17 de novembro de 2011

A guerra pode ter já recomeçado


A inflamada declaração de Angela Merkel, numa entrevista à televisão pública alemã, ARD, em que sugere a perda de soberania para os países incumpridores das metas orçamentais, bem como a revelação sobre o papel da célebre família alemã Quandt, durante o Terceiro Reich, ligam-se, como peças de puzzle, a uma cadeia de coincidências inquietantes. Gunther Quandt foi, nos anos 40, o patriarca de uma família que ainda hoje controla a BMW e gere uma fortuna de 20 mil milhões de euros. Compaghon de route de Hitler, filiado no partido Nazi, relacionado com Joseph Goebbels, Quandt beneficiou, como quase todos os barões da pesada indústria alemã, de mão-de-obra escrava, recrutada entre judeus, polacos, checos, húngaros, russos, mas também franceses e belgas. Depois da guerra, um seu filho, Herbert, também envolvido com Hitler, salvou a BMW da insolvência, tornando-se, no final dos anos 50, uma das grandes figuras do milagre económico alemão. Esta investigação, que iliba a BMW mas não o antigo chefe do clã Quandt, pode ser a abertura de uma verdadeira caixa de Pandora. Afinal, o poderio da indústria alemã assentaria diretamente num sistema bélico baseado na escravatura, na pilhagem e no massacre. E os seus beneficiários nunca teriam sido punidos, nem os seus empórios desmantelados.

As discussões do pós-Guerra, incluíam, para alguns estrategas, a desindustrialização pura e simples da Alemanha - algo que o Plano Marshal, as necessidades da Guerra Fria e os fundadores da Comunidade Económica Europeia evitaram. Assim, o poderio teutónico manteve-se como motor da Europa. Gunther e Herbert Quandt foram protagonistas deste desfecho.

Esta história invoca um romance recente de um jornalista e escritor de origem britânica, a viver na Hungria, intitulado "O protocolo Budapeste". No livro, Adam Lebor ficciona sobre um suposto diretório alemão, que teria como missão restabelecer o domínio da Alemanha, não pela força das armas, mas da economia. Um dos passos fulcrais seria o da criação de uma moeda única que obrigasse os países a submeterem-se a uma ditadura orçamental imposta desde Berlim. O outro, descapitalizar os Estados periféricos, provocar o seu endividamento, atacando-os, depois, pela asfixia dos juros da dívida, de forma a passar a controlar, por preços de saldo, empresas estatais estratégicas, através de privatizações forçadas. Para isso, o diretório faria eleger governos dóceis em toda a Europa, munindo-se de políticos-fantoche em cargos decisivos em Bruxelas - presidência da Comissão e, finalmente, presidência da União Europeia.

Adam Lebor não é português - nem a narração da sua trama se desenvolve cá. Mas os pontos de contacto com a realidade, tão eloquentemente avivada pelas declarações de Merkel, são irresistíveis. Aliás, "não é muito inteligente imaginar que numa casa tão apinhada como a Europa, uma comunidade de povos seja capaz de manter diferentes sistemas legais e diferentes conceitos legais durante muito tempo." Quem disse isto foi Adolf Hitler. A pax germânica seria o destino de "um continente em paz, livre das suas barreiras e obstáculos, onde a história e a geografia se encontram, finalmente, reconciliadas" - palavras de Giscard d'Estaing, redator do projeto de Constituição europeia.

É um facto que a Europa aparenta estar em paz. Mas a guerra pode ter já recomeçado.


Ler mais: http://aeiou.visao.pt/o-quarto-reich=f625730#ixzz1d3a9m03v

GREVE GERAL

15 de novembro de 2011

Agora percebo a crise


E não é que a culpa toda do que se está a passar em Portugal é do corneteiro do D.Afonso Henriques??

Para quem não conhece a história do Corneteiro… aí vai:

Nos idos tempos do D. Afonso Henriques, após o fim de uma batalha, a força ganhadora tinha direito ao saque (s. m. Acto de saquear. Roubo público…).

Pois bem, após uma dessas batalhas, ganha pelo nosso 1º Rei de Portugal, o seu corneteiro lá tocou para dar início ao dito saque, que por direito tinham as suas tropas. Depois ele voltaria a tocar uma 2ª vez a anunciar o fim do período do saque.

Mas… fruto de alguma maleita ou ferimento, o dito corneteiro finou-se antes de tocar para o fim do saque.

Até hoje ninguém voltou a tocar “fim ao saque”… Afinal a culpa é mesmo do Corneteiro. …

10 de novembro de 2011

Foto da semana .....

O triunfo dos porcos (gordos)


Um perfeito imbecil

Miguel Relvas, o verdadeiro primeiro-ministro do governo do senhor Coelho, em entrevista à TVI, deu a entender que o corte dos subsídios de Natal e de férias pode ser estendido ao sector privado e vigorar, não por dois anos, mas para sempre. Adiantou que "muitos países da União Europeia só têm doze vencimentos", e deu como exemplo a Holanda, a Inglaterra e a Noruega.

O senhor Relvas, ou é estúpido, ou quis fazer de nós estúpidos: ganhando 14 meses, o salário mínimo em Portugal rende anualmente 6.790 Euros; ganhando os tais 12 meses, em Inglaterra rende 11.692 Libras (13.296 Euros), e na Holanda 16.783 Euros (fonte: Wikipedia); na Noruega não há salário mínimo, os salários são fixados por negociações entre patrões e sindicatos, mas a remuneração média mínima era em 2010 de 354 mil Coroas, aproximadamente 46.138 Euros (Fonte: Statistisk sentralbyrå).

É de gente deste jaez que o governo da nação é servido. Não sabem do que falam, não sabem do que tratam, mas decidem. Sempre a favor dos negócios que os lá levaram, mesmo que isso signifique deixar os seus concidadãos na maior das misérias.

De alguém que não sei quem...

PIIGS-------CARTAZ EM BERLIM

"SEU" DEUS. QUE RAÇA DE RELIGIÃO É ESTA???


Laurinda, foi durante décadas, ajudante da “irmã” Maria de Oliveira, uma das fundadoras da Casa das Gaiatas em Fátima, dedicada a apoiar as meninas órfãs ou abandonadas.

Logo que as duas freiras fundadoras morreram e a propriedade passou para o santuário de Fátima, contrariando a vontade expressa por elas, que o anexo onde vivia a Laurinda continuasse a servi-lhe de habitação, a administração do santuário moveu-lhe uma acção de despejo.

Segundo a pobre mulher, nem lhe deram tempo secar os olhos pela morte da “irmã” e já o reitor estava a mandar um advogado identifica-la e pouco depois a mandar fechar a água e a electricidade.

Hoje aquela desgraçada já com 80 anos, encontra-se acamada por doença, e com uma “choruda” reforma de 40 euros, vive da solidariedade dos vizinhos.

Um dá-lhe electricidade, outros oferecem-lhe comida e uma carinhosa amiga vai buscar água à fonte, para ela se lavar.

"Talvez" seja exagerar um pouco, mas se calhar não faltará muito para a Reitoria do Santuário lhe dar tratamento semelhanteao que ordena aos seguranças para darem aos cães vadios que aparecem por Fátima, ou seja que os coloquem na caixa que fica nas traseiras do Santuário ao frio, à chuva, ou à chapa do sol, num espaço mínimo, onde a maioria nem se consegue colocar de pé, até que a carrinha da Câmara de Ourem os venha buscar, normalmente muito debilitados, para o abate.

Sabemos que o Santuário de Fátima, tem uma receita descomunal, mas desde 2006 não se sabe exactamente quanto é, pois artificiosamente não prestam contas, desculpando-se que esse aspecto da Concordata, não está regulamentado.

As últimas receitas que deram conhecimento em 2005, foram de mais de 17 milhões de euros, totalmente isentos de impostos..

Já nessa altura tinham gasto 55 milhões na Catedral, certamente para corresponder aos desejos expressos pela “Nossa Senhora” aos pastorinhos “que queria que lhe fizessem uma Capela na Cova da Iria”.

ESTA IMORALIDADE TORNA-SE, ATÉ NO SEU ASPECTO FINANCEIRO, OBSCENA E INACEITÁVEL !!!

Líderes da máxima de Frei Tomás, "Faz o que ele diz...não faças o que ele faz" como é por exemplo, o administrador apostólico da vizinha diocese de Portalegre, que chega ao extremo provocatório nesta altura de exortar “os cristãos a não conciliarem, por vezes com atitudes dúbias ou até de ignorância, o que é inconciliável: Deus e o dinheiro” “O dinheiro deve ser usado para organizar a vida e para ajudar os outros a fazerem o mesmo.”

OS FIÉIS DA IGREJA CATÓLICA QUE TIREM AS SUAS CONCLUSÕES, NUMA ALTURA EM QUE AS DIFICULDADES JÁ ATINGEM DURAMENTE A CLASSE MÉDIA, ACENANDO-LHE NO HORIZONTE COM A POBREZA DE MUITOS MILHÕES DE PORTUGUESES.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/santuario-quer-despejar-idosa

Proposta de Orçamento de estado e o impacto para os enfermeiros

5 de novembro de 2011

A crise explicada com burros...!!!

Já Colbert sabia como era ...


Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV, na peça teatral Le Diable Rouge, de Antoine Rault:

Colbert: - Para arranjar dinheiro, há um momento em que enganar o contribuinte já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é possível continuar a gastar quando já se está endividado até o pescoço…

Mazarino: - Um simples mortal, claro, quando está coberto de dívidas, vai parar à prisão. Mas o Estado… é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se… Todos os Estados o fazem!

Colbert: - Ah, sim? Mas como faremos isso, se já criámos todos os impostos imagináveis?

Mazarino: - Criando outros.

Colbert: - Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

Mazarino: - Sim, é impossível.

Colbert: - E sobre os ricos?

Mazarino: - Os ricos também não. Eles parariam de gastar. E um rico que gasta faz viver centenas de pobres.

Colbert: - Então como faremos?

Mazarino: - Colbert! Tu pensas como um queijo, um penico de doente! Há uma quantidade enorme de pessoas entre os ricos e os pobres: as que trabalham sonhando enriquecer, e temendo empobrecer. É sobre essas que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Quanto mais lhes tirarmos, mais elas trabalharão para compensar o que lhes tiramos. Formam um reservatório inesgotável. É a classe média!