9 de julho de 2011

Moodys


Esta e outras só existem, porque pagam-lhes para existirem. Só dos bolsos dos contribuintes Portugueses sairam milhões para pagarem a este tipo de empresas. Logo quem devia ser responsabilizados são todos os que contribuem para a existência de algo, que já se sabia os interesses que serviam desde a sua criação. O problema é que até agora serviu-lhes os intentos, de repente os fazedores de opinião começaram a dizer mal, do que antigamente diziam bem... O Cavaco Silva foi um entre muitos.


Mas quando esta Agência diz que não é com a politica da troika que o Pais vai conseguir sair da crise tem razão... e é esta razão que estes fazedores de opinião e politiqueiros querem disfarçar.


A politica da troika só vai servir para, ainda mais, roubar salários e direitos aos trabalhadores, e engordar os banqueiros e amigos; assim como o sistema implementado e idealizado por estes.


Desculpem lá, mas já sabemos os interesses que estas Agências têm... mas que agora saiu-lhes uma verdade da boca, isso saiu.


E verdades destas os Cavacos e outros vassalos dos agiotas não querem. Se esta agência tivesse afirmado que tinhaam que reduzir os salários, o valor das reformas, aumentar as taxas e impostos aos trabalhadores;


Privatizar tudo de forma a que quem queira comprar, e não tem dinheiro (estes compradores nunca têm), peça emprestimos ao banco para o banco pedir ao outro, etc... e depois emprestar ao interessado. Posteriormente será quem precisa destes serviços privatizados, que vão pagar os juros destes emprestimos e os lucros do comprador, através do pagamento destes serviços essenciais a quem trabalha; Nomeadamente os transortes públicos, a Àgua, os serviços de correios...


Aumentar o IVA, e deste modo aumentar os bens e serviços que os trabalhadores necessitam, nomeadamente aumentar o valor dos transportes públicos em mais de 15%...


Se a Agência dissesse que era preciso reduzir no pagamento da segurança social, e IRS pago pelos patrões... e que era preciso acabar com os serviços de saúde públios, as escolas públicas, etc...;


Assim como a manuenção da "isençao" dos impostos sobre os imóveis que estas empresas possuem, nomeadamente o sector financeiro, nem que para isso fosse preciso aumentar os impostos que o trabalhadores pagam pela sua "barraquinha";


Apoiarem as isenções, que se mantêm actualmente, das mais mais valias realizadas pelos agiotas


Ai sim, estava bem e ainda aumentavam-lhes as avenças...


Ainda se queixam, quando cada vez que aumentam os juros da divida pública quem ganha e bem com isso são os compradores desta divida, nomeadamente o sector financeiro... sim que os banqueiros lucram com a desgraça dos outros.


Agora dizerem mal dos bancos deles é que não... ainda por cima estão a usufruir de garantias bancárias pagas pelo estado, com o dinheiro dos nossos imposto. Assim como uma grande fatia do empréstimo da troika vai direitinho para os bancos.


Mas trabalhadores não fiquem tristes, porque os juros desses financiamentos vão ser pagos com os nossos imposto...


Quem votou na troika com pena dos banqueiros, não fique triste... eles recebem e nós pagamos as despesas.

7 de julho de 2011

A Minha Querida Pátria


Os troikistas, desde os anteriores e actuais governantes até aos comentadores e economistas de serviço, não esquecendo o grande líder da "União" Europeia, fizeram a sua propaganda para subjugar o país à condição de bom aluno, tomaram e apoiaram medidas para, como disseram, acalmar os “mercados”, e agora, com o seu patriotismo retardado, sentem-se atraiçoados, queixam-se em uníssono, derramam lágrimas de crocodilo e clamam que as agências de rating são terroristas. Mas ainda não explicaram como é que o país, com uma economia cada vez mais recessiva, pagará a dívida e os juros fixados nos prazos estabelecidos.


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A Minha Querida Pátria


a pátria
os camões
os aviões
e os gagos-coutinhos
coitadinhos

a pátria
e os mesmos
aldrabões
recém-chegados
à democracia social
era fatal

a pátria
novos camões
na governança
liderando
as mesmas
confusões
continuando
mesmo assim
as velhas traduções
de mau latim
da Eneida

enfim
sabem que mais?
pois
vou da peida

Mário-Henrique Leiria

6 de julho de 2011

QUINO E A EDUCAÇÃO DOS FILHOS

Quino, cartoonista argentino autor da Mafalda, desiludido com o rumo deste século no que diz respeito a valores e educação, deixou impresso no cartoon o seu sentimento:









A genialidade do artista faz uma das melhores críticas sobre a criação de filhos (e educação) nos tempos actuais.


30 de junho de 2011

O trabalhador não se importa com o salário, quer é trabalhar…


Cada vez mais ouvem-se os patrões, quando questionados “amigavelmente” sobre os baixos vencimentos dos trabalhadores, a dizerem que o povo quer é trabalhar e que não estão importados com os aumentos dos salários, nomeadamente com o salário mínimo nacional.

Entre muitos, ainda não há muito tempo (uns dias antes das ultimas eleições legislativas), o Sr. Belmiro Azevedo que estava “escondido” foi a um jornal nacional dizer isto mesmo. Ou seja, resumindo, disse: venha lá a troika ajudar a explorar, ainda mais, os trabalhadores porque é preciso que o valor do trabalho seja reduzido. Quem trabalha não precisa de ganhar mais do que o suficiente para não morrer à fome, e para poder ir trabalhar.

O povo fez-lhe a vontade…

Recentemente um Sr. que intitularam presidente da confederação dos proprietários da industria hoteleira, após ter sido recebido pelo novo ministro da economia e do trabalho (subjugado aos interesses dos lucros dos patrões)… veio com esta mesma conversa.

Que o salário mínimo nacional não podia ser aumentado, e que este não era o problema dos trabalhadores, o problema dos trabalhadores era terem trabalho.

Resumindo, trabalho… trabalho… mas sem direitos.

Estes pensamentos levam-nos a lembrar tempos passados, tempos da escravatura; Tempos em que havia muito trabalho, mas não existiam direitos.

Estamos quase lá, e já naquele tempo haviam escravos que adoravam ser escravos.

Este Sr. Presidente que fez-me lembrar “os vendedores da cobra” disse qualquer coisa como, reduzindo os direitos dos trabalhadores, aumenta o número de postos de trabalho.

Deve ser… os patrões que tudo fazem para aumentar os horários de trabalho, através de diversos artefactos obrigam os trabalhadores a trabalharem muitas horas após o seu horário de trabalho (trabalho não remunerado, é claro); Agora é que iam contratar mais trabalhadores.

O Sr. Presidente da dita confederação (não sei se também representa os donos das bancadas de artesanato, e etc…) devia era estar preocupado com a fuga aos impostos que existe na hotelaria, mas claro ainda existe gente honesta.

Declaram ordenados mínimos dos seus trabalhadores; a maioria dos patrões nunca recebe mais do que € 500,00; as empresas é que pagam as casas, os carros e as creches dos filhos destes ditos proprietários; cobram o IVA ao cliente mas depois o declarado é bastante inferior; Escravizam muitos trabalhadores em situação ilegal, enfim… tudo bons rapazes, e este Sr. representa estes bons rapazes, logo é melhor do que eles.

Quanto ao Sr. Belmiro Azevedo é “umas mãos largas”;

Tem um jornal que dá, sucessivamente, muitos prejuízos… mas continua como se nada fosse, pois se acabasse com o jornal deixava de ter um órgão para influenciar o povo naquilo que lhe interessa, e se gasta é porque tem…

O problema é ter à custa da exploração;

Os seus centros de distribuição têm ao seu serviço, maioritariamente, trabalhadores precários que têm muito trabalho mas os direitos ficaram para o patrão, e para os seus vassalos que o substituem na tarefa de exploração destes trabalhadores.

Vassalos que cumprem criteriosamente as suas delegações de competência, e ainda inventam mais uns trabalhinhos forçados para estes trabalhadores, para quem até o direito de ir à casa de banho tornou-se numa regalia.

Cuidado, não engravidem… isto de engravidar não está em consonância com os interesses nacionais do patrão. Isto é coisa de burguês…

Os trabalhadores destes centros de distribuição chegam a trabalhar mais de doze horas por dia, sendo que têm que estar ao dispor do patrão ainda mais horas do que as “trabalhadas”.

Os horários são feitos de acordo com o interesse nacional do patrão, havendo interrupções nesses horários de longas horas, nas quais o trabalhador ou trabalha (de borla, é claro) ou tem que fazer tempo para regressar ao trabalho após umas horas de pausa, mas à sua própria conta.

Deste modo o trabalhador não está disponível para a sua família, nem para si próprio durante longas horas… vá lá ainda têm a possibilidade de irem dormir a casa.

Se estes trabalhadores barafustam são “convidados” a irem procurar emprego, pois se eles não estão dispostos a serem explorados existem muitos outros que estão.

Por estes e muitos outros motivos, é que estes Srs que cometem ilegalidades aguardaram e sempre obtiveram a ajuda dos sucessivos governos, para legalizarem as ilegalidades cometidas por eles.

Veja-se o caso dos recibos verdes…

Recibos que são utilizados na maioria dos casos por trabalhadores que prestam um trabalho regular e não são independentes. Que estão submetidos a um suposto horário de trabalho, estando dependentes hierarquicamente das chefias.

Estes trabalhadores obrigatoriamente deviam ser do quadro dessa empresa, mas não…

Quem perde? O trabalhador e o estado… eu escrevi o estado e não o governo.
Os trabalhadores precários e a recibos verdes são óptimos “chouriços” para os patrões triturarem.

Pois têm que trabalhar, trabalhar, e não contestar...

Têm que fazer tudo o que lhe mandam, não interessa a função. Se o patrão precisar, ele têm que lhe ir levar o cafezinho, limpar a secretária, levar os filhos do patrão à escola, dormir no trabalho se for preciso.

Quanto a doenças, é melhor não as ter senão nem dinheiro para os medicamentos vai ter, e quando regressar ao trabalho pode já estar ocupado.

Se o trabalhador não aceitar este pacto de interesse nacional do patrão, vai-se embora no dia seguinte. O que não falta é quem “queira trabalhar”.

Quanto ao trabalhador é lixo, serviu para os fins e agora o patrão deita fora.

Isto é ilegal…. Mas eles gostam muito da legalidade e por isso estão a aguardar. Mas atenção, não têm tempo a perder e já vão mais à frente.

A Constituição incomoda muito o interesse nacional do patrão.

Existem trabalhadores que dizem que é pratica comum, por isso têm que aceitar… logo a lei deve mudar.

Esses trabalhadores se gostam de “levar na tromba” é com eles, mas “deixem em paz” a lei para aqueles que não se vergam e procuram justiça…

Que raio de mania dos “cobardes” quererem que todos os outros sejam cobardes…

23 de junho de 2011

Ajuda a quem?


Num documento de 34 páginas, em Inglês, e que não teve tradução oficial para Português, constatamos que a ajuda da Troika se traduz no seguinte:

  • O empréstimo de 78 mil milhões de euros vai custar mais de 30 mil milhões de euros de juros ao fim de sete anos e meio;
  • Para suportar aumentos de capital da banca, serão usados 12 mil milhões. Em paralelo, o Estado assegura avales no valor de 35 mil milhões de euros, para melhorar as condições de financiamento da banca.
  • O Estado terá também que assumir definitivamente os prejuízos do BPN, para que este seja privatizado até Julho de 2011, sem qualquer encargo para o comprador e sem exigência de preço mínimo.
  • Ainda em 2011, entregar 25 por cento que o Estado detém na EDP, e os 51 por cento que constituem a participação pública na REN. «O jackpot de muito poucos é garantido à custa dos interesses da grande maioria», porque a alienação «será feita a preço de saldo e será completada com um ataque aos direitos e à remuneração dos trabalhadores, com mais cortes nos apoios sociais, com o aumento do IVA, do IRS e do IMI.
  • Segundo prevê o «memorando», nas contas públicas entrará uma receita de 5500 milhões de euros, com a venda das participações em 20 empresas – a EDP e a REN, e também a TAP, a CP Carga e as linhas suburbanas da CP, os portos marítimos, os seguros da CGD. O valor é inferior ao dividendo da PT na venda da Vivo, mas «para as troikas, isso não conta», tal como «pouco importa que o Estado deixe de receber quaisquer dividendos e ceda aos interesses privados (os mesmos que são acusados pela crise financeira) instrumentos que podem ditar o presente e o futuro do País».
  • No «acordo das troikas» pretendem também «que a energia passe a ser tratada como um bem de luxo, aplicando-lhe a taxa máxima do IVA e um imposto novo, de contornos ainda difusos».

Se o acordo for aplicado, a produção de riqueza (PIB) no próximo ano ficará ao nível de 2002, e este recuo de dez anos estende-se às condições de vida da população e aos direitos sociais.

Ao contrário do plano do PSD


É o Nobel da Economia que está errado ??? Será?

Nobel da Economia diz que Portugal erra ao reduzir despesa pública com desemprego elevado

2011-03-25

O economista norte-americano e Prémio Nobel da Economia Paul Krugman considerou esta sexta-feira Portugal como um exemplo do erro de reduzir a despesa pública quando existe um desemprego elevado, em coluna de opinião publicada no "New York Times".

Portugal é invocado, a par de Irlanda, Grécia e Reino Unido, a propósito do debate sobre a situação orçamental nos Estados Unidos.

Para o economista, "a estratégia correcta é (criar) empregos agora, (reduzir) défices depois".

Krugman entende que estão errados "os advogados da austeridade que prevêem que os cortes da despesa trarão dividendos rápidos na forma de uma confiança crescente e que terão pouco, se algum, efeito adverso no crescimento e no emprego".

Justifica a preferência pelo adiamento da redução do défice com o argumento de que "os aumentos dos impostos e os cortes na despesa pública deprimirão ainda mais as economias, agravando o desemprego".

Acrescenta, a este propósito, que "cortar a despesa numa economia muito deprimida é muito auto-derrotista, até em termos puramente orçamentais", uma vez que "qualquer poupança conseguida é parcialmente anulada com a redução das receitas, à medida que a economia diminui".

Vale a pena visitar:

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1026686

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1815587

D.Manuel Martins, o antigo Bispo de Setúbal falou para a Antena1


«Vejo esta crise com muita apreensão, com muito desgosto, com alguma vergonha. Estou convicto que esta crise era evitável se à frente do país estivessem pessoas competentes, isentas, pessoas que não se considerassem responsáveis por clubes, mas que se considerassem responsáveis por todo um povo, cuja sorte depende muito deles. E fico muito irritado quando, por parte desses senhores, que nós escolhemos e a quem pagamos generosamente, vejo justificar que esta crise impensável por que estamos a passar, é resultante de uma crise mundial. Há pontas de verdade nesta justificação. Esta crise, embora agravada por situações internacionais, é uma crise que já podia ter sido debelada por nós há muito tempo, se nós não andássemos a estragar o dinheiro que precisávamos para o pão de cada dia.

(...) Estas situações, da maneira como estão a ser agravadas e, sobretudo, da maneira como estão a ser mal resolvidas, podem ser focos muito perigosos de um incêndio que em qualquer momento pode surgir e conduzir a uma confrontação e a uma desobediência civil generalizadas.

(...) Mete-me uma raiva especial quando vejo o governo a justificar as suas políticas e as suas preocupações de manter e conservar e valorizar o estado social do país. Pois se há alguém que esteja a destruir o estado social do país, é o governo, com o que se passa a nível da saúde, a nível da educação, a nível da vida das famílias, dos impostos, dos remédios, mas que tem só atingido as pessoas menos capazes, enfim as pessoas que andam no chão, as pessoas que estão cada vez com mais dificuldades em viverem o dia-a-dia, precisamente por causa destas medidas do governo.»


D. Manuel Martins, antigo Bispo de Setúbal.

18 de junho de 2011

Creches ilegais


A SIC transmitiu há dias uma reportagem chocante sobre maus-tratos a crianças por parte de uma ama ilegal em Lisboa.

A reportagem, baseada em imagens gravadas pelo telemóvel do vizinho da frente e por uma câmara oculta da SIC, gerou natural indignação e uma discussão mais ou menos académica sobre a legitimidade da divulgação deste tipo de imagens.

A generalidade dos comentários passaram no entanto à margem da questão essencial:

A razão pela qual os pais destas 14 crianças as entregaram aos «cuidados» desta «ama». Aliás, a comunicação social divulgou a propósito a informação de que um terço das crianças portuguesas estão em creches ilegais.

Na raiz desta realidade está a evidente falta de uma rede pública de creches que responda às necessidades das crianças e das suas famílias. Estas são demasiadas vezes confrontadas com dificuldades dramáticas para arranjar vaga em instituições com mensalidades que os orçamentos familiares comportem, perto de casa ou do emprego dos pais.

Em tempos em que se choram lágrimas de crocodilo pela baixa taxa de natalidade dos portugueses, seria justo reconhecer igualmente que ter onde deixar as crianças em condições de segurança e em locais pedagogicamente adequados seria um importante contributo para que mais casais decidissem ter mais filhos.

A ama ilegal da reportagem da SIC afirmava ainda, promovendo os seus serviços, que os pais podiam deixar as crianças das 10 às 3 da manhã na «creche». E isto levanta outra questão, brutal:

Os efeitos nas crianças, nas suas condições de vida, na saúde e no seu desenvolvimento integral, da desregulação dos horários de trabalho do seu agregado familiar e do aumento dos níveis de exploração a que os SEUS PAIS estão sujeitos.

As medidas que o acordo da troika estrangeira com a troika portuguesa prevê na área dos direitos laborais e das condições de vida em geral das famílias, a serem aplicadas, só serviriam para empurrar ainda mais crianças para situações de pobreza, risco e exclusão.

De alguém, que não sei quem...

13 de junho de 2011

Iluminados no escuro...


A Comunicação Social é dominada pelo poder económico que em defesa dos seus interesses apregoa e mentaliza os trabalhadores de que só existe um caminho, e esse caminho é aquele idealizado para aumentar os lucros do poder financeiro.

Nesse caminho vale tudo, desde que não se vá contra os interesses de quem domina.

Os dominadores, serve-se de gentalha que deixa-se ser usada em troca de um status social e de uns trocos que fazem parte de grandes fortunas obtidas através do trabalho de trabalhadores, que são obrigados a aceitar trabalho, por meia dúzia de tostões.

Tostões que não chegam para sobreviverem, quanto mais para viverem decentemente.

A Comunicação Social, detida pelos detentores, ou devedores, do capital financeiro constroem os seus “impérios” dando voz, somente, aqueles que apregoam os caminhos delineados por esses detentores ou devedores.

Por isso é que diariamente vemos nas televisões os Marcelos, Angelos Correias, Sousas Tavares, Barretos e amigos… os pseudo constituicionalistas Mirandas e companhias…

Quem limita-se a ver a Televisão e os Jornais alinhados, fica limitado no seu pensamento e raciocínio, e dali não sai. Estes, diariamente, apregoam o inevitável e as teorias alinhavadas pelos “poderosos dominantes”.

Estes “limitados” quando se deparam com uma pessoa que fala de coisas e meios diferentes, dos já absorvidos, limitam-se a dizer que não é assim, e debitam o que lhes formataram…

Perante contradições e argumentos objectivos estes limitados, limitam-se a dizer “é tudo igual…” pois foi mais uma forma dos mentalizarem, que em caso de duvida não devem raciocinar mas deitarem-se e dormirem… ou irem à bola e lerem um jornal desportivo.

Os seus “donos” é que sabem e todos os outros ou são burros, ignorantes, ou são comunas…

Como já estão formatados em relação aos comunas, mantêm o pensamento dominante e vão ver o futebol.

Durante muitos anos, e no presente, o povo foi doutrinado sobre tudo o que era diferente da doutrina, se não está dentro da doutrina é satânico… e eles querem ir para o céu, logo fogem do diabo a sete pés.

O diabo é mau, o diabo come criancinhas, nacionaliza galinheiros… logo os doutrinados que são “gente iluminada e cheia de fé” têm que fugir.

Antigamente os “iluminados” denunciavam à PIDE… agora só resta-lhes fugir.

Os iluminados estão cientes de que devem sofrer na terra para atingirem o céu…

Logo, serem explorados pelo patrão; trabalharem e o fruto do seu trabalho não ser suficiente para sobreviverem, quanto mais para viverem, faz parte da fé, e a fé diz que isto é que está certo…

Isto mais não é do que uma prova na terra para alcançarem o céu. Seguindo a lógica, devem deixar o prazer na terra para aqueles que os exploram.

Mas até os “iluminados” fraquejam, para isso precisam de serem acompanhados por quem tem o poder de os absolver na terra, para conquistarem o céu.

No entanto, para quem não é iluminado, é necessário e urgente conquistar uma sociedade justa…

Uma sociedade que atribua um valor justo ao trabalho, e que seja solidário com quem precisa e quando precisa…

Mas esmolas não… as esmolas fazem parte da fé para expurgar os pecados na terra…

10 de junho de 2011

Bandeiras Falsas


OperaçãoNorthwoods: Como os EUA Planearam Cometer Ataques de Falsa Bandeira Para Justificar uma Guerra contraCuba

O texto abaixo é um artigo publicado pela ABC News em 2001 de como o governo dos EUA considerou a criação de ataques de falsa bandeiras como o planeamento de actos de terrorismo para matar cidadãos americanos para criar propaganda para justificar guerras para invadir nações indefesas.

Para quem nunca ouviu o termo, ataques de falsa bandeira são ataques clandestinos onde um país comete ou apoia actos de terrorismo contra si próprio, e em seguida culpa outro país ou organização, de forma a justificar uma determinada agenda, como invasões de outros países ou a passagem de leis aumentando o poder do estado.

Coincidência ou não, este artigo foi publicado meses antes do maior ataque de falsa bandeira de todos os tempos, os ataques "terroristas" de 11 de setembro contra as torres gémeas do World Trade Center. Outro ponto que me chamou atenção foi que o artigo foi publicado do dia 1º de maio, uma data importantíssima para os adeptos do ocultismo.

Os métodos descritos na Operação Northwoods não foram os únicos, o que foi único foi a recusa do presidente Kennedy em levar adiante abominável operação. Leia abaixo o artigo:

ABC News
By David Ruppe Nova Iorque, 1º de Maio de 2001
Militares dos EUA queriam provocar guerra com Cuba

No início de 1960, líderes militares do alto escalão dos EUA elaboraram planos para matar pessoas inocentes e cometer actos de terrorismo em cidades dos Estados Unidos para criar apoio público para uma guerra contra Cuba.

Sob o codinome de Operação Northwoods, os planos teriam incluído o possível assassinato de imigrantes cubanos, afundamento de barcos de refugiados
cubanos em alto mar, sequestro de aviões, explosão de um navio dos EUA, e até mesmo orquestrar ataques terroristas violentos em cidades dos EUA.

Os planos foram desenvolvidos como forma de enganar o público americano e a comunidade internacional para apoiar uma guerra para derrubar o então líder novo de Cuba comunista, Fidel Castro.

A Junta de Chefes de Estado Maior dos EUA até mesmo contemplou causar baixas militares contra o próprio EUA, escrevendo: "Nós podíamos explodir um navio dos EUA na Baía de Guantanamo e culpar Cuba" e "as listas de baixas nos jornais dos EUA iriam causar uma onda de indignação nacional".

Os pormenores dos planos são descritos em Body of Secrets (Doubleday), um novo livro de James Bamford, um repórter investigativo da história da maior agência de espionagem dos Estados Unidos a maior, a Agência de Segurança Nacional. No entanto, os planos da Operação Northwoods não estavam ligados à agência, ele observa.

Os planos tiveram a aprovação por escrito de todos os membros da Junta de Chefes de Estado Maior dos EUA (Joint Chiefs of Staff) e foram apresentados ao secretário de defesa do presidente Kennedy, Robert McNamara, em Março de 1962. Mas aparentemente, foram rejeitados pela liderança civil e ficaram em segredo até recentemente.

"Esses eram os documentos do Junta de Chefes de Estado Maior dos EUA. A razão destes documentos terem sido mantidos em segredo por tanto tempo é que o Estado-Maior Conjunto nunca quis liberá-los é porque eles eram tão embaraçosos", disse Bamford.

"O razão de uma democracia é ter líderes respondendo à vontade pública, e aqui é o reverso completo, os militares tentando enganar o povo americano a emtrar em uma guerra que eles queriam, mas que ninguém mais queria."

Rumo à Guerra

Os documentos mostram que a "Junta de Chefes de Estado Maior elaborou e aprovou os planos para o que pode ser o plano mais corrupto jamais criado pelo governo dos EUA", escreve Bamford.

A Junta de Chefes de Estado Maior dos EUA propôs até mesmo a utilização da possível morte do astronauta John Glenn durante a primeira tentativa de colocar um norte-americano em órbita como um falso pretexto para a guerra com Cuba, como mostram os documentos.

Caso o foguete explodisse e matasse Glenn, escreveram eles, "o objectivo seria fornecer a prova irrevogável ... de que a culpa é dos comunistas de Cuba".

Os planos foram motivados por um desejo intenso entre os chefes militares para depor Fidel Castro, que assumiu o poder em 1959 para se tornar o primeiro dirigente comunista do hemisfério ocidental - a somente 90 milhas da costa dos EUA.

A invasão anterior apoiada pela CIA à Baia dos Porcos, por exilados cubanos, tinha sido um fracasso desastroso, na qual os militares não foram autorizados a prestar auxílio bélico. Os líderes militares agora queriam ter uma nova chance.

"A coisa toda foi muito bizarra", disse Bamford, salientando que seriam necessários o apoio do público e da comunidade internacional para uma invasão, mas aparentemente, nem o público norte-americano, nem o público cubano, queria ver as tropas dos EUA mobilizadas para expulsar Castro.

Refletindo isso, o plano dos EUA pedia que se instituisse controle militar prolongado, e não democrático, sobre a ilha após a invasão.

"Isso é o que seríamos os libertando", disse Bamford. "A única maneira teríamos conseguido ter sucesso seria fazendo exactamente o que os russos estavam fazendo em todo o mundo, impondo um governo pela tirania, basicamente o que nós estávamos acusando o próprio Castro de fazer".

Passando dos Limites

O Estado-Maior Conjunto na época era chefiado pelo general do Exército nomeado pelo presidente Eisenhower, Lyman L. Lemnitzer, que com os planos assinados nas mãos tentou a aprovação de McNamara em 13 de Março de 1962, recomendando a Operação Northwoods para ser executado pelos militares.

Não está claro se os planos da Junta de Chefes de Estado Maior foram rejeitados por McNamara na reunião. Mas três dias depois, o presidente Kennedy conversou com Lemnitzer diretamente, e disse que não havia praticamente nenhuma possibilidade de usar força ostensiva para tomar Cuba, relata Bamford. Dentro de meses, Lemnitzer teria sido negado um outro mandato como presidente da Junta de Chefes de Estado Maior e transferidos para outro cargo.

Os planos secretos vieram em um momento em que havia desconfiança na cúpula militar sobre a sua liderança civil, com os líderes da administração Kennedy sendo vistos como liberais demais, pouco experientes e lenientes com o comunismo. Ao mesmo tempo no entanto, existiam reais preocupações da sociedade norte-americana que seus militares ultrapassassem seus limites.

Houve relatos que líderes militares dos EUA haviam encorajado os seus subordinados a votar pelos conservadores durante a eleição.

E pelo menos dois livros populares foram publicados focando em uma liderança militar de direita empurrando os limites contra a política do governo.

O Comitê de Relações Exteriores do senado americano publicou o seu próprio relatório sobre o extremismo de direita nas forças armadas, advertindo que haviam descoberto um "perigo considerável" na "educação e atividades de propaganda dos militares". A comissão pediu ainda um exame de eventuais vínculos entre Lemnitzer e grupos de direita. Mas o Congresso não chegou a ter conhecimento sobre a Operação Northwoods, disse Bamford.

"Embora ninguém no Congresso pudesse ter conhecido na época", escreve ele, "Lemnitzer e a cúpula militar haviam secretamente passado dos limites."

Mesmo depois Lemnitzer ter deixado o cargo, disse Bamford, a Junta de Chefes de Estado Maior continuou a planear operações de "pretexto" pelo menos até 1963.

Uma ideia era criar uma guerra entre Cuba e outros países latino-americanos para que os Estados Unidos pudessem intervir. Outra ideia seria pagar alguém no governo de Fidel Castro para atacar as forças dos EUA na base naval de Guantánamo. Um ato que, Bamford salienta, teria sido considerado como traição. E outra seria de voar em baixa altitude aeronaves U-2 sobre Cuba, com a intenção de que fossem derrubadas e isso usado como pretexto para iniciar uma guerra.

"Havia uma real preocupação naquele momento de que os militares estivessem ficando loucos, como realmente estavam, mas eles nunca conseguiram alcançar o seu objectivo, mas não foi por falta de tentativas", disse ele.

Depois de 40 anos

Ironicamente, os documentos vieram à luz, disse Bamford, em parte por causa do filme de Oliver Stone de 1992, "JFK", que examinou a possibilidade de uma conspiração por trás do assassinato do presidente Kennedy.

Como o interesse público no assassinato aumentou após o lançamento do filme "JFK", o Congresso americano aprovou uma lei destinada a aumentar o acesso da população aos registos públicos relacionados com o assassinato.

Com medo de uma investigação do Congresso, Lemnitzer tinha ordenado que todos documentos relacionados com a Baía dos Porcos fossem destruídos, disse Bamford. Mas de alguma forma, estes permaneceram.

"O mais assustador é que nada disso é divulgado até 40 anos depois", disse Bamford.


Fontes:
ABC News: U.S. Military Wanted to Provoke War With Cuba
Quadrinhos de Mack White (de onde tirei a ilustração inicial) com a História da Operação Northwoods (em inglês)

21 de maio de 2011

As vezes não queremos acreditar que existam certo tipo de pessoas… II


https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=103604626396489&id=100001107548925&ref=notif&notif_t=share_reply

Sr. Manuel Rego,

1) O que conquistou e chama seu, foi conquistado com o seu trabalho?

2) Ou foi conquistado usando o trabalho de outros, mal pago, trabalho esse que produzia mais-valias de 100 e você carinhosamente repartia com os trabalhadores, irmãmente na ideologia neoliberal, ficando 99 para si e 1 para os trabalhadores?

Se o que chama seu foi obtido na forma 1), parabéns é seu sim senhor; Se foi obtido na forma 2) é seu após ter sido roubado… logo ser ou não ser, interprete da forma que lhe der jeito.

Agora não conquista ilusões, mas não roube o direito a viver de quem menos possui.

“Defesa de soberania nacional”, o que é isso… será a defesa dos soberanos implementados nacionalmente e que tem contribuído, durante mais de 30 anos, para a miséria do povo português, enquanto meia dúzia usam e abusam dos meios do estado e da exploração do trabalho para aumentarem cada vez mais as suas fortunas?

O poder económico e financeiro não possui contradições; Quem vende a força do seu trabalho, para viver, é que as têm…

Mas isso só se altera com o desenvolvimento da consciência humana, desenvolvimento que sofre atropelos diariamente provocados pelos agiotas que usufruem do sistema implementado, e que têm ao seu dispor enormes meios de comunicação social, influências no poder político e vassalos que se prestam a tudo para sentirem-se alguém na vida (consequências da pobreza de espírito).

Essa do bastardo real… o que é realeza, bastarda ou um mero vassalo, só consegue distinguir o faisão do leitão. Porque quanto aos restos, não liga, deixa para o povo…

Gostava que os comunistas fossem parvos, não era? Dava jeito…

Para ser comunista, não é preciso ser pobre… precisa sim, ter consciência de que não é roubando o trabalho dos outros que pode evoluir financeiramente e intelectualmente.

Para ser-se Comunista é preciso observar e compreender as necessidades dos outros…

(isto resumidamente, porque mesmo assim a sua intelectualidade não vai conseguir alcançar)

Mas isto é difícil… eu sei…

Por isso muita gente caminha para fascismo, ai só existem três patamares…

1) É filho, sobrinho, enteado de gente ilustre; O estado proporciona os meios para aumentarem a sua riqueza, fazendo dos bens do estado um complemento dos seus bens pessoais. O Estado repressivamente mantém os trabalhadores alinhados, para que possam trabalhar muitos, e contentarem-se com umas migalhas de pão estragado. Caso os trabalhadores julguem-se com direito para pensar, o estado trata deles.

Tudo isto para manter, disponível, mão-de-obra barata e sem caroço para queesta gente ilustre tenha quem trabalhe para aumentar os seus próprios rendimentos, e providenciar que as suas fortunas aumentem…

2) São os vassalos que nada mais têm ou tiveram do que a venda da sua consciência e físico para servirem a gente ilustre. Nem que para isso tenham que maltratar e matar o pai, a mãe, o primo, o filho, o amigo.

Ficando contentes pelo estatuto que lhes é oferecido e o bocadinho de carne para poderem comer.

3) Estes são os que morrem à fome e à miséria, que não têm direito a pensar e só respiram se a “gente ilustre” autorizar…

Trabalham, trabalham… e são obrigados a contentarem-se com migalhas de pão estragado. Vêm os filhos morrerem à fome e doentes, sem possibilidades de os alimentarem ou curarem…

Sr. Manuel Rego, pelo seu discurso tenho a certeza que ficaria feliz em ter este regime, estando no 2º patamar, com grande desejo de chegar ao primeiro (talvez com a compra de um titulo) …. e faria tudo para ultrapassar os objectivos definidos.

15 de maio de 2011

Paulo Portas é um verdadeiro vendedor da banha da cobra…


Ele critica, fala o que o povo gosta de ouvir… mas não diz o que pretende.

O Povo que considera-se muito bem informado, mesmo que não perceba o que ele fala, retém as palavras chavões e já sentem-se de barriga cheia com a inteligência desse senhor.

Nisso têm razão, ele tem inteligência para comer o povo por parvo…

Para os mais esquecidos o CDS, e nem foi outro diferente do Paulo Portas, já teve no governo e além de encher o pandulho de tachos que agora critica, pouco mais fez.
Até fez…

Andou a prometer aos inválidos das Forças Armadas, que estiveram no Ultramar, que lhes ia atribuir pensões que respeitassem o dever de Portugal para com eles; E fez, meteu no papel mas tudo ficou por pagar, outros tiveram direito a menos de uns míseros euros.

É este tipo de promessas que na altura de concretizar, foge com o rabo e bem escondidinho..

É o caso dos submarinos, que estão a ajudar na contabilização da divida pública, e não é pouco… em quatro anos em que esteve no governo, conseguiu deixar uma divida para muitas dezenas de anos.

O CDS fala muito nos tachos dos outros, esquece-se é dos tachos deles…

Quem não se lembra da Celeste Cardona, ministra da justiça (indicada pelo CDS de Paulo Portas)?
Aquela que conseguiu dar cabo, ainda mais, da justiça… que conseguiu aumentar o preço da despesa necessária para quem precisa recorrer à justiça. Foi aquela da reforma da justiça que criou muito trabalho para os solicitadores de execução, mas que são pagos por quem precisa de recorrer à justiça, e se não tem dinheiro não tem direito à Justiça.
Pois esta Sra quando saiu do governo foi direitinha para Administradora da Caixa Geral de Depósitos.

Mas estes tachos já não interessa, interessa sim, enganar o Povo…

O Sr Paulo Portas fala que é preciso arranjar trabalho… o que ele não diz é que é preciso trabalho com direitos…

Pois os interesses que ele representa também defendem o trabalho… mas ao abrigo da escravidão.

E o seu ministro Bagão Felix foi um dos que alterou o Código de Trabalho para tirar direitos aos trabalhadores, ou o Povo
já não se lembra?

Também foi este ministro, muito católico diga-se em abono da verdade, do CDS que deu cabo dos certificados de aforros, algo que é financiamento directo para o estado… Deu cabo dos certificados, para impulsionar o Povo a levantar o seu dinheiro investido nos certificados e ir investir em PPRs e noutros produtos do sector financeiro (tão amigos que eles são).

Quem ficou a perder? O Estado, que somos todos nós…

E não se esqueçam que o CDS e ele durante estes anos têm pactuado e sido favorecidos com a governação do Pais.

Os interesses que ele representa, são os tais que são favorecidos com todos os gastos que o estado tem para com as instituições ligadas à Igreja, que com o fim de darem esmola… enchem os bolsos a muitos interesses instalados nessas instituições.

Isto porque não querem que seja o estado a coordenar os serviços sociais, que caso fosse gastavam menos e ajudavam muito mais… havia menos bolsos para encherem.

Os desempregados também não se esqueçam que este Sr é o que defende, e apoiou, o fim dos subsídios de empregos.

E para enganar o Povo diz que é para acabar com os calões, o que ele não diz é que pretendem que os trabalhadores trabalhem a preço de saldo, de forma a garantir maiores lucros aos seus amigos.

Sendo que querem que os trabalhadores aceitem tudo, mesmo que não ganhem para pagarem os transportes e alimentarem-se.

Como o abono de família, quem o tinha era rico por isso é que apoiaram e incentivaram que acabassem, quase totalmente, com este abono… abono que a muita gente dava muito jeito…

Quanto ao discurso da Segurança, ele não pretende que todos os Ladrões e criminosos sejam alvos de justiça, poi podia calhar a ele e aos amigos… quer que o sistema continue a criar miséria, e que aja “justiça” para aqueles que vão roubar uma maça para comer.

Ou já se esqueceram dos negocios em que estão metidos Nobre Guedes, Telmo Correia e Costa Neves (todos do CDS)?

Essa justiça, para ele, deve ser uma justiça do tempo de Salazar… em que quem diga bem do regime anda livremente, e que afronte o regime e a miséria imposta ao Povo seja alvo de perseguição e violência policial.

O que este Sr. quer é que os ricos fiquem mais ricos, e os pobres que se calem…

Já no tempo do fascismo… muito do Povo seguia os ideais do regime, para que pudessem ter umas migalhas… quanto ao que acontecia aos outros, isso não interessava…

Convêm não esquecer que foi com este tipo de actos e atitudes que Hitler chegou ao poder…

14 de maio de 2011

Mudança precisa-se…


A sociedade actual habituou-se a conviver com as injustiças e a miséria, fazendo destes condicionalismos uma forma de vida.

Para as condições de vida do povo Português e do resto do mundo mudarem, primeiro é preciso que haja uma mudança de mentalidade e de valores, das pessoas que constituem essas sociedades.

O povo gosta de apelar à solidariedade, falar sobre as mais diversificadas injustiças mas quando chega a sua vez de intervir na construção de algo para um colectivo e em prol de um objectivo, arranjam as mais diversificadas desculpas esfarrapadas para não darem corpo ao manifesto.

A generalidade das pessoas está despida de valores e de vontade…

Diariamente falam, falam de algo que se atravessou no seu caminho e dão a sua opinião… até aqui tudo bem, o problema é quando urge dar soluções.
As soluções avançadas são por norma algo que já fracassou, no entanto e após serem confrontadas com o fracasso dessas soluções a forma de limparem a sua consciência pelas opções tomadas é resignarem-se à existência de tais injustiças, como sendo um mal comum e que não existe volta a dar.

Confrontadas com outras alternativas, que não são as que o sistema implementado apregoa, este tipo de pessoas blindam-se contra tais alternativas usando frases feitas, sem qualquer conteúdo científico ou intelectual, para não terem que concordar e lutar por algo que vai contra o sistema implementado.

Este tipo de pessoas falam e opinam sobre tudo, mas no momento de apontarem responsabilidades nunca fazem uma introspectiva pessoal, nem analisam as decisões que tomaram ao longo dos tempos… consequentemente não relacionam os resultados e as consequências, com as opções que tomaram.
Normalmente generalizam as causas e consequências para não perturbarem a sua própria consciência…

São este tipo de pessoas que “badalam aos sete ventos” que não votam, e que os políticos são todos iguais…
Este tipo de pessoas não tem consciência para se sindicalizarem, nem para participarem activamente nas organizações dos trabalhadores.

Mas quando algo corre mal “apontam logo o dedo” aos sindicatos e comissões de trabalhadores, não querendo assumir que a culpa, também, é deles próprios; Nem estão interessados em perceber que os sindicatos e comissões de trabalhadores não valem nada só por si.

As comissões de trabalhadores e sindicatos podem estar, e devem, ao lado dos trabalhadores; Mas não substituem os trabalhadores.

No entanto, estes pseudo individualistas não renegam, nem abdicam dos direitos alcançados; Que foram conseguidos com muita luta e sacrifícios dos trabalhadores, junto com os seus sindicatos de classe.

Os sindicatos só existem porque os trabalhadores sindicalizados contribuem financeiramente, para que a sua existência seja possível…

Em conclusão:

Aqueles, que anteriormente falei, além de nada contribuírem para a existência de direitos; Ainda usufruem de direitos para os quais não contribuíram, nem contribuem, vivendo deste modo à custa dos seus colegas sindicalizados, colegas esses que ainda são criticados por eles…

Enfim…

Só com a mudança de mentalidades podemos lutar, de igual para igual, com os agiotas que todos os dias atacam os direitos dos trabalhadores; E que possuem determinados pobres de espírito como seus aliados…

5 de maio de 2011

Vida terrena...


Enquanto as populações passam necessidades, os representantes dos interesses de meia dúzia endividam, ainda mais, as câmaras para comprarem estádios e para satisfazerem os interesses de uma minoria que têm como único objectivo acumular riqueza e ceder o pagamento dos “danos”ao estado.

Não existe dinheiro para a saúde, educação, nem para sermos solidários nos momentos de necessidade, de quem precisa. Mas quando é necessário salvar o negócio de alguém, lá vem um “pau mandado” roubar às populações para proteger os interesses do “pau mandante”.

Todos nós sabemos que o futebol, junto com a religião é o ópio do povo, por muito que custe a muitos “crentes” aceitar tal facto.

Mas gostar de futebol ou ser religioso não é o problema, o problema é quando o futebol e a religião se tornam em algo que sobrepõem-se aos interesses da nossa casa, família, colegas de trabalho, e vizinhos, etc...

No que respeita ao futebol, durante 90 minutos podemos esquecer o que nos rodeia, agora não se compreende que passem uma semana a falar do mesmo jogo, das supostas grandes penalidades que não foram assinaladas, da suposta falta que não foi marcada, da suposta falta marcada que não era falta… enfim o povo sente-se arbitro, treinador e jogador durante toda a semana, mesmo quando nunca leu o livro das leis do jogo e das “tácticas”…

Mas ouvem e vêm com muita atenção os programas dos “fazedores de opinião” , fazedores pagos a “peso de ouro” para falarem do que, na maioria das vezes, não percebem e simplesmente tiram a camisa do clube da gaveta para irem doutrinar nos programas que a comunicação social “oferece” aos árbitros, treinadores e jogadores de bancada… mas de alguma forma conseguem boas audiências, assim como somos o único pais que edita diariamente três jornais desportivos…

O sistema agradece, pois enquanto o povo anda entretido com discussões futebolísticas, não ganham sensibilidade para os problemas económicos e sociais que alastram pelo Pais… já era assim no tempo do fascismo…

A religião nunca fez mal a ninguém, antes pelo contrário… se os crentes lerem e entenderem a base da sua religião que são as “escrituras sagradas”, e usarem o seu poder de entendimento e raciocínio irão perceber que as estruturas impostas, monarquicamente, nas suas igrejas não respeitam o ser humano.

Essas estruturas subjugam-se ao poder financeiro, convivendo diariamente com estes e subjugados a eles.
Restando para os verdadeiros crentes, somente a fé…

Enquanto as monarquias religiosas instaladas, em harmonioso convívio com o poder financeiro, vão adormecendo os seus crentes no mundo terreno, dando como caminho o sofrimento na terra, para a paz no céu; Os “monarcas” instalados usam o poder da igreja para terem papel activo na sociedade, não na defesa do povo, mas sim na defesa de grupos que se propagam em todas as estruturas estatais e privadas. Grupos esses que alcançam benefícios para meia dúzia…

Restando para os crentes de fé, umas migalhas que vão distribuindo através da “sopa dos pobres”…

Não interessa a estes “monarcas” a transformação da sociedade, numa sociedade mais justa… onde os rendimentos sejam distribuídos com justiça, e que remunere o trabalho com o seu devido valor. Não lhes interessa ter um sistema social, no qual os doentes e desempregados, tenham com que contar nos momentos difíceis e nos quais mais precisam. Não lhes interessa ter um sistema de educação com o qual “os Homens de amanhã” possam contar, para serem formados intelectualmente e socialmente, a fim de estarem preparados para fazer parte e construir uma sociedade na qual a solidariedade e progresso sejam uma constante.

Antes pelo contrário, interessa-lhes o poder económico e financeiro, para tal como nas monarquias, de modo a ser distribuído entre o “rei, clero e nobreza”, restando ao povo a fé… e umas instituições que vão dando caridade, caridade essa paga pelo estado, com o cognome de solidariedade prestada pelas diversas instituições religiosas.

Em conclusão:

No dia que os crentes do desporto e da religião, ganharem consciência da sua condição e da situação, e na que a maioria da sociedade se encontra… continuaram crentes, mas vão optar por um caminho que vá de encontro ao bem-estar da sociedade em geral, e não de meia dúzia…

Após acabar o jogo, vão usar as suas forças e espírito de colectivo para intervirem na sociedade de forma a mudar o rumo da distribuição da riqueza, e deste modo formaram um clube muito maior… não do fanatismo, mas o clube da verdadeira solidariedade para com a sua família, vizinhos, colegas de trabalho… um clube que vai defender o direito ao trabalho, com direitos e consequentemente uma maior distribuição da riqueza.

Chegará o dia em que os trabalhadores olharão para os seus sindicatos de classe, e irão ver organizações que são essenciais na evolução da sociedade com direitos…

Será o dia em que compreendem,

Organizados têm muita força, enquanto sozinhos resta-lhes curvarem-se perante o patronato e os interesses financeiros de meia dúzia, e rezarem para que o sistema implementado não lhes roubem muito desta vez, e que deixem qualquer coisinha para roubarem na próxima…

25 de abril de 2011

Manipulação de consciências, instituída democraticamente…


A situação actual do Pais, vem sendo construída ano após ano…

A actualidade é a consequência dos caminhos escolhidos, nessa construção…

Ao longo dos tempos o poder económico (agiotas) tem dado preferência aos investimentos na especulação financeira, em vez de investir na produção nacional…

Para atingirem o caminho actual, os agiotas servem-se da classe política amigável para tais intentos (PS, PSD e CDS); Políticos que têm como únicos objectivos sobreviverem no antro em que podem usufruir benesses e condições para se manterem à frente dos destinos dos Portugueses.

Estes políticos, que são pessoas e não uma entidade sem rosto, são convidados para a mesa dos agiotas onde recebem a doutrina que devem implementar; Doutrina que pode ser implementada de diversas formas, desde que os objectivos sejam alcançados.

Por isso é que o PS, PSD e CDS com diálogos diferentes, e com apócrifos confrontos entre eles (diferem no modo e não na essência), chegam sempre ao mesmo objectivo… objectivo que favorece o poder económico dos agiotas e rouba o direito de viver aos trabalhadores, impondo-lhes que se limitem a sobreviverem.

Esta situação numa sociedade de verdadeira democracia já tinha sido alterada…

Se numa verdadeira democracia é o partido que possui mais votos, obtidos de pessoas conscientes, que ganha e que governa o Pais… o povo há muito tempo que tinha expulsado a corja, da condução dos destinos deste País.

A classe social (trabalhadores) que sofre com as actuais políticas é constituída pela larga maioria do Povo Português, e a classe social (poder económico) que é em muito beneficiada com estas políticas é constituída por meia de dúzia de indivíduos, enquanto uns milhares ganham umas migalhas devido à vassalagem que prestam a este poder económico instituído.

Então porque é que os servidores desta politica (PS, PSD e CDS) económica e social ganham sistematicamente o mandato para prosseguirem com este tipo de políticas?

O poder económico não é ingénuo, ao mesmo tempo que sustenta a sua representatividade política, para impor democraticamente as politicas que sustentam a sua acumulação de capital, mandatam os seus rostos para bloquearem a consciencialização dos trabalhadores.

Este bloqueio é feito de diversas formas…

Mas a mais eficaz é através da comunicação social comunicação social, que é detida por meia dúzia de “ilusionistas”, na qual fazem da notícia e da opinião um meio de desinformação.

As notícias que podem fazer interagirem racionalmente (telespectador/ouvinte/ leitor), fazendo juízo dos valores que estão em causa, e consequentemente formularem opiniões objectivas sobre algo que questiona o sistema implementado… não passam, ou passam sorrateiramente fazendo vincar uma opinião pseudo jornalística que baralha o raciocínio objectivo do que está em questão.

Quanto aos “opinadores”, mais conhecidos como comentaristas, são escolhidos a “dedo”… estes opinadores são ilustres pessoas que estão comprometidos com os poderes instituídos, e que dependem dos agiotas, instituíram o sistema implementado.

Estes opinadores, também, jogam o jogo da confusão, pois uns dizem mal do PS, outros do PSD/CDS… mas o poder económico não se chateia de que digam mal, desde que defendam os objectivos definidos e os quais querem alcançar.

O poder económico usa estes políticos e depois substitui-os por novas caras, mas obedientes… enquanto o poder dos agiotas mantém-se…

Por este motivo é que estes opinadores além dos objectivos, têm outra coisa em comum que é a proveniência dos seus rendimentos…

Com muitas raras excepções, raríssimas aliás, nos debates e espaços de opinião estão pessoas com consciência de esquerda. Não estou a referir-me ao socialismo amarelo…

Existe um exemplo gritante, no que diz respeito à comunicação social:

Penso que todos se lembram da manifestação “a rasca”, esta manifestação foi alvo de notícias durante semanas, antes e depois. Todas as televisões deram em directo esta manifestação, nomeadamente a RTPN, SICN e TVI24.

Podíamos perguntar, e então?

Esta manifestação não apresentava reivindicações concretas, não apontava responsáveis na crise e nos problemas dos trabalhadores e suas famílias… resumindo, era tudo” obra e graça do espírito santo”.

Logo podiam dar destaque a este movimento, pois não punha em causa os rostos e os ideólogos desta politica social e económica. Assim sendo, dava para distrair o Zé povinho e não magoava ninguém…

Na semana seguinte houve uma manifestação dos trabalhadores, manifestação essa que quase não se ouviu falar, nem antes nem depois…

Podíamos perguntar porquê?

Porque havia reivindicações concretas e com a identificação dos responsáveis… Havia propostas para demonstrar que podem existir políticas diferentes, politicas que não pediam sacrifícios aos já sacrificados, mas pediam que os responsáveis por esta crise sejam responsáveis no pagamento da mesma.

É devido a estas situações e outras que os trabalhadores andam baralhados, e em vez de elegerem quem defende os seus direitos, elegem os “vendedores da banha da cobra” que diariamente providenciam pelo roubo dos direitos dos trabalhadores, para ajudarem os seus “patrões” a acumularem, cada vez mais, riqueza… em troca de uns tachos, e “exposição” social…

Agora cabe aos trabalhadores acordarem, pensar e reflectir… para que deixem de ser a moeda de troca, na acumulação de riqueza dos agiotas…