23 de agosto de 2012
5 de agosto de 2012
Alemanha... e a falta de memória!
Em
1953, a Alemanha de Konrad Adenauer entrou em default, falência, ficou Kaput,
ou seja, ficou sem dinheiro para fazer mover a actividade económica do país.
Tal qual como a Grécia actualmente.
A Alemanha
negociou 16 biliões de marcos em dívidas de 1920 que entraram em incumprimento
na década de 30 após o colapso da bolsa em Wall Street. O dinheiro tinha-lhe
sido emprestado pelos EUA, pela França e pelo Reino Unido.
Outros
16 biliões de marcos diziam respeito a empréstimos dos EUA no pós-guerra, no
âmbito do Acordo de Londres sobre as Dívidas Alemãs (LDA), de 1953. O total a
pagar foi reduzido 50%, para cerca de 15 biliões de marcos, por um período de
30 anos, o que não teve quase impacto na crescente economia alemã.
O
resgate alemão foi feito por um conjunto de países que incluíam a Grécia,
a Bélgica, o Canadá, Ceilão, a Dinamarca, França, o Irão, a Irlanda, a Itália,
o Liechtenstein, o Luxemburgo, a Noruega, o Paquistão, a Espanha, a Suécia, a
Suíça, a África do Sul, o Reino Unido, a Irlanda do Norte, os EUA e a
Jugoslávia.
As
dívidas alemãs eram do período anterior e posterior à Segunda Guerra Mundial.
Algumas decorriam do esforço de reparações de guerra e outras de empréstimos
gigantescos norte-americanos ao governo e às empresas.
Durante 20 anos,
como recorda esse acordo, Berlim não honrou
qualquer pagamento da dívida.
Por
incrível que pareça, apenas oito anos depois de a Grécia ter sido invadida e
brutalmente ocupada pelas tropas nazis, Atenas aceitou participar no esforço
internacional para tirar a Alemanha da terrível bancarrota em que se
encontrava.
Ora
os custos monetários da ocupação alemã da Grécia foram estimados em 162 biliões
de euros sem juros. Após a guerra, a Alemanha ficou de compensar a Grécia por
perdas de navios bombardeados ou capturados, durante o período de neutralidade,
pelos danos causados à economia grega e pagar compensações às vítimas do
exército alemão de ocupação.
As vítimas gregas foram mais de um milhão de pessoas (38960
executadas, 12 mil abatidas, 70 mil mortas no campo de batalha, 105 mil em
campos de concentração na Alemanha, e 600 mil que pereceram de fome). Além
disso, as hordas nazis roubaram tesouros arqueológicos gregos de valor
incalculável.
Qual
foi a reacção da direita parlamentar alemã aos actuais problemas financeiros da
Grécia?
Segundo
aquela, a Grécia devia considerar vender terras, edifícios históricos e
objectos de arte para reduzir a sua dívida.
Além
de tomar as medidas de austeridade impostas, como cortes no sector público e
congelamento de pensões, os gregos deviam vender algumas ilhas, defenderam dois
destacados elementos da CDU, Josef Schlarmann e Frank Schaeffler, do partido da
chanceler Merkel.
Os
dois responsáveis chegaram a alvitrar que o Partenon, e algumas ilhas gregas no
Egeu, fossem vendidas para evitar a bancarrota. "Os que estão insolventes
devem vender o que possuem para pagar aos seus credores", disseram ao
jornal Bild. Depois disso, surgiu no seio do executivo a ideia peregrina
de pôr um comissário europeu a fiscalizar permanentemente as contas gregas em
Atenas.
O
historiador Albrecht Ritschl, da London School of Economics, recordou
recentemente à Spiegel que a Alemanha foi o pior país devedor do século
XX. O economista destaca que a insolvência germânica dos anos 30 faz a dívida
grega de hoje parecer insignificante.
"No
século XX, a Alemanha foi responsável pela maior bancarrota de que há
memória", afirmou. "Foi apenas graças aos Estados Unidos, que
injectaram quantias enormes de dinheiro após a Primeira e a Segunda Guerra
Mundial, que a Alemanha se tornou financeiramente estável e hoje detém o
estatuto de locomotiva da Europa. Esse facto, lamentavelmente, parece
esquecido", sublinha Ritsch.
O
historiador sublinha que a Alemanha desencadeou duas guerras mundiais, a
segunda
de aniquilação e extermínio, e depois os seus inimigos perdoaram-lhe
totalmente o pagamento das reparações ou adiaram-nas.
A
Grécia não esquece que a Alemanha deve a sua prosperidade económica a outros
países.
Por isso, alguns parlamentares gregos sugerem que seja feita a
contabilidade das dívidas alemãs à Grécia para que destas se desconte o que a
Grécia deve actualmente.
A
ocultação da história é uma boa maneira de enganar povos
2 de agosto de 2012
UMA CLASSE ZOMBIE E UM MINISTRO BÁRBARO
por Santana Castilho a Quarta-feira, 18 de
Julho de 2012
Porque as matrículas e a constituição de turmas que delas derivam não estavam concluídas a 13 de Julho.
Porque os créditos de horas a atribuir às escolas, em função da deriva burocrática e delirante de Nuno Crato, não eram ainda conhecidos e a responsabilidade não é de mais ninguém senão dele próprio e dos seus ajudantes incompetentes.
Não se conhecendo o número de turmas, não se conhecendo os cursos escolhidos pelos alunos e portanto as correspondentes disciplinas, não se conhecendo os referidos créditos, como se poderia calcular o número de professores? Mas, apesar de ilegítima, a ordem foi cumprida por directores dúcteis.
Como fizeram? Indicaram, por larguíssimo excesso, horários zero.
Milhares de professores dos “quadros” foram obrigados, assim, a concorrer a outras escolas por uma inexistência de serviço na sua, que se vai revelar falsa a breve trecho.
Serão “repescados” mais tarde, mas ficarão até lá sujeitos a uma incerteza e a uma ansiedade evitáveis.
Por que foi isto feito?
Que sentido tem esta humilhação?
Incapacidade grosseira de planeamento? Incompetência? Irresponsabilidade? Perfídia?
Que férias vão ter estes professores, depois de um ano-lectivo esgotante?
Em que condições anímicas se apresentarão para iniciar o próximo, bem pior?
Que motivação os animará, depois de tamanha indignidade de tratamento, depois de terem a prova provada de que Nuno Crato não os olha como professores mas, tão-só, como reles proletários descartáveis?
É de bárbaro sujeitar famílias inteiras a esta provação dispensável. É de bárbaro a insensibilidade demonstrada.
Depois do roubo dos subsídios, do aumento do horário de trabalho, da redução bruta dos tempos para gerir agrupamentos e turmas, da tábua rasa sobre os grupos de recrutamento com essa caricatura de rigor baptizada de “certificação de idoneidade”, da menorização ignara da Educação Física e do desporto escolar, da supina cretinice administrativa da fórmula com que o ministro quer medir tudo e todos, da antecipação ridícula de exames para o início do terceiro período e do folclórico prolongamento do ano-lectivo por mais um mês, esta pulseira electrónica posta na dignidade profissional dos professores foi demais.
Todas as medidas de intervenção no sistema de ensino impostas por Nuno Crato têm um objectivo dominante: reduzir professores e consequentes custos de funcionamento.
O aumento do número de alunos por turma fará crescer o insucesso escolar e a indisciplina na sala de aula. Mas despede professores.
A revisão curricular, sem nexo, sem visão sistémica, capciosa no seu enunciado, que acabou com algumas disciplinas e diminuiu consideravelmente as horas de outras, particularmente no secundário, não melhorará resultados, nem mesmo nas áreas reforçadas em carga horária. Mas despede professores.
Uma distribuição de serviço feita agora ao minuto, quando antes era feita por “tempos-lectivos”, vai adulterar fortemente a continuidade da leccionação das mesmas turmas, em anos consecutivos, pelos mesmos professores (turmas de continuidade), com previsível diminuição dos resultados dos alunos. Mas despede professores.
As modificações impostas à chamada “oferta formativa qualificante”, mandando às urtigas a propalada autonomia das escolas, substituídas nas decisões pelas “extintas” direcções-regionais (cuja continuidade já está garantida, com mudança de nome) não melhora o serviço dispensado aos alunos. Mas despede professores.
Ao que acima se enunciou, a classe tem assistido em letargia zombie.
Não são pequenas ousadias kitsch ou jograis conjuntos de federações sindicais, federações de associações de pais e associações de directores, carpindo angústias e esmagamentos, que demovem a barbárie.
Só a paramos com iniciativas que doam.
Os professores têm a legitimidade profissional de defender os interesses da classe. Digo da classe, que não de cada um dos grupos dentro da classe. E têm a responsabilidade cívica de defender a Escola Pública, constitucionalmente protegida.
Crato vai estatelar-se e perder-se no labirinto que criou para o ano-lectivo próximo. Perdidos tantos outros, é o tempo propício para um novo discurso político, orientador e agregador da classe.
A quem fala manso e age duro, urge responder com maior dureza.
Lamento ter que o dizer, mas há limites para tudo.
Como? Assim a classe me ouvisse. Crato vergava num par de semanas.
In "Público" de 18.7.12
Numa sexta-feira, 13, a tampa de um enorme
esgoto foi aberta ante a complacência de uma classe que parece morta em vida.
Nuno Crato exigiu e ameaçou: até 13 de Julho,
os directores dos agrupamentos e das escolas que restam tiveram que indicar o
número de professores que não irão ter horário no próximo ano-lectivo.
Se não indicassem um só docente que pudesse vir
a ficar sem serviço, sofreriam sanções.
Esta ordem foi ilegítima.
Porque as matrículas e a constituição de turmas que delas derivam não estavam concluídas a 13 de Julho.
Porque os créditos de horas a atribuir às escolas, em função da deriva burocrática e delirante de Nuno Crato, não eram ainda conhecidos e a responsabilidade não é de mais ninguém senão dele próprio e dos seus ajudantes incompetentes.
Não se conhecendo o número de turmas, não se conhecendo os cursos escolhidos pelos alunos e portanto as correspondentes disciplinas, não se conhecendo os referidos créditos, como se poderia calcular o número de professores? Mas, apesar de ilegítima, a ordem foi cumprida por directores dúcteis.
Como fizeram? Indicaram, por larguíssimo excesso, horários zero.
Milhares de professores dos “quadros” foram obrigados, assim, a concorrer a outras escolas por uma inexistência de serviço na sua, que se vai revelar falsa a breve trecho.
Serão “repescados” mais tarde, mas ficarão até lá sujeitos a uma incerteza e a uma ansiedade evitáveis.
Por que foi isto feito?
Que sentido tem esta humilhação?
Incapacidade grosseira de planeamento? Incompetência? Irresponsabilidade? Perfídia?
Que férias vão ter estes professores, depois de um ano-lectivo esgotante?
Em que condições anímicas se apresentarão para iniciar o próximo, bem pior?
Que motivação os animará, depois de tamanha indignidade de tratamento, depois de terem a prova provada de que Nuno Crato não os olha como professores mas, tão-só, como reles proletários descartáveis?
É de bárbaro sujeitar famílias inteiras a esta provação dispensável. É de bárbaro a insensibilidade demonstrada.
Depois do roubo dos subsídios, do aumento do horário de trabalho, da redução bruta dos tempos para gerir agrupamentos e turmas, da tábua rasa sobre os grupos de recrutamento com essa caricatura de rigor baptizada de “certificação de idoneidade”, da menorização ignara da Educação Física e do desporto escolar, da supina cretinice administrativa da fórmula com que o ministro quer medir tudo e todos, da antecipação ridícula de exames para o início do terceiro período e do folclórico prolongamento do ano-lectivo por mais um mês, esta pulseira electrónica posta na dignidade profissional dos professores foi demais.
Todas as medidas de intervenção no sistema de ensino impostas por Nuno Crato têm um objectivo dominante: reduzir professores e consequentes custos de funcionamento.
O aumento do número de alunos por turma fará crescer o insucesso escolar e a indisciplina na sala de aula. Mas despede professores.
A revisão curricular, sem nexo, sem visão sistémica, capciosa no seu enunciado, que acabou com algumas disciplinas e diminuiu consideravelmente as horas de outras, particularmente no secundário, não melhorará resultados, nem mesmo nas áreas reforçadas em carga horária. Mas despede professores.
Uma distribuição de serviço feita agora ao minuto, quando antes era feita por “tempos-lectivos”, vai adulterar fortemente a continuidade da leccionação das mesmas turmas, em anos consecutivos, pelos mesmos professores (turmas de continuidade), com previsível diminuição dos resultados dos alunos. Mas despede professores.
As modificações impostas à chamada “oferta formativa qualificante”, mandando às urtigas a propalada autonomia das escolas, substituídas nas decisões pelas “extintas” direcções-regionais (cuja continuidade já está garantida, com mudança de nome) não melhora o serviço dispensado aos alunos. Mas despede professores.
Ao que acima se enunciou, a classe tem assistido em letargia zombie.
Não são pequenas ousadias kitsch ou jograis conjuntos de federações sindicais, federações de associações de pais e associações de directores, carpindo angústias e esmagamentos, que demovem a barbárie.
Só a paramos com iniciativas que doam.
Os professores têm a legitimidade profissional de defender os interesses da classe. Digo da classe, que não de cada um dos grupos dentro da classe. E têm a responsabilidade cívica de defender a Escola Pública, constitucionalmente protegida.
Crato vai estatelar-se e perder-se no labirinto que criou para o ano-lectivo próximo. Perdidos tantos outros, é o tempo propício para um novo discurso político, orientador e agregador da classe.
A quem fala manso e age duro, urge responder com maior dureza.
Lamento ter que o dizer, mas há limites para tudo.
Como? Assim a classe me ouvisse. Crato vergava num par de semanas.
In "Público" de 18.7.12
31 de julho de 2012
Petróleo grego em alta tensão
Por: Ruben
Eiras
A Grécia é o
país da UE e do Euro com o maior potencial prospetivo de exploração de
petróleo, com cerca de 22 mil milhões de barris no Mar Jónico e 4 mil milhões de
barris no Mar Egeu. Por comparação, o poço Lula no Brasil (uma das maiores
descobertas da última década) tem cerca de 8 mil milhões de barris.
Este facto é
conhecido pela Troika do FMI, UE e BCE desde 2010. Em vez de promover a
produção petrolífera para reequilibrar as contas gregas e aumentar a autonomia
energética europeia, a ordem é privatizar a única via que o Estado grego dispõe
para pagar aos credores.
Eis a razão
pela qual russos e chineses digladiam-se para controlar os portos gregos:
passam a controlar terminais de distribuição de petróleo e gás para os Balcãs e
centro da Europa, e conquistam uma inédita presença estratégica no
mediterrâneo.
Ciente desta
ameaça, os EUA não dormem e Hillary Clinton deslocou-se recentemente à Grécia
para tentar acertar condições de E&P com a Turquia, com o envolvimento da
empresa americana Noble Energy. O problema reside em que a Grécia não dispõe de
uma ZEE e por isso não tem garantido o direito soberano sobre os recursos no
solo marinho. Por isso, Clinton foi tentar um acordo de repartição entre
Grécia, Turquia e a Noble Energy. Na semana seguinte, os russos foram bater à
porta dos gregos com proposta semelhante.
Se
considerarmos que Israel será um exportador líquido de gás ainda nesta década e
que Chipre também uma bacia rica em petróleo, concluem-se dois factos:
- O Mediterrâneo será um foco de tensão geopolítica em torno dos recursos petrolíferosA UE sofre de uma cegueira estratégica extrema ou a Alemanha já desistiu da Europa
- A importância estratégica de capacidades
de exploração submarina para a sustentabilidade dos países
Para saber mais: http://www.infowars.com/rising-energy-tensions-in-the-aegean%E2%80%94greece-turkey-cyprus-syria/
A Luta pela posse de uma Bola
Exmº Sr Ministro da Educação e Ciência
Pensei
traduzir a minha indignação, relativamente à alteração curricular que Vª Exª
propõe, mas confesso que a emoção foi tal que tive de esperar algum tempo para,
após fazer algumas inspirações com profundidade, saber como o havia de fazer.
Imagine
que tenho um filho, ou Vª Exª tem um filho por exemplo, e questiono-me como é
que o devo educar. Naturalmente, a minha preocupação começa por contextualizar
um desenvolvimento infantil baseado numa boa alimentação e no conforto de um
envolvimento afectivo familiar (preferencialmente, no mínimo Pai e Mãe).
Eu
percebo e sei, que tal não é possível para todas as pessoas. Uns porque têm que
bulir, sujeitos às necessidades de sobrevivência, outros porque colocam a sua
carreira profissional à frente de tudo, primeiro a carreira depois os filhos e
ainda outros por ganância de dinheiro ou de poder, aspectos essenciais para
lhes alimentar o ego. Encostam-se aqui e ali, juntando-se a outros com os
mesmos dois objectivos e vão constituindo “lobbies” de poder.
Ora
bem, todos sabemos que, nos primeiros anos de vida, é fundamental e importante
garantir à criança um desenvolvimento equilibrado. Não é necessário tirar uma
licenciatura nos EUA. Qualquer Faculdade, mesmo essas muitas dezenas instaladas
há uns anos atrás, sabe-se lá com que objectivo, explicam isso.
Penso
que o referido objectivo foi para valorizar o ensino e a formação das
populações, ou de alguma população. O crescimento deve acompanhar um bom
desenvolvimento. A qualidade dos estímulos a que sujeitamos a criança é
fundamental. O crescimento é-nos garantido por condições saudáveis de vida. Se
a genética não nos pregar nenhuma partida, uma boa alimentação, afecto, equilibrado,
e um funcional enquadramento familiar, multidisciplinar, social e cultural, são
aspectos fundamentais a considerar.
Podemo-nos
questionar o que é um bom desenvolvimento. Este baseia-se, naturalmente, na
particularidade dos estímulos. Começa aqui a nossa discordância.
Apercebo-me
que para si, os factores cognitivos são os essenciais. Vª Exª é um homem do
pensamento. Do pensamento abstracto. Da criatividade, do intelecto. Como se
isso fosse um exclusivo da teoria. Esquece aspectos endógenos como os
idiossincrásicos. Vª Exª está a ver!?
Não
pode, nem deve, ignorar o corpo. É ele que o acompanha desde o primeiro dia.
Aquele que quando não está bem, transmite sintomas que o fazem, preocupado ou
assustado, recorrer ao médico. Aquele que irá ficar consigo até aos seus
últimos dias, quer saiba muita matemática, muitas línguas ou não. Isto é,
independentemente, das suas potencialidades intelectuais, das suas
competências, dos seus conhecimentos, tem que carregar com ele.
Estamos
perante uma realidade universal.
Aquele
corpo onde se dão as reacções químicas que sustentam a vida. Sim, porque é da
vida que estamos a versar. Aquele corpo que o olha reflectido no espelho. Que
lhe alimenta o ego. Que fomenta a vaidade. Que expõe o narcisismo que há dentro
de cada um. Que na intimidade promove um diálogo permanente, nem sempre
pacífico, com o espírito. Como nos diz André Giordan “O meu corpo, a primeira
maravilha do mundo”. Vª Exª vê, já estamos a misturar as coisas. Coisas do
corpo, da sua química e coisas da psique, do pensamento. Pois é, eu cá no velho
e histórico Portugal, estudei que nós somos uma unidade.
Nos
EUA não sei, nunca lá fui. Daí que eu conceba um desenvolvimento harmonioso,
nomeadamente na população infanto-juvenil, considerando essencialmente, a unidade
das áreas, da relação afectiva, cognitiva e motora. Não é por acaso, que por
exemplo, a (OMS - Organização Mundial de Saúde), no combate ao sedentarismo,
propõe um reforço da actividade física na formação geral nos currículos
académicos.
Desculpe
Vª Exª a audácia e o confronto. Não quero ferir susceptibilidades nem
sensibilidades.
Parece-me
que estamos a amarrar os miúdos às carteiras, com a ergonomia que se lhe
reconhece, (muitos miúdos, devido aos “trocos”) e dar-lhes mais do mesmo,
conceitos, fundamentalmente teóricos, independentemente dos ritmos de
aprendizagem e dos níveis de concentração, até eles se saturarem… ou
adormecerem. Atrás do bocejo, vem sonolência, a desconcentração, promovendo
assim o abandono. Desculpe, Vª Exª., mas não previu sequer no tempo de aula
curricular o tempo para os sentar (aos trinta).
Desculpe…
é o meu sentido pragmático de analisar as coisas. Não ligue. Sabe, Vª EXª,
desde Abril de 74 já tivemos, sentados no seu cadeirão, alguns trinta e quatro
ministros, e todos a pôr a mão na legislação. Não hão-de os professores a estar
confundidos e, naturalmente a cair na psiquiatria.
Voltemos
ao hipotético filho.
Ora,
a criança expressa-se e desenvolve-se significativamente, na sua unidade, pelo
movimento. Sobe, desce, empurra, salta, cai, corre, atira, agarra,
equilibra-se, etc..
Atenção,
não nos vamos esquecer aqui, dos protegidos, dos “arrumadinhos” que estão
sempre fechados e privados, não só do convívio em interacção com o outro, mas
também, de se exporem e expressarem através de actividades práticas promotoras
de desenvolvimento activo.
Está
a ver Vª Exª como se começam a imprimir modelos de vida, virados para a
actividade ou para o sedentarismo. Isto numa fase do desenvolvimento de
significativa dependência.
Ora,
como parece que somos seres inteligentes, é fácil perceber o que é mais
saudável. Não nos podemos esquecer que aquelas crianças que estão fechadas, a
família mais próxima que têm é, normalmente, a televisão, com os seus efeitos
subliminares neuromusculares (Derrick de Kerckhove, em “A pele da cultura”,
estuda isto), depois a televisão e as playstation e, mais tarde, a televisão,
as playstation e os computadores.
Digo
família porque eles passam mais tempo sossegadinhos com estes aparelhos, do que
com qualquer elemento da família. Certos pais dizem com orgulho que “O meu
menino não quer sair de casa” (“está domesticado”). Quando eles vivem a
complexa ruptura do abandono da infância, na adolescência, os pais dizem-nos, “Gostava
que ele praticasse algum desporto, mas ele não quer. Não sei o que hei-de fazer
dele”.
Desde
cedo é a publicidade através de filmes coloridos, bem musicados, movimentados,
curtos, variados e com a promessa de uma oferta, a estimular o imaginário (e o
consumo), que prende os mais novos. As mamãs para eles estarem mais
sossegadinhos ainda, até os põem em frente à televisão. Não sei, na minha
ignorância, até que ponto começam aqui a ficar referenciados os níveis de
concentração das crianças. Os rapazes do Marketing sabem isso e agradecem.
É
necessário segurar estes potenciais consumidores. Depois da fase publicitária
proporcionam-lhes o convívio com desenhos animados. Estes, os desenhos
animados, vão acompanhá-los, alternando com os jogos informáticos, até à idade
adulta, e continuam no decorrer desta. Pois, diariamente, podemos usufruir de
desenhos animados e jogos para adultos. Começa-se com “A Branca de neve e os
sete anões” e viaja-se até aos “Simpsons” ou “Family Guy”. Enfim há que
infantilizar. Quanto mais infantis, quanto menos crescerem, mais condicionados
às referências dos primeiros anos e mais consumistas.
Talvez
seja oportuna uma leitura a “Consumed – How markets corrupt children,
infantilize adults, and swallow citizens whole” de Benjamin R. Barber. Isto claro para ler nas
férias numa esplanada à beira mar. Até está em versão “amaricano”. Chomsky
chama-lhe «a fabricação do consentimento».
Temos
ainda aqueles pais, que para compensarem a sua ausência familiar reforçam esta
situação com ofertas destes equipamentos. E… atenção, quanto mais caro melhor.
Mais compensações afectivas. Mais ganhos afectivos. Julgam eles. Estou a
lembrar-me, o que lhe recomendo, do filme português “Adeus Pai”.
E
eu penso, tenho que libertar o meu filho desta imposição, deste padrão de vida
implantado, desta formatação de sujeito.
Exmº
Sr Ministro veja bem a aberração que não é, darmos a liberdade de movimento que
a idade infantil sugere e impõe, potencializar esta motivação que a criança tem
para brincar, interagir, explorar e descobrir. Veja bem a aberração que é
estruturar situações práticas, com segurança, no contexto da aula, situações
estas de grande envolvimento, onde o corpo, na sua unidade, é o objecto de
aprendizagem. Promover actividade física com significado. Desafiando a criança
a novas aquisições. De superação individual. Com esforço. Atenção, digo com
esforço físico e intelectual. Em grupo, onde a criança se expõe e interage,
adquirindo novas amizades e, simultaneamente, evoluindo da dependência para a
independência.
Aprende
a confrontar os amigos na posição de adversários e a aceitar isso como natural.
É aqui que se promovem correctas atitudes e aquisição de valores, de
compromisso e de dever, de obrigação e de reforço das atitudes volitivas.
Será
isto socialização, prática, experimentada e vivida?
Palermices,
não ligue. Não terão os pais, os encarregados de educação e a sociedade, o compromisso
de proteger e defender a formação e o desenvolvimento multifacetado da
personalidade das suas crianças?
Estamos
perante uma proposta cultural de desenvolvimento, de complexidade progressiva,
baseada em acções motoras fundamentais, tal como prevêm e sugerem os PROGRAMAS
de EDUCAÇÃO FÍSICA. Sim, porque existem os programas. Aprovados pelo Ministério
e concebidos para determinada carga horária semanal.
Talvez
o Exmº Sr Ministro ignore a sua existência, ou não queira olhar porque o
fundamental agora sejam os tais “trocos”. Mas eles existem, há já largos anos,
organizados por objectivos gerais e específicos, considerando as capacidades,
as atitudes e valores e, ainda imagine, as competências.
Veja
só, já enquadrava as capacidades de realização por integração de competências.
Como Vª Exª pode verificar trata-se dum conjunto de asneiras, mas existem uns
visionários, inteligentes, que se propõem já tratar desta situação, rever os
currículos e ignorar isto da Educação Física, senão os miúdos não aprendem a
contar, escrever e a ler e, ainda assim, podem-se poupar as referidas “massas”.
É
aqui que lamentavelmente, nutro alguma tristeza pelo significativo esforço, em
vão, de alguns intelectuais, nomeadamente Fernando Savater, Edgar Morin, e
quantos outros.
Repare
Vª Exª que os programas se enquadram numa lógica de verticalidade e
horizontalidade, de objectivos, conteúdos e avaliação de competências, desde o
Pré Primário ao Secundário. Isto está tudo bem “armadilhado”. Olhe, se Vª Exª
estivesse distraído!?
Veja
só Vª Exª o que eles propõem ainda. Oportunistas como são, enquadrados de
acordo com uma lógica cultural de desenvolvimento, e tirando partido da
significativa motivação dos alunos para a prática da disciplina (não podemos
ignorar a satisfação e gratificação das crianças e jovens na realização das
aulas de EF) insistem em continuar a promover os tais estímulos em qualidade,
aumentando assim, a rede neurónia, dado que o cérebro continua a crescer e a
desenvolver-se.
Já
viu Vª EXª o que é sujeitar um filho a situações de confronto controlado, de
interacção, de cooperação, promovendo o espírito de grupo e equipa?
Está
mal!?
E
depois obrigar os miúdos a respeitarem-se, a respeitarem os outros quer como
colegas de equipa, quer como adversários, a respeitar o Professor (a
instituição), a respeitar as regras e normas?
Está
mal!?
Sujeitar
os miúdos a situações de superação individual, a aprender a lidar com a
frustração, a promover o espírito de sacrifício, a consolidar aprendizagens e
evoluir para novas aprendizagens?
Ensiná-los
a lutar pelos seus objectivos, de acordo com os objectivos propostos para
aquisição de novas competências, cada vez mais exigentes e complexas?
Ensiná-los
a exporem-se na tentativa de execuções nas situações de aprendizagem, a
reforçarem a sua inclusão, a admitirem o erro como um desafio para novas
superações, a envolverem-se na estratégia de grupo, a desenvolverem o sentido
crítico perante as estratégias utilizadas?
A
luta pela posse de uma bola.
Mas,
depois, temos o problema deles suarem. Pois é, já me esquecia desse pormenor.
Tudo isto está mal!?
Eles
escolhem, gritam, riem-se, choram, abraçam-se e, veja Vª Exª, que até se
emocionam! Emoção. Quantas aulas de outras disciplinas a promovem??
Eu
sei que isto não acontece na matemática ou no Português. Não há cá “abraçinhos“
nem as típicas manifestações “Olé, Olé, Olá” quando acertam um problema. Mas um
golo, um cesto, merece individual e colectivamente a emoção do grupo.
E,
para chegar lá, o cérebro tem que pensar, rápido, em pressão, como deve
executar ou como deve movimentar-se no espaço perante os outros, equipa e
adversários, de acordo com a actividade padronizada proposta, para ser eficaz.
E isto vale a emoção dum abraço, que alimenta a unidade do grupo, quer no
contexto de aula, quer fora do contexto de aula.
Promove
ainda um clima escolar facilitador das aprendizagens e, consequentemente, evita
o abandono escolar. Já viu Vª Exª, o micro social, grupos, equipas, regras,
normas, árbitros, disciplina, luta, empenho, esforço, estratégia, compromisso
que um simples jogo representa em termos de amostra para o macro social?
Com
a vantagem de não ser simulado, é mesmo vivido e integrado. Repare Vª Exª, a
aula acabou, eles dizem “Já!? Oh professor, deixe-nos ficar mais um pouco”.
Repare Vª Exª, no recreio eles correm todos para a biblioteca para fazer
exercícios de matemática e estudar outros conteúdos. Vá Vª Exª a uma escola e
veja por si.
São
os jogos que os motivam. Estão a treinar. A repetir os conteúdos de EF. Vª Exª
já experimentou ler as observações dos alunos nos relatórios das avaliações das
escolas?
Para
muitos é a Educação Física (EF) e o Desporto Escolar (DE) que os leva à escola.
Vou
segredar a Vª Exª uma questão curiosa: No primeiro dia de aulas depois das
habituais apresentações. Proponho um jogo e, disfarçadamente, observo-os.
Depois vejo, quem tem hábitos desportivos e executa com alguma qualidade, quem
se empenha, quem se retrai, quem tem medo, quem evita expor-se, quem é egoísta,
individualista, quem se expõe demasiado, quem é disciplinado, quem, embora sem
grandes técnicas, é lutador tenta superar-se, quem é extrovertido, quem é
introvertido. A esta observação acrescento uma leitura da ficha biográfica dos
alunos (pais, mães, profissões, empregos, irmãos) e tenho a turma retratada em
pouco tempo.
Tudo
porque a Educação Física tem a particularidade prática de envolver significativamente,
os miúdos, alunos, nas actividades solicitadas. Aqui não estão a olhar para o
professor ou para o quadro fingindo que estão concentrados e estão com o
pensamento distante. Aqui o empenho só pode ser de envolvimento e entrega às
situações de aprendizagem.
Exmº
Sr. Ministro, depois de tudo isto diz-nos que a nota vai deixar de contar para
a média no Secundário!!??
Então
eu estou motivado, esforço-me e depois não conta?
Ainda
assim, com médias de sucesso elevadas em Educação Física, dada a motivação e
empenho dos alunos. Está a prejudicar a grande maioria dos alunos e a esvaziar
e ignorar os compromissos empenhados destes ao longo dos anos. Está a ver Vª
Exª a injustiça e revolta que está a promover?
Tem
razão, Vª Exª é Ministro, logo, tem razão. É evidente, que isto é tudo treta!
Vª Exª, não acredite em nada disto. Até aqueles sujeitos daquela organização da
saúde (OMS), também estão metidos nisto. Veja só que querem que a actividade
física seja diária, como forma de prevenir a doença e promover a saúde.
Mas,
nós estamos protegidos por pessoas inteligentes do Ministério da Educação.
Basta uns minutos por semana de brincadeira e aí estão os hábitos saudáveis de
vida implantados, para toda a vida do cidadão, sem promoverem despesas a médio
e longo prazo na área da saúde. E depois, o que é isso da prevenção da
obesidade infanto-juvenil, diabetes, hipertensão, do reforço da estrutura
osteomuscular, da coordenação motora, da estabilidade psicológica, do aumento
da auto estima, etc..
Tudo
tretas!
Exmº
Sr Ministro da Educação não vou alongar mais este resumo. Vª. Exª dá ares de
inteligente, prove-o, reflicta nesta situação e reconheça que as coisas não
estão bem decididas. Todos nós erramos e por vezes até somos ultrapassados por
certas contingências, mas por favor, não estrague! Compreenda o significado da
luta pela posse de uma Bola.
Romão
G Antunes
(Presidente
da Direcção da APEF-Foztejo, Associação de Profissionais de Educação Física dos
Concelhos do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete
30 de julho de 2012
António Borges da Goldman Sachs --- Mas o que é isto? E os tótós todos andam a ver passar os ciclistas?????
COINCIDÊNCIAS?.!
Veja-se esta sequência de acontecimentos:
1) A TROIKA sugere no "memorandum" a VENDA do Negócio da SAÚDE da CGD;
2) O Governo nomeia António Borges para CONSULTOR para as VENDAS dos
negócios Públicos;
3) A Jerónimo Martins (Grupo Soares dos Santos) CONTRATA o mesmo António
Borges para Administrador (mantendo as suas funções de VENDEDOR dos negócios
públicos);
4) O Grupo Soares dos Santos (Jerónimo Martins) anuncia a criação de um novo
negócio: a SAÚDE (no início DESTA SEMANA);
5) A TROIKA exige a VENDA URGENTE do negócio da SAÚDE da CGD já este mês
(notícia de 19/07).
Tudo coincidências....
28 de julho de 2012
25 de Julho de 2012, Recepção a Pedro Passos Coelho em Cantanhede
Existem várias formas de gerir uma pseudo democracia, a qual para continuar deve manter e aumentar as ilusões e o desconhecimento das realidades, entre um povo.
A comunicação social é essencial para gerir este caminho;
Por este e outros motivos que se encontram dentro do mesmo patamar de criminologia é que a comunicação social não faz reportagens sérias e com conteúdo do que está, verdadeiramente, em causa.
Se assim fosse, seria um perigo para a gestão da criminologia entre os iludidos;
E ai nem os cães polícias podiam proteger governos agiotas, que matam o povo para manter e acrescentar a fortuna de meia dúzia.
E ai nem os cães polícias podiam proteger governos agiotas, que matam o povo para manter e acrescentar a fortuna de meia dúzia.
Só com o trabalho, e dedicação de quem tem consciência é que podemos ter acesso à realidade, e aos lutadores que não baixam os braços.
Lutadores que se mantém firmes numa lutam que é para todos.
Lutadores que se mantém firmes numa lutam que é para todos.
Mesmo para os que ainda se mantêm iludidos…
Obrigado, camaradas de luta...
26 de julho de 2012
Professores…
A Federação Nacional de Educação (FNE) e consequentemente os
seus sindicatos, no prosseguimento da política de vendilhões que a sua central
(UGT) nos tem habituado, andam de mãos dadas com a política criminosa deste
governo, para a educação.
Tal como o “patrão” da UGT e os seus vassalos… vão dizendo
umas critiquinhas – mas que não aleijem – sobre o governo, para distrair…
Mas no essencial, pactuam com a miséria que está a acontecer…
Mas no essencial, pactuam com a miséria que está a acontecer…
Na verdade não lhes interessa se vão ser enviados para o
desemprego milhares de professores, que são necessários para educar os meninos;
Não lhes interessa o aumento do horário lectivo, e o consequente
aumento de horas que os docentes vão roubar às suas famílias para fazer o
trabalho que é necessário;
Não lhes interessa que as salas de aulas sirvam para
despejar meninos e não para ensinar;
Pergunto, mas afinal com o que estão contentes…
Será com a classe dos Directores – nem todos felizmente – que ganham mais € 1.000,00 para servirem cegamente e de forma autista as indicações do governo?
Será com a classe dos Directores – nem todos felizmente – que ganham mais € 1.000,00 para servirem cegamente e de forma autista as indicações do governo?
Tenham atenção, pois o nome dos sindicatos poderão levar ao
engano…
Não contribuam para sindicatos que só servem para dividir docentes em prol de aumentar a carneirada; que de forma amorfa vivem diariamente, enquanto é destruída a escola pública… e a vida dos seus colegas e o futuro dos meninos.
Não contribuam para sindicatos que só servem para dividir docentes em prol de aumentar a carneirada; que de forma amorfa vivem diariamente, enquanto é destruída a escola pública… e a vida dos seus colegas e o futuro dos meninos.
Não contribuam para sindicatos, que usam a vossa
contribuição para matar a escola pública em prol de outros interesses…
Juntem-se aos sindicatos da FENPROF, pois são estes que lutam pelo direito à escola pública...
Se ainda não compreenderam a diferença, comparem...
25 de julho de 2012
Monumento à passividade dos portugueses
MENSAGEM A AJUDAR AS FORÇAS DE DIREITA QUE FAZEM CRER A TODO
O MOMENTO QUE OS PORTUGUESES SÃO UM POVO PASSIVO QUE NÃO LUTA. CADA VEZ SE
HOUVE MAIS ESTE TIPO DE DISCURSO. ONTEM DISSERAM-ME: OS ESPANHÓIS NAS RUAS E OS
PORTUGUESES NAS PRAIAS.
AS TELEVISÕES ENCARREGAM-SE DE INCULCAR ESTA IDEIA. PREFEREM, Ó SE PREFEREM,
QUE SE FALE NA PRETENSA PASSIVIDADE DO QUE NAS LUTAS CONCRETAS. AS LUTAS ANIMAM
E DINAMIZAM OUTRAS LUTAS, ENQUANTO A INCULCAÇÃO DA IDEIA DE PASSIVIDADE CRIA
MAIS PASSIVIDADE.
VEJA-SE A OCULTAÇÃO DAS LUTAS DIÁRIAS, OU O POUCO REALCE QUE LHES DÃO
COMO SE AS MESMAS NÃO TIVESSEM IMPORTÂNCIA. CONVÉM-LHES.
NO ENTANTO TODOS OS DIAS HÁ GREVES, MANIFESTAÇÕES OU OUTRO TIPO DE LUTAS:
MÉDICOS ENFERMEIROS, PROFESSORES, POPULAÇÕES NOS MAIS DIVERSOS LOCAIS A
PROTESTAR POR CAUSA DA SAÚDE, DA FREGUESIA QUE QUEREM EXTINGUIR, DA ESTRADA QUE
NÃO FOI CONSTRUÍDA, DA EMPRESA QUE QUEREM FECHAR, POSIÇÕES DE ACTIVISTAS
SINDICAIS, DE MILITARES E PROFISSIONAIS DAS FORÇAS DE SEGURANÇA, DO CINEMA
CONTRA A LEI QUE LHES QUEREM IMPOR, DO TEATRO POR CAUSA DOS SUBSÍDIOS, ETC.,
ETC., ETC.
GREVES GERAIS E MANIFESTAÇÕES QUE CHEGAM A ATINGIR MAIS DE 300.000 PESSOAS NÃO
CONTAM? AS TELEVISÕES GOSTAM MAIS DE MOSTRAR AS MANIFESTAÇÕES NA GRÉCIA (há
muito tempo que não se vêem) E EM ESPANHA. GOSTAM SOBRETUDO SE HOUVER POLICIA A
ARRIAR E PNEUS A ARDER. O QUE QUEREM É DESMOBILIZAR AS PESSOAS E
MENSAGENS DESTAS AJUDAM.
ISTO ESTÁ NA MESMA LINHA DA PROPAGANDA DO CDS QUE PÕE NA BOCA DAS PESSOAS A
EXISTÊNCIA DE CARROS DE LUXO NOS BAIRROS SOCIAIS COMO SE NELES TODA A GENTE
VIVESSE À GRANDE E À FRANCESA E DE FAZER CRER QUE UM DOS MALES DO PAÍS ESTÁ NO
MISERÁVEL RENDIMENTO DE INSERÇÃO. FAZEM ESQUECER AS QUESTÕES IMPORTANTES E PÕEM
AS PESSOAS A CRITICAR OS DE BAIXO E A ESQUECER A POLÍTICA DE ESBULHO LEVADA A
CABO PELOS QUE ESTÃO MUITO ACIMA.
E TAMBÉM DA PROPAGANDA QUE FAZ CRER QUE OS IMIGRANTES SÃO
RESPONSÁVEIS PELO DESEMPREGO. QUANDO A REALIDADE É OUTRA: A IMIGRAÇÃO DECRESCE
E CADA VEZ HÁ MENOS EMPREGOS COM OS RESULTADOS QUE SE SABEM NA DIMINUIÇÃO DA
POPULAÇÃO ACTIVA E DOS NASCIMENTOS E NA QUEBRA DE CONTRIBUIÇÕES PARA A
S.SOCIAL.
Em suma: tem-se lutado muito, mas mesmo muito. É necessário continuar e
engrossar? Sem dúvida. Mas é uma infelicidade ouvir constantemente a mesma
ladainha, para já não falar dos espertos que, demarcando-se da massa, dizem que
os portugueses são estúpidos.
JD/.
Projecto do monumento a erigir na Peneda Gerês, como forma
de homenagear a posição dos portugueses perante as medidas de austeridade.
24 de julho de 2012
Privatizar o futuro…
A onda de privatizações e os crimes que se andam a cometer
com a finalidade de privatizar a vida do Povo Português, possui iludidos como
apoiantes; Outros, não estarão iludidos mas possuem as mãos quentes de tanto
esfregarem de contentes com a parte do presunto que lhes vai caber.
Os iludidos estão-se a esquecer, cada vez que algo é
privatizado, começam a ter menos e mais caro.
Para não falar da perda de algo que foi construído durante décadas com o dinheiro de todos nós.
Construíram-se infra estruturas; muitos abdicaram de parte
das suas terras a troco de trocos porque era preciso construir algo para o bem público,
enquanto outros foram expropriados porque estava em causa a construção de algo
para o bem público.
Formou-se trabalhadores, adquiriu-se conhecimento e
experiência… para construir algo para o bem comum de todos os Portugueses.
O Estado investiu, o estado dinamizou, para que pudesse
servir o Povo Português…
Um bem público não é para gerar riqueza, mas para servir os
cidadãos…
A riqueza gerada por esses bens, não é a riqueza monetária
mas a riqueza do bem-estar de todo um Povo.
Mas a procura da riqueza monetária é cruel, pois rouba o bem-estar
de todo um povo para enriquecer meia dúzia.
Foi assim com a electricidade, com os combustíveis, com o
gaz, com os telefones… e vai prosseguindo com a saúde, transportes e sector
financeiro.
Muitos iludidos ainda não perceberam o que isto quer dizer…
Uns já vão sentindo a privatização de um bem como a
electricidade, em que querem uma lâmpada acesa, um frigorifico para conservar
os seus parcos alimentos,… mas o custo
dessa electricidade já é insuportável para o que possuem dentro dos seus
bolsos.
Uma EDP que possui infra estruturas obtidas com o
investimento de todo um povo, pagas pelos nossos pais, avos, bisavós, tetravós…
e que foi posta na mão dos privados por um valor que nem chegava para construir
as infra estruturas na cidade de Lisboa.
Podemos perguntar porque é que estes ditos accionistas não
constroem as suas empresas de raiz, em vez de tomarem de assalto o que foi construído
por todo um povo, através de diversas gerações…
Pois é, a fortuna deles não chegaria, sequer, para construir
as estruturas básicas….
17 de julho de 2012
O CÉREBRO DO ANO...!!!
SEGURANÇA MÁXIMA CONTRA O USO DE... NA SALA DE EXAME!
Se uns recebem equivalências, porque é que os outros não
podem copiar?
Afinal, com 30 alunos enfiados numa sala de aula, o que é
que vai acontecer?
Um ensino de excelência? Ehehehehe....
16 de julho de 2012
13 de julho de 2012
Nova letra do Hino Nacional
Heróis do mal, Pobre Povo, Nação doente E mortal, Expulsai
os tubarões Exploradores de Portugal. Entre as burlas, Sem vergonha, Ó Pátria
Cala-lhe a voz Dessa corja tão atroz Que há-de levar-te à miséria. P'ra rua,
p'ra rua Quem te está a aniquilar P'ra rua, p'ra rua, Os que só estão a chular.
Contra os burlões, Lutar, lutar !
Subscrever:
Mensagens (Atom)






