7 de dezembro de 2010

O premio Nobel da Paz existe?

Hoje dei por mim a pensar que o Julian Assange ainda ia ganhar o prémio Nobel da Paz, devido a ter divulgado e continuar a divulgar factos concreto do submundo que sustenta o imperialismo, e que muitos fingem não existir; Uns por falta de consciência, outros porque vão ganhando com essa existência, por enquanto é claro.

Mas este pensamento foi rápido, rapidinho…

O prémio Nobel da Paz existe, mas não é para quem não abdica da sua consciência, para submeter-se ao poder do imperialismo, e vender-se ao poder dominante.
Depressa lembrei-me do prémio Nobel da Paz de 2007 que foi atribuído a Al Gore, que todos conhecem, e não é por ser um “grande defensor do meio-ambiente”, tal como foi apelidado para ganhar o prémio; Por causa de uns dispositivos sobre o Aquecimento Global.

Nesse mesmo ano foi candidata Irena Sendler, que muito fez pela humanidade… no entanto perdeu, para alguém que todos conhecemos, pelas piores razões. Ainda para quem tenha dúvidas dos mecanismos que regem a atribuição do Nobel da Paz, deixo aqui um “cheirinho” de quem foi esta grande Senhora Irena Sendler.

Depois digam-me o que é o prémio Nobel da Paz...


Irena Sendler faleceu em 12 de Maio de 2008, com 98 anos Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia, como especialista de canalizações.
Mas os seus planos iam mais além... Sabia quais eram os planos dos nazistas relativamente aos judeus (sendo alemã!).
Irena trazia crianças escondidas no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de serapilheira na parte de trás da sua camioneta (para crianças de maior tamanho).
Também levava na parte de trás da camioneta um cão a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto.
Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruído que os meninos pudessem fazer.
Enquanto conseguiu manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar cerca de 2500 crianças.

Por fim os nazistas apanharam-na e partiram-lhe ambas as pernas, braços e prenderam-na brutalmente.

Irena mantinha um registo com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, que guardava num frasco de vidro enterrado debaixo de uma árvore no seu jardim.

Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a família.
A maioria tinha sido levada para as câmaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adoptivos.


Ver Irene Sendler na pt.wikipedia

Por isso, Sr. Julian Assange não tenha pena de não ganhar o prémio Nobel da Paz.
Mas se tiver mesmo interessado em ganhar tal prémio, arranje uns documentos – não importa que sejam forjados – a dizer mal do governo Chinês, Venezuelano, Cubano, e outros parecidos.


Assim irá ganhar o prémio, de certeza…

Mia Couto - pobres dos nossos ricos

6 de dezembro de 2010

Hipocrisia Social...


A comunicação social hoje tirou o dia para divulgar as “boas acções” que as empresas fazem, usando os seus trabalhadores, acções que eles intitulam de responsabilidade social.

É pena que essas reportagens não abordem a postura destas empresas para com os seus trabalhadores. Estas reportagens deviam abordar se as empresas ditas benfeitoras cumprem, pelo menos, com os direitos consagrados na lei (que cada vez são menos).

Eu acho que iriam mostrar que fora de casa estas empresas vendem uma imagem, que não cumprem com os seus próprios trabalhadores.

Mas enfim, é preciso ter roupa lavada, mesmo que o corpo esteja a cair de podre.

É triste ver empresas que fazem da exploração dos trabalhadores a sua forma de estar na vida, estarem a vender para o exterior uma imagem de benfeitores….
Mas na realidade são uns malfeitores, que querem mostrar algo que não são na realidade com a ajuda da comunicação social, é claro… até nem têm grandes gastos, pois a seguir, deduzem tudo no IRC.

Quanto ao trabalhador, a seguir ao dia da boa acção faz o trabalho desse dia e do dia anterior, e vive feliz durante mais um ano…

Só tenho uma dúvida; Aquele que hoje recebe uma sopa, através deste tipo de voluntariado, como vai resistir até ao ano seguinte? E estes que uma vez por ano prestam voluntariado, como vão passar até ao próximo ano? Será que quando virem miséria vão virar a cara, para não pensarem que um dia poderão ser eles a estar naquela situação?

A miséria resolve-se com a alteração do sistema que a criou, e não com a bondade anual…

3 de dezembro de 2010

Aos órgãos da Comunicação Social

CAVACO SILVA e seus negócios

Três reformas, mais de 7.416€, valores de 2008...como representante de alguns portugueses... Isto e que vai uma crise.

Conforme devem perceber, não votarei no Cavaco Silva, mas gostava depois de ser esclarecido em relação às questões postas em anexo.

Tenho umas perguntinhas a sugerir à nossa prestigiosa comunicação social, que anda sempre com falta de assuntos e é muito distraída.


A quem é que Cavaco e a filha compraram, em 2001, 254 mil acções da SLN, grupo detentor do BPN?

O PR disse há tempos, em comunicado, que nunca tinha comprado nada ao BPN, mas «esqueceu-se» de mencionar a SLN, ou seja, o grupo que detinha o Banco.

Como as acções da SLN não eram transaccionadas na bolsa, a quem é que Cavaco as comprou?

À própria SLN?

A algum accionista?

Qual accionista? (Sobre este ponto, ver adiante.)

Outra pergunta que não me sai da cachimónia:

Como é que foi fixado o preço de 1 euro por acção?

Atiraram moeda ao ar?

Consultaram a bruxa?

Recorreram a alguma firma especializada?

Curiosamente, a transacção foi feita quando o BPN já cheirava a esturro, quando o Banco de Portugal já «andava em cima do BPN», ao ponto de Dias Loureiro (amigo dilecto de Cavaco e presidente do Congresso do PSD), ter ido, aliás desaconselhado por Oliveira e Costa, reclamar junto de António Marta, como este próprio afirmou e Oliveira e Costa confirmou.

Outra pergunta:

Cavaco pagou?

E se pagou, fê-lo por transferência bancária, por cheque ou em cash? É importante saber se há rasto disso.

Passaram dois anos.

Em carta de 2003 à SLN, Cavaco alegadamente «ordenou» a venda das suas acções, no que foi imitado pela filha. Da venda resultaram 72 mil contos de mais valias para ambos. Presumo que essas mais valias foram atempadamente declaradas ao fisco e que os respectivos impostos foram pagos. Tomo isso como certo, nem seria de esperar outra coisa.

Uma coisa me faz aqui comichão nas meninges. Cavaco não podia «ordenar» a venda das acções (como disse atrás, não transaccionáveis na bolsa), mas apenas dizer que lhe apetecia vendê-las, se calhasse aparecer algum comprador para elas. A liquidez dessas «poupanças» de Cavaco era, com efeito, praticamente nula. Mas não é que o comprador apareceu prontamente, milagrosamente, disposto a pagar 1 euro e 40 cêntimos de mais valia por cada acção detida pela família Cavaco, quando as acções nem cotação tinham no mercado.

E quem foi o benemérito comprador, quem foi?

Com muito gosto esclareço, foi uma empresa chamada SLN Valor, o maior accionista da SLN.

Cito o Expresso online:

«Cavaco Silva e a filha deram ordem de venda das suas acções, em cartas separadas endereçadas ao então presidente da administração da SLN, José Oliveira Costa. Este determinou que as 255.018 acções detidas por ambos fossem vendidas à SLN Valor, a maior accionista da SLN, na qual participam os maiores accionistas individuais desta empresa, entre os quais o próprio Oliveira Costa.»

Ou seja, Oliveira e Costa praticamente ofereceu de mão beijada 72 mil contos de mais-valias à família Cavaco. E se foi Oliveira e Costa também a fixar o preço inicial de compra por Cavaco, então a coisa é perfeitamente clara.

Que terá acontecido entre 2001 e 2003 para as acções de uma empresa que andava a ser importunada pelo Banco de Portugal terem «valorizado» 140 %?

Falta, neste ponto, esclarecer várias coisas, a primeira das quais já vem de trás:

1. a quem comprou Cavaco e a filha as acções?

2. terá sido à própria SLN Valor, que depois as recomprou?

3. porque decidiu Cavaco vendê-las? Não tendo elas cotação no mercado, Cavaco não podia a priori esperar realizar mais-valias.

4. terá tido algum palpite, vindo do interior do universo SLN, só amigos e correligionários, para que vendesse, antes que a coisa fosse por água abaixo?

5. terá sido cheiro a esturro no nariz de Cavaco? Isso é que era bom saber!

6. porque quis a SLN Valor (re)comprar aquelas acções? Tinha poucas?

7. como fixou a SLN valor o preço de compra, com uma taxa de lucro bruto para o vendedor de 140% em dois anos, a lembrar as taxas praticadas pela banqueira do povo D. Branca?

E já agora, se Cavaco Silva é tão preocupado com a pobreza e a inclusão dos cidadãos mais desvalidos, por que não aufere apenas o ordenado de Presidente da República?!

Será porque é mal pago e tem que acumular com as reformas de professor, do Banco de Portugal e de primeiro-ministro?!

Se estivesse sinceramente preocupado com os pobres e a recuperação das finanças do Estado, não deveria e poderia dar o exemplo e renunciar às reformas enquanto estivesse no activo?! Antes do Governo do dito senhor era assim, só se auferiam as reformas depois de deixar completamente o activo e os descontos eram englobados e pagas numa única prestação!

Que espera o professor para dar um exemplo de Catão como é o do seu apoiante Ramalho Eanes, o único que renunciou ao pagamento de muitos milhões que o Estado lhe devia?

Afinal o dinheiro de todos e que é dos nossos impostos tem um valor muito diferente, consoante a moral dos governantes sérios e dos que se governam …

Por hoje não tenho mais sugestões de perguntas à comunicação social.


PS, PSD e CDS chumbam proposta do PCP para tributar dividendos

  • Ver Intervenção de Bernardino Soares na Assembleia de República
    Tributa os dividendos distribuídos por sociedades gestoras de participações sociais

  • E se o “Diário de Notícias” fosse um jornal a sério?





    Ao seu proverbial pendor conservador e mesmo reaccionário que lhe valeu o epíteto de jornal oficioso do fascismo, junto agora um novo atributo à sua longa actividade de manipulação de consciências: a indigência intelectual. No artigo que hoje publicamos, João Alferes Gonçalves arrasa um texto publicado naquele diário que, como diz o Diário de Notícias, não passa de “um exercício de história contrafactual”!

    O “Diário de Notícias” deu hoje à luz um texto com o qual diz querer fazer «um exercício de história contrafactual», que é, só por si, um conceito abstruso — fazer a história do que não aconteceu e talvez pudesse, eventualmente, ter acontecido se…

    O «exercício» consiste em responder à pergunta «25 de Novembro: E se tivesse sido ao contrário?». Os pressupostos de que parte mostram que não se trata de um «exercício de história contrafactual», mas sim de uma pura e dura «contrafacção histórica».

    O autor do texto omite qualquer referência a um golpe de Estado e considera que havia duas facções militares em confronto: uma a que chama «os moderados», outra a que chama «a Esquerda Radical» (com direito a maiúsculas, para dar a ideia de que era uma coisa institucionalizada).

    Tento imaginar o então major Jaime Neves e mais umas dúzias de bem conhecidos capitães, coronéis e generais no papel de «moderados» e só consigo rir às gargalhadas.

    O mesmo acontece quando leio na peça do “DN” que «a Esquerda Radical» era afecta ao PCP. Terá o autor do texto alguma ideia, mesmo aproximada, da influência das diversas forças políticas nas Forças Armadas entre o 25 de Abril e o 25 de Novembro?

    Idêntica pergunta para a taxativa afirmação de que o MRPP era «uma das excepções na extrema-esquerda, ou seja, a extrema-esquerda desalinhada com o PCP». Quererá o autor da contrafacção histórica identificar qual era a extrema-esquerda alinhada com o PCP? Em especial, no contexto do 25 de Novembro. Também seria útil identificar com quem estava o MRPP alinhado.

    E que é feito, nesta história, do PRP? E da LUAR? E da UDP?

    Uma contradição insanável do texto é começar por dizer que a «esquerda radical» militar era «afecta ao PCP» (um disparate monumental) para, dois parágrafos a seguir, afirmar que «a chamada “esquerda radical” rodeava no COPCON o respectivo chefe, Otelo Saraiva de Carvalho». O que equivale a dizer que Otelo era afecto ao PCP. Sem comentários.

    O facto de o único confronto armado ter ocorrido quando os comandos de Jaime Neves cercaram o quartel da Polícia Militar de Mário Tomé não faz agitar nenhum neurónio?

    É sabido que o PCP não tinha qualquer tipo de controlo sobre as unidades militares que estiveram envolvidas directamente no 25 de Novembro. É, igualmente, sabido que o PCP deu instruções a todas as suas organizações para não se envolverem em iniciativas disparatadas.

    Apesar disso, o “DN” tem tido, sobre o 25 de Novembro, uma prática de revisionismo histórico com base em relatos fantasiosos mais do que enviesados.

    Desta vez não se contenta em inventar o 25 de Novembro — vai mais longe e faz um «exercício» de invenção sobre a invenção.

    Para a contrafacção ser completa, o “DN” não inclui qualquer depoimento de um dirigente do PCP, apesar de o textozinho não ser sobre o 25 de Novembro e sim sobre o que outros dizem que os malandros dos comunistas poderiam fazer, se…

    Para mim, que sei o que se passou há 35 anos e vivo em 2011, há outros what ifs mais interessantes. Por exemplo: e se o “Diário de Notícias” fosse um jornal sério?

    25 de Novembro de 2010

    João Alferes Gonçalves
    * Jornalista

  • Texto publicado no odiario.info

  • Testo publicado no Clube de Jornalistas.pt



  • Assim vai a crise...

    27 de novembro de 2010

    Orçamento aprovado na Assembleia mas chumbado pelo País!

    Intervenção de António Filipe na Assembleia da República

    Intervenção de Encerramento no debate do Orçamento do Estado para 2011
    Sessão plenária de 26/11/2010

    13 de novembro de 2010

    Esta do juiz está-me a fazer confusão…

    Então se um trabalhador que trabalha mais do que as horas devidas, e sem remuneração, decide não trabalhar parte dessas horas, que trabalha de “borla”… pode ser sujeito a processo disciplinar?

    Na comunicação social, passaram vários fazedores de opinião, que em vez de criticarem o estado da justiça, criticam um trabalhador por não continuar a trabalhar várias horas sem ter remuneração.

    Engraçado…

    Uns destroem a justiça; Tornam a justiça demorada e cara… resultado esse obtido pelos sucessivos governos PS, PSD e CDS…

    Um tribunal constitucional que em vez de julgar a constitucionalidade das leis, limita-se a por o visto politico nas leis emanadas por quem os nomeou; Resultado obtido, porque estes juízes são nomeados pelos políticos, que posteriormente fabricam as leis contra quem trabalha.

    Em relação a isto, estes fazedores de opinião não aparecem para “julgar”.

    Agora aquele que tem andado a roubar horas à família, em troco de nada, estes fazedores não o julgam por isso, mas sim por querer trabalhar menos horas à “borla”.

    E são estes senhores, fazedores de opinião, que têm sempre a porta aberta… para formatar mentalidades na comunicação social.

    E como dizia o Fernando Peça… E ESTA HEIN!!!

    10 de novembro de 2010