3 de dezembro de 2010

Aos órgãos da Comunicação Social

CAVACO SILVA e seus negócios

Três reformas, mais de 7.416€, valores de 2008...como representante de alguns portugueses... Isto e que vai uma crise.

Conforme devem perceber, não votarei no Cavaco Silva, mas gostava depois de ser esclarecido em relação às questões postas em anexo.

Tenho umas perguntinhas a sugerir à nossa prestigiosa comunicação social, que anda sempre com falta de assuntos e é muito distraída.


A quem é que Cavaco e a filha compraram, em 2001, 254 mil acções da SLN, grupo detentor do BPN?

O PR disse há tempos, em comunicado, que nunca tinha comprado nada ao BPN, mas «esqueceu-se» de mencionar a SLN, ou seja, o grupo que detinha o Banco.

Como as acções da SLN não eram transaccionadas na bolsa, a quem é que Cavaco as comprou?

À própria SLN?

A algum accionista?

Qual accionista? (Sobre este ponto, ver adiante.)

Outra pergunta que não me sai da cachimónia:

Como é que foi fixado o preço de 1 euro por acção?

Atiraram moeda ao ar?

Consultaram a bruxa?

Recorreram a alguma firma especializada?

Curiosamente, a transacção foi feita quando o BPN já cheirava a esturro, quando o Banco de Portugal já «andava em cima do BPN», ao ponto de Dias Loureiro (amigo dilecto de Cavaco e presidente do Congresso do PSD), ter ido, aliás desaconselhado por Oliveira e Costa, reclamar junto de António Marta, como este próprio afirmou e Oliveira e Costa confirmou.

Outra pergunta:

Cavaco pagou?

E se pagou, fê-lo por transferência bancária, por cheque ou em cash? É importante saber se há rasto disso.

Passaram dois anos.

Em carta de 2003 à SLN, Cavaco alegadamente «ordenou» a venda das suas acções, no que foi imitado pela filha. Da venda resultaram 72 mil contos de mais valias para ambos. Presumo que essas mais valias foram atempadamente declaradas ao fisco e que os respectivos impostos foram pagos. Tomo isso como certo, nem seria de esperar outra coisa.

Uma coisa me faz aqui comichão nas meninges. Cavaco não podia «ordenar» a venda das acções (como disse atrás, não transaccionáveis na bolsa), mas apenas dizer que lhe apetecia vendê-las, se calhasse aparecer algum comprador para elas. A liquidez dessas «poupanças» de Cavaco era, com efeito, praticamente nula. Mas não é que o comprador apareceu prontamente, milagrosamente, disposto a pagar 1 euro e 40 cêntimos de mais valia por cada acção detida pela família Cavaco, quando as acções nem cotação tinham no mercado.

E quem foi o benemérito comprador, quem foi?

Com muito gosto esclareço, foi uma empresa chamada SLN Valor, o maior accionista da SLN.

Cito o Expresso online:

«Cavaco Silva e a filha deram ordem de venda das suas acções, em cartas separadas endereçadas ao então presidente da administração da SLN, José Oliveira Costa. Este determinou que as 255.018 acções detidas por ambos fossem vendidas à SLN Valor, a maior accionista da SLN, na qual participam os maiores accionistas individuais desta empresa, entre os quais o próprio Oliveira Costa.»

Ou seja, Oliveira e Costa praticamente ofereceu de mão beijada 72 mil contos de mais-valias à família Cavaco. E se foi Oliveira e Costa também a fixar o preço inicial de compra por Cavaco, então a coisa é perfeitamente clara.

Que terá acontecido entre 2001 e 2003 para as acções de uma empresa que andava a ser importunada pelo Banco de Portugal terem «valorizado» 140 %?

Falta, neste ponto, esclarecer várias coisas, a primeira das quais já vem de trás:

1. a quem comprou Cavaco e a filha as acções?

2. terá sido à própria SLN Valor, que depois as recomprou?

3. porque decidiu Cavaco vendê-las? Não tendo elas cotação no mercado, Cavaco não podia a priori esperar realizar mais-valias.

4. terá tido algum palpite, vindo do interior do universo SLN, só amigos e correligionários, para que vendesse, antes que a coisa fosse por água abaixo?

5. terá sido cheiro a esturro no nariz de Cavaco? Isso é que era bom saber!

6. porque quis a SLN Valor (re)comprar aquelas acções? Tinha poucas?

7. como fixou a SLN valor o preço de compra, com uma taxa de lucro bruto para o vendedor de 140% em dois anos, a lembrar as taxas praticadas pela banqueira do povo D. Branca?

E já agora, se Cavaco Silva é tão preocupado com a pobreza e a inclusão dos cidadãos mais desvalidos, por que não aufere apenas o ordenado de Presidente da República?!

Será porque é mal pago e tem que acumular com as reformas de professor, do Banco de Portugal e de primeiro-ministro?!

Se estivesse sinceramente preocupado com os pobres e a recuperação das finanças do Estado, não deveria e poderia dar o exemplo e renunciar às reformas enquanto estivesse no activo?! Antes do Governo do dito senhor era assim, só se auferiam as reformas depois de deixar completamente o activo e os descontos eram englobados e pagas numa única prestação!

Que espera o professor para dar um exemplo de Catão como é o do seu apoiante Ramalho Eanes, o único que renunciou ao pagamento de muitos milhões que o Estado lhe devia?

Afinal o dinheiro de todos e que é dos nossos impostos tem um valor muito diferente, consoante a moral dos governantes sérios e dos que se governam …

Por hoje não tenho mais sugestões de perguntas à comunicação social.


PS, PSD e CDS chumbam proposta do PCP para tributar dividendos

  • Ver Intervenção de Bernardino Soares na Assembleia de República
    Tributa os dividendos distribuídos por sociedades gestoras de participações sociais

  • E se o “Diário de Notícias” fosse um jornal a sério?





    Ao seu proverbial pendor conservador e mesmo reaccionário que lhe valeu o epíteto de jornal oficioso do fascismo, junto agora um novo atributo à sua longa actividade de manipulação de consciências: a indigência intelectual. No artigo que hoje publicamos, João Alferes Gonçalves arrasa um texto publicado naquele diário que, como diz o Diário de Notícias, não passa de “um exercício de história contrafactual”!

    O “Diário de Notícias” deu hoje à luz um texto com o qual diz querer fazer «um exercício de história contrafactual», que é, só por si, um conceito abstruso — fazer a história do que não aconteceu e talvez pudesse, eventualmente, ter acontecido se…

    O «exercício» consiste em responder à pergunta «25 de Novembro: E se tivesse sido ao contrário?». Os pressupostos de que parte mostram que não se trata de um «exercício de história contrafactual», mas sim de uma pura e dura «contrafacção histórica».

    O autor do texto omite qualquer referência a um golpe de Estado e considera que havia duas facções militares em confronto: uma a que chama «os moderados», outra a que chama «a Esquerda Radical» (com direito a maiúsculas, para dar a ideia de que era uma coisa institucionalizada).

    Tento imaginar o então major Jaime Neves e mais umas dúzias de bem conhecidos capitães, coronéis e generais no papel de «moderados» e só consigo rir às gargalhadas.

    O mesmo acontece quando leio na peça do “DN” que «a Esquerda Radical» era afecta ao PCP. Terá o autor do texto alguma ideia, mesmo aproximada, da influência das diversas forças políticas nas Forças Armadas entre o 25 de Abril e o 25 de Novembro?

    Idêntica pergunta para a taxativa afirmação de que o MRPP era «uma das excepções na extrema-esquerda, ou seja, a extrema-esquerda desalinhada com o PCP». Quererá o autor da contrafacção histórica identificar qual era a extrema-esquerda alinhada com o PCP? Em especial, no contexto do 25 de Novembro. Também seria útil identificar com quem estava o MRPP alinhado.

    E que é feito, nesta história, do PRP? E da LUAR? E da UDP?

    Uma contradição insanável do texto é começar por dizer que a «esquerda radical» militar era «afecta ao PCP» (um disparate monumental) para, dois parágrafos a seguir, afirmar que «a chamada “esquerda radical” rodeava no COPCON o respectivo chefe, Otelo Saraiva de Carvalho». O que equivale a dizer que Otelo era afecto ao PCP. Sem comentários.

    O facto de o único confronto armado ter ocorrido quando os comandos de Jaime Neves cercaram o quartel da Polícia Militar de Mário Tomé não faz agitar nenhum neurónio?

    É sabido que o PCP não tinha qualquer tipo de controlo sobre as unidades militares que estiveram envolvidas directamente no 25 de Novembro. É, igualmente, sabido que o PCP deu instruções a todas as suas organizações para não se envolverem em iniciativas disparatadas.

    Apesar disso, o “DN” tem tido, sobre o 25 de Novembro, uma prática de revisionismo histórico com base em relatos fantasiosos mais do que enviesados.

    Desta vez não se contenta em inventar o 25 de Novembro — vai mais longe e faz um «exercício» de invenção sobre a invenção.

    Para a contrafacção ser completa, o “DN” não inclui qualquer depoimento de um dirigente do PCP, apesar de o textozinho não ser sobre o 25 de Novembro e sim sobre o que outros dizem que os malandros dos comunistas poderiam fazer, se…

    Para mim, que sei o que se passou há 35 anos e vivo em 2011, há outros what ifs mais interessantes. Por exemplo: e se o “Diário de Notícias” fosse um jornal sério?

    25 de Novembro de 2010

    João Alferes Gonçalves
    * Jornalista

  • Texto publicado no odiario.info

  • Testo publicado no Clube de Jornalistas.pt



  • Assim vai a crise...

    27 de novembro de 2010

    Orçamento aprovado na Assembleia mas chumbado pelo País!

    Intervenção de António Filipe na Assembleia da República

    Intervenção de Encerramento no debate do Orçamento do Estado para 2011
    Sessão plenária de 26/11/2010

    13 de novembro de 2010

    Esta do juiz está-me a fazer confusão…

    Então se um trabalhador que trabalha mais do que as horas devidas, e sem remuneração, decide não trabalhar parte dessas horas, que trabalha de “borla”… pode ser sujeito a processo disciplinar?

    Na comunicação social, passaram vários fazedores de opinião, que em vez de criticarem o estado da justiça, criticam um trabalhador por não continuar a trabalhar várias horas sem ter remuneração.

    Engraçado…

    Uns destroem a justiça; Tornam a justiça demorada e cara… resultado esse obtido pelos sucessivos governos PS, PSD e CDS…

    Um tribunal constitucional que em vez de julgar a constitucionalidade das leis, limita-se a por o visto politico nas leis emanadas por quem os nomeou; Resultado obtido, porque estes juízes são nomeados pelos políticos, que posteriormente fabricam as leis contra quem trabalha.

    Em relação a isto, estes fazedores de opinião não aparecem para “julgar”.

    Agora aquele que tem andado a roubar horas à família, em troco de nada, estes fazedores não o julgam por isso, mas sim por querer trabalhar menos horas à “borla”.

    E são estes senhores, fazedores de opinião, que têm sempre a porta aberta… para formatar mentalidades na comunicação social.

    E como dizia o Fernando Peça… E ESTA HEIN!!!

    10 de novembro de 2010

    Custou-nos 4 mil milhões....



    Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és. Saiba eu com que te ocupas e saberei também no que te poderás tornar.


    Foi publicado na 2.ª Série do Diário da República, de 26 de Maio de 2010, um despacho do extraordinário João Duque, através do qual Eduardo Catroga é contratado para professor catedrático, o que parece que não lhe ocupará muito tempo ["a tempo parcial 0 %"], e, já que estamos com a mão na massa, o contrato produz "efeitos a partir de 1 de Setembro de 2008".

    Expliquem-me lá os efeitos deste despacho. Se contratado para o quadro a 0% do tempo, eu diria que talvez fosse para não trabalhar mas para ter o lugar garantido. Agora contratado para além do quadro a tempo parcial 0% e ainda por cima com efeitos retroactivos a 01/09/2008, desculpem mas não entendo. Vá-se lá saber das intenções...


    PS: Que bem que falou este reformado (E. Catroga) na televisão, acerca da crise e das medidas duras necessárias para a debelar !!!

    7 de novembro de 2010

    Concordo com Passos Coelho...


    Já não é a primeira vez que estou de acordo com o que Passos Coelho diz, o problema é que não estou de acordo com o que está por detrás do que ele diz.

    Não posso estar mais de acordo, quando Passos Coelho diz que se deve responsabilizar criminalmente os governantes que contribuíram para o estado em que o País se encontra, e acrescento, que todos aqueles que roubaram os Portugueses e que tiveram atitudes com consequências negativas para o Estado Português, tendo empurrado o Povo Português para a miséria em que se encontram, também devem ser criminalizados…

    Nesta criminalização deve ser usado um Código Penal justo, e não este, que foi aprovado para descriminalizar e favorecer os interesses de meia dúzia de pessoas em detrimento de milhões.

    Código Penal que teve o aval do PS, PSD e CDS; Claro que o Passos Coelho ainda por cá não andava, só o seu formador ideólogo Ângelo Correia, é que se passeava por estas bandas.

    Quanto à lei que não deixa criminalizar estas situações, não há problema pois, ultrapassa-se tal como foi ultrapassado o Código de Trabalho que de constitucional tem pouco, assim como o orçamento de estado que de constitucional nada tem. Orçamento que manda roubar os Trabalhadores Portugueses, e entregar o produto do roubo aos banqueiros e amigos...

    Começávamos por criminalizar o Mário Soares, que ao longo dos anos, e em coligação com os interesses da burguesia e com os interesses Americanos, vendeu o País… ou seja vendeu o Povo Português.

    A seguir, e para não perdermos tempo com outros entre tantos…

    Criminalizávamos o Cavaco Silva, este é que levava uma pena… Precisava de reencarnar, pelo menos, 1000 vidas para a cumprir.

    Cavaco Silva vendeu-nos completamente, fartou-se de negociar fundos da União Europeia e recebeu muitos milhões para acabarmos com a nossa produção agrícola (enquanto os Espanhóis recebiam para produzir); Negociou muitos milhões para abatermos a nossa frota pesqueira; Negociou muitos milhões para fazer das construtoras portuguesas, e seus amigos, empresas muito lucrativas e os trabalhadores que comessem betão.

    Privatizou por meia dúzia de tostões, empresas essenciais à sobrevivência dos trabalhadores portugueses.

    Enquanto que os novos donos pagaram o seu custo em um ou dois anos, e dai para a frente é só lucro. Lucro obtido através de empresas que foram constituídas e construídas através de muito dinheiro pago por todos nós, no entanto foram vendidas a estes senhores por meia dúzia de tostões.

    Agora o estado nada lucra com elas, e os trabalhadores portugueses têm piores serviços e pagam muito mais caro por estes piores serviços… enquanto meia dúzia acumulam muitos milhões de lucros à custa da miséria de outros, que são os mais necessitados.

    E muitos mais haviam para serem criminalizados.

    É nisto que não estou de acordo com Passos Coelho. Pois para ele, estas não são as questões de fundo.

    Aliás, a sua ideologia é a verdadeira responsável pelo estado em que está o País.

    O PS tem, também, grande responsabilidade na situação actual.

    O PS só utiliza o SOCIALISMO no nome do partido, quanto ao resto é um grande dinamizador e implementador da política de direita.

    Quanto a Passos Coelho, será que concorda com a questão de fundo no que diz respeito às atitudes que os seus amigos tiveram e têm, em beneficio próprio, e contra os Portugueses?

    Porque é que ele, por exemplo, não exige que a burla cometida no BPN, e que custou milhões aos Portugueses, tenha consequências sobre os verdadeiros responsáveis dessa burla, e que ele tão bem conhece?

    O montante do desvio atribuído a Oliveira e Costa, Luís Caprichoso, Francisco Sanches e Vaz Mascarenhas é algo de tão elevado, que só a sua comparação com coisas palpáveis nos pode dar uma ideia da sua grandeza.

    Com 9.710.539.940,09 € (NOVE MIL SETECENTOS E DEZ MILHÕES DE EUROS.....)

    Poderíamos comprar 48 aviões Airbus A380 (o maior avião comercial do mundo);

    Comprar 16 plantéis de futebol iguais ao do Real Madrid;

    Construir 7 TGV de Lisboa a Gaia;

    Construir 5 pontes para travessia do Tejo;

    Construir 3 aeroportos como o de Alcochete.

    Para transportar os 9,7 MIL MILHÕES DE EUROS seriam necessárias 4.850 carrinhas de transporte de valores!

    Distribuído pelos 10 milhões de portugueses, caberia a cada um cerca de 971 € !!!

    Deste modo pergunto, os Dias Loureiro e os Arlindos de Carvalho deviam ser, verdadeiramente, criminalizados?

    Mas não era a isto que Passos Coelho estava a referir-se… bem sei…

    Pois foram estes que o fizeram chegar, ao patamar que ele chegou…

    6 de novembro de 2010

    Sabem qual é neste momento, o plantel mais caro em Portugal?

    BENFICA???... SPORTING???... PORTO???...

    Nãooooooooooooo!!!!

    Estão absolutamente enganados!!!

    É ESTE
    Não "jogam" nada; esbanjam as oportunidades; ganham demasiado para aquilo que roduzem; e a cláusula de rescisão é elevadíssima!

    E ainda roubam o próprio clube. E ainda..... a lista dos suplentes...

    (PODE NÃO PARECER, MAS SÃO VALORES MENSAIS!!!!....)

    -Mata da Costa: Presidente dos CTT, 200.200 Euros
    -Carlos Tavares: CMVM, 245.552 Euros
    -António Oliveira Fonseca: Metro do Porto, 96.507 Euros
    -Guilhermino Rodrigues: ANA, 133.000 Euros
    -Fernanda Meneses: STCP, 58.859 Euros
    -José Manuel Rodrigues: Carris 58.865 Euros
    -Joaquim Reis: Metro de Lisboa, 66.536 Euros -
    -Vítor Constâncio: Banco de Portugal, 249.448 Euros (este já foi para um tacho ainda melhor)
    -Luís Pardal: Refer, 66.536 Euros
    -Amado da Silva: Anacom, Autoridade Reguladora da Comunicação Social, ex-chefe de gabinete de Sócrates, 224.000 Euros
    -Faria de Oliveira: CGD, 371.000 Euros
    -Pedro Serra: AdP, 126.686 Euros
    -José Plácido Reis: Parpública, 134.197 Euros
    -Cardoso dos Reis: CP, 69.110 Euros
    -Vítor Santos: ERSE, Entidade Reguladora da Energia, 233.857 Euros
    -Fernando Nogueira: ISP, Instituto dos Seguros de Portugal, 247.938 euros
    -Guilherme Costa: RTP, 250.040 Euros
    -Afonso Camões: Lusa, 89.299 Euros
    -Fernando Pinto: TAP, 420.000 Euros
    -Henrique Granadeiro: PT, 365.000 Euros

    E ainda faltam as Estradas de Portugal, EDP, Brisa, Petrogal, todas as outras Observatórios e reguladoras ... Vilanagem É um fartar enfim!

    E pedem contenção!! Imaginem o que é pagar um Subsídio de férias ou de Natal a estes senhores:''Tome lá meu caro amigo 350.000€ para passar férias ou fazer compras de Natal''.

    E pagar-lhes esta reforma ... É no mínimo imoral e no máximo corrupção à sombra da lei ...

    Até porque estes cargos não são para técnicos, Mas são de nomeação política .. É isto que lhes retira toda e qualquer credibilidade junto do povo e dos quadros técnicos.

    OS NOSSOS IMPOSTOS ALIMENTAM ESTE BANQUETE, ONDE A CRISE NÃO BATE À PORTA E Onde há aumentos PARA SEMPRE Amigos


    Já agora, vejam a que partidos pertencem...

    5 de novembro de 2010

    Perguntas de um trabalhador que lê


    Quem construiu a Tebas das sete portas?
    Nos livros constam os nomes dos reis.

    Os reis arrastaram os blocos de pedra?

    E a Babilônia tantas vezes destruída

    quem a ergueu outras tantas?

    Em que casas de Lima radiante de ouro

    moravam os construtores?
    Para onde foram pedreiros

    na noite em que ficou pronta a Muralha da China?

    A grande Roma está cheia de arcos de triunfo.

    Quem os levantou? Sobre quem triunfaram os césares?

    A decantada Bizâncio só tinha palácios

    para seus habitantes?

    Mesmo na legendária Atlântida,

    na noite em que o mar a engoliu,

    os que se afogavam gritavam pelos seus escravos.

    O jovem Alexandre conquistou a Índia.

    Ele sozinho?

    César bateu os gauleses.

    Não tinha pelo menos um cozinheiro junto consigo?

    Felipe da Espanha chorou quando sua Armada naufragou.

    Ninguém mais chorou?

    Frederico II venceu a Guerra dos Sete Anos.

    Quem venceu, além dele?

    Uma vitória em cada página.

    Quem cozinhava os banquetes da vitória?

    Um grande homem a cada dez anos.

    Quem pagava suas despesas?

    Tantos relatos.

    Tantas perguntas.

    Bertold Bretch