento das estações até cerca das 10.30 horas.
A Fectrans/CGTP-IN lembrou que os trabalhadores lutam pela negociação colectiva, que não é respeitada, e pelo cumprimento do Acordo de Empresa, mas também por «uma empresa melhor, com um serviço de qualidade e seguro, onde utentes e trabalhadores sejam respeitados por aqueles que são nomeados para administrar, mas que não andam de transporte público, porque têm grandes privilégios, tais como salários elevados (aumentados recentemente), automóvel, despesas com gasolina para uso de serviço e privado, pagamento de telemóvel, motorista, etc.».
A nota de imprensa retomava assim a resposta que tinha sido dada no dia 23, em carta-aberta de quatro organizações sindicais, à missiva que o presidente do conselho de administração enviou ao pessoal no dia 21, véspera da segunda greve de quatro horas. A resposta foi retomada na moção que anteontem sintetizou as conclusões do plenário, proposta igualmente pelo STRUP (da Fectrans) e pelos sindicatos STTM, Sindem e Sitra.
Depois de referirem o contexto em que travam esta luta, os trabalhadores do Metro recordam que o AE foi livremente acordado (em 2009 e revisto em 2010), entre sindicatos e administração, para valer até ao final de 2015.
Desde Dezembro de 2010, por força dos OE de 2011, 2012 e 2013, os trabalhadores estão a ser roubados (congelamento de carreiras e anuidades, «comparticipação solidária» no OE de 2011, roubo dos subsídios de férias e de Natal, em 2012, mais a brutal carga fiscal em 2013, mas também a retirada do direito a transporte dos trabalhadores no activo e reformados).
Apesar destes cortes, a dívida do Metropolitano continuou a aumentar, destacando os trabalhadores que juros e «engenharias financeiras» (contratos swap) custaram à empresa, em 2012, 400 milhões de euros, o que representa mais do que oito anos de salários de todo o pessoal do Metro.
Na moção, exige-se do Governo «o mesmo respeito pela contratação colectiva que tem mostrado pelos contratos assinados com os especuladores que estão a sangrar o nosso povo».
Os trabalhadores declaram-se dispostos a «participar activamente em todas as formas de luta, pela urgente interrupção desta política, a demissão deste Governo e a devolução ao povo do poder de decisão sobre as opções políticas». As organizações representativas ficaram mandatadas para, com as das demais empresas do sector, «promoverem a mais ampla unidade possível, para uma resposta colectiva à ofensiva em curso».
Ficou decidido «dinamizar uma quinzena de esclarecimento e mobilização dos utentes, trazendo-os mais activamente para uma luta que também é sua».
Encontro dia 6
As organizações de trabalhadores do sector de transportes decidiram realizar um «Encontro de representantes dos trabalhadores dos transportes e reformados», em Lisboa, no dia 6 de Fevereiro.
As comissões de trabalhadores da CP, da EMEF, da Refer, da TAP e da Vimeca; a Fectrans e o SNTSF e STRUP, da CGTP-IN; e os sindicatos Fentcop, SFRCI, Sinafe, Sindem, Sinfa, Sinfb, Siofa, Sitra e STTM, reunidos no dia 23, defenderam «uma resposta conjunta» à actual ofensiva.
Entenderam ser «necessário lançar o debate com todas as estruturas representativas e trabalhadores do sector, no sentido da realização de uma jornada de luta comum e convergente, sem prejuízos das lutas em desenvolvimento ou das dinâmicas em cada empresa».
As comissões de trabalhadores da CP, da EMEF, da Refer, da TAP e da Vimeca; a Fectrans e o SNTSF e STRUP, da CGTP-IN; e os sindicatos Fentcop, SFRCI, Sinafe, Sindem, Sinfa, Sinfb, Siofa, Sitra e STTM, reunidos no dia 23, defenderam «uma resposta conjunta» à actual ofensiva.
Entenderam ser «necessário lançar o debate com todas as estruturas representativas e trabalhadores do sector, no sentido da realização de uma jornada de luta comum e convergente, sem prejuízos das lutas em desenvolvimento ou das dinâmicas em cada empresa».
30 de janeiro de 2013
Origem e significado de «carapau de corrida»
Ouvi há pouco tempo uma explicação interessante, e não completamente descabida, sobre a origem da expressão «carapau de corrida», que sempre me intrigou!
O peixe é vendido pelos pescadores nas lotas, em leilões «invertidos», ou seja, com os preços a serem rapidamente anunciados por ordem decrescente, até que o comprador interessado o arremate com o tradicional «chiu!». Isto implica que o melhor peixe, e o mais caro, é o que é vendido primeiro, ficando para o fim o de menor qualidade. Em tempos anteriores ao transporte automóvel, as peixeiras menos escrupulosas compravam esse peixe no fim da lota, por um preço baixo, e corriam literalmente até à vila ou cidade, tentanto chegar ao mesmo tempo que as que tinham comprado peixe melhor e mais caro na lota (e tentando vendê-lo, evidentemente, ao mesmo preço que o de melhor qualidade). Nem sempre os fregueses se deixavam enganar, e percebiam que aquele carapau era «carapau de corrida», comprado barato no fim da lota e transportado a correr até à vila. Hoje ainda, o que se arma em carapau de corrida julga-se mais esperto que os outros, mas raramente os consegue enganar.
«Carapau de corrida» é uma expressão usada para descrever uma pessoa convencida, alguém que se julga mais esperto do que os outros. Usa-se normalmente com o verbo armar: «Armar-se em carapau de corrida.»
«Armar-se em carapau de corrida» significa, precisamente, tentar impressionar os outros com manifestações pueris de exibicionismo fácil, e tem como expressões equivalentes, entre outras, «armar-se aos cágados» e «armar-se ao pingarelho».
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