9 de setembro de 2010
Só de Sacanagem
Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais.
Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração tá no escuro.
A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam:
- Não roubarás!
- Devolva o lápis do coleguinha!
- Esse apontador não é seu, minha filha!
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar, e sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda eu vou ficar. Só de sacanagem!
Dirão:
- Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba.
E eu vou dizer:
- Não importa! Será esse o meu carnaval. Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos. Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau.
Dirão:
- É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal.
E eu direi:
- Não admito! Minha esperança é imortal!
E eu repito, ouviram?
IMORTAL!!!
Sei que não dá para mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final.
Ana Carolina
8 de setembro de 2010
Este mundo é um mistério

Um grupo de extraterrestres visitou recentemente o nosso planeta. Eles queriam conhecer-nos, por pura curiosidade ou quem sabe com ocultas intenções.
Os extraterrestres começaram onde tinham que começar. Iniciaram sua exploração estudando o país que é o número um em tudo, número um até nas linhas telefónicas internacionais: o poder obedecido, o paraíso invejado, o modelo que o mundo inteiro imita. Começaram por aí, tentando entender o manda-mais para depois entender todos os demais.
Chegaram em tempo de eleições. Os cidadãos acabavam de votar e o prolongado acontecimento havia mantido todo o mundo em suspenso, como se se houvesse eleito o presidente do planeta.
A delegação extraterrestre foi recebida pelo presidente cessante. A entrevista foi no Salão Oval da Casa Branca, agora reservado exclusivamente aos visitantes do espaço sideral para evitar escândalos. O homem que estava a concluir o seu mandato respondeu, sorrindo, às perguntas.
Os extraterrestres queriam saber se no país vigorava um sistema de partido único, porque eles só haviam ouvido dois candidatos na televisão, e ambos diziam o mesmo.
Mas tinham, também outras inquietações:
Por que demoraram mais de um mês para contar os votos? Aceitariam os senhores a nossa ajuda para superar este atraso tecnológico?
Por que sempre vota apenas a metade da população adulta? Por que a outra metade nunca se dá a esse trabalho?
Por que ganha o que chega em segundo lugar? Por que perde o candidato que tem 328 696 votos de vantagem? Não é a democracia o governo da maioria?
E outro enigma os preocupava: Por que os outros países aceitam que este país os examine quanto à democracia, lhes dite normas e lhes fiscalize as eleições? Será porque este país os castiga quando não se portam como devem?
As respostas deixaram-nos ainda mais perplexos.
Mas continuaram a perguntar.
Aos geógrafos: Por que se chama América este país que é um dentre muitos do continente americano?
Aos dirigentes desportivos: Por que se chama Campeonato Mundial ("World Series") o torneio nacional de beisebol?
Aos chefes militares: Por que o Ministério da Guerra se chama Secretaria da Defesa, num país que nunca foi bombardeado nem invadido por ninguém?
Aos sociólogos: Por que uma sociedade tão livre tem a maior quantidade de presos no mundo?
Aos psicólogos: "Por que uma sociedade tão sadia ingere a metade dos psicofármacos que o planeta fabrica?
Aos dietistas: "Por que tem a maior quantidade de obesos este país que dita o menu dos demais países?
Se os extraterrestres fossem simples terrestres, esta absurda bateria de perguntas teria acabado mal. No melhor dos casos, teriam batido com a porta nas suas caras. Toda tolerância tem limites. Mas eles continuaram a bisbilhotar, sem qualquer suspeita de impertinência, má educação ou azedume.
E perguntaram aos estrategistas da política externa: Se os senhores estão ameaçados por inimigos terroristas, como o Iraque, o Irão e a Líbia, porque votaram junto com o Iraque, o Irão e a Líbia contra a criação do Tribunal Penal Internacional, criado para castigar o terrorismo?
E também quiseram saber: Se os senhores têm aqui, muito perto, uma ilha onde estão à vista os horrores do inferno comunista, por que não organizam excursões ao invés de proibir as viagens?
E aos que firmaram o tratado de livre comércio: Se agora a fronteira com o México está aberta, por que morre mais de um trabalhador braçal por dia tentando atravessá-la?
E aos especialistas em direito trabalhista: Por que a MacDonald's e a Wal-Mart proíbem os sindicatos aqui e em todos os países onde operam?
E aos economistas: "Por que, se a economia duplicou nos últimos vinte anos, a maioria dos trabalhadores ganha menos que antes e trabalha mais horas?
Ninguém negava resposta a estes seres estranhos, que continuavam com os seus disparates.
E perguntavam aos responsáveis pela saúde pública: Por que proíbem que as pessoas fumem, quando os automóveis e as fábricas fumam livremente?
E ao general que dirige a guerra contra as drogas: Por que os cárceres estão cheios de drogados e vazios de banqueiros lavadores de narcodólares?
E aos dirigentes do Fundo Monetário e do Banco Mundial: Se este país tem a dívida externa mais alta do planeta, e deve mais que todos os demais, por que os senhores não o obrigam nem a cortar as suas despesas públicas nem a eliminar os seus subsídios? Será para serem corteses com os vizinhos?
E aos politólogos: "Por que aqueles que aqui governam falam sempre de paz, enquanto este país vende a metade das armas de todas as guerras?
E aos especialistas em meio ambiente: Por que os que aqui governam falam sempre do futuro do mundo, enquanto este país gera a metade da poluição que está a acabar com o futuro do mundo?
Quanto mais explicações recebiam, menos entendiam. Pouco durou a expedição. Os extraterrestres começaram sua visita pela potência dominante, e aí terminaram. A normalidade do poder não estava ao alcance daqueles turistas.
Eduardo Galeano
Os extraterrestres começaram onde tinham que começar. Iniciaram sua exploração estudando o país que é o número um em tudo, número um até nas linhas telefónicas internacionais: o poder obedecido, o paraíso invejado, o modelo que o mundo inteiro imita. Começaram por aí, tentando entender o manda-mais para depois entender todos os demais.
Chegaram em tempo de eleições. Os cidadãos acabavam de votar e o prolongado acontecimento havia mantido todo o mundo em suspenso, como se se houvesse eleito o presidente do planeta.
A delegação extraterrestre foi recebida pelo presidente cessante. A entrevista foi no Salão Oval da Casa Branca, agora reservado exclusivamente aos visitantes do espaço sideral para evitar escândalos. O homem que estava a concluir o seu mandato respondeu, sorrindo, às perguntas.
Os extraterrestres queriam saber se no país vigorava um sistema de partido único, porque eles só haviam ouvido dois candidatos na televisão, e ambos diziam o mesmo.
Mas tinham, também outras inquietações:
Por que demoraram mais de um mês para contar os votos? Aceitariam os senhores a nossa ajuda para superar este atraso tecnológico?
Por que sempre vota apenas a metade da população adulta? Por que a outra metade nunca se dá a esse trabalho?
Por que ganha o que chega em segundo lugar? Por que perde o candidato que tem 328 696 votos de vantagem? Não é a democracia o governo da maioria?
E outro enigma os preocupava: Por que os outros países aceitam que este país os examine quanto à democracia, lhes dite normas e lhes fiscalize as eleições? Será porque este país os castiga quando não se portam como devem?
As respostas deixaram-nos ainda mais perplexos.
Mas continuaram a perguntar.
Aos geógrafos: Por que se chama América este país que é um dentre muitos do continente americano?
Aos dirigentes desportivos: Por que se chama Campeonato Mundial ("World Series") o torneio nacional de beisebol?
Aos chefes militares: Por que o Ministério da Guerra se chama Secretaria da Defesa, num país que nunca foi bombardeado nem invadido por ninguém?
Aos sociólogos: Por que uma sociedade tão livre tem a maior quantidade de presos no mundo?
Aos psicólogos: "Por que uma sociedade tão sadia ingere a metade dos psicofármacos que o planeta fabrica?
Aos dietistas: "Por que tem a maior quantidade de obesos este país que dita o menu dos demais países?
Se os extraterrestres fossem simples terrestres, esta absurda bateria de perguntas teria acabado mal. No melhor dos casos, teriam batido com a porta nas suas caras. Toda tolerância tem limites. Mas eles continuaram a bisbilhotar, sem qualquer suspeita de impertinência, má educação ou azedume.
E perguntaram aos estrategistas da política externa: Se os senhores estão ameaçados por inimigos terroristas, como o Iraque, o Irão e a Líbia, porque votaram junto com o Iraque, o Irão e a Líbia contra a criação do Tribunal Penal Internacional, criado para castigar o terrorismo?
E também quiseram saber: Se os senhores têm aqui, muito perto, uma ilha onde estão à vista os horrores do inferno comunista, por que não organizam excursões ao invés de proibir as viagens?
E aos que firmaram o tratado de livre comércio: Se agora a fronteira com o México está aberta, por que morre mais de um trabalhador braçal por dia tentando atravessá-la?
E aos especialistas em direito trabalhista: Por que a MacDonald's e a Wal-Mart proíbem os sindicatos aqui e em todos os países onde operam?
E aos economistas: "Por que, se a economia duplicou nos últimos vinte anos, a maioria dos trabalhadores ganha menos que antes e trabalha mais horas?
Ninguém negava resposta a estes seres estranhos, que continuavam com os seus disparates.
E perguntavam aos responsáveis pela saúde pública: Por que proíbem que as pessoas fumem, quando os automóveis e as fábricas fumam livremente?
E ao general que dirige a guerra contra as drogas: Por que os cárceres estão cheios de drogados e vazios de banqueiros lavadores de narcodólares?
E aos dirigentes do Fundo Monetário e do Banco Mundial: Se este país tem a dívida externa mais alta do planeta, e deve mais que todos os demais, por que os senhores não o obrigam nem a cortar as suas despesas públicas nem a eliminar os seus subsídios? Será para serem corteses com os vizinhos?
E aos politólogos: "Por que aqueles que aqui governam falam sempre de paz, enquanto este país vende a metade das armas de todas as guerras?
E aos especialistas em meio ambiente: Por que os que aqui governam falam sempre do futuro do mundo, enquanto este país gera a metade da poluição que está a acabar com o futuro do mundo?
Quanto mais explicações recebiam, menos entendiam. Pouco durou a expedição. Os extraterrestres começaram sua visita pela potência dominante, e aí terminaram. A normalidade do poder não estava ao alcance daqueles turistas.
Eduardo Galeano
2 de setembro de 2010
Francisco Lopes candidato a Presidente da Republica

Infelizmente existem muitos “dizentes” que falam de tudo e contra tudo o que pode abanar a sua consciência… Têm medo de terem que reflectir sobre algo que vá gerar conflitos com a sua dita consciência, actual, e depois como é?
São estes “dizentes” que se vissem apresentada a candidatura do Rato Mickey (banda desenhada), iriam bater palmas e encherem páginas e páginas de elogios a essa candidatura.
Mas o que iria acontecer, o Rato Mickey até podia ganhar as eleições, pois todos o conhecem; Os jornais todos os dias iriam falar dele, as televisões fariam grandes reportagens e diriam este sim é um bom candidato, é um candidato de grande valor (deveriam estar a referir-se ao pormenor do desenho).
No entanto o que iria mudar depois das eleições?
Nada… continuaria a miséria intelectual e física que se encontra instalada neste sistema.
E durante o período eleitoral o que aconteceria?
Nada… falava-se no traço do desenho, nas orelhas, na cor…
Mas da realidade nada se falaria,
Não se discutiria os problemas que existem na nossa sociedade, na miséria, na fome, na falta de emprego, nos despedimentos ilegais (mesmo havendo um código de trabalho que lesa os direitos dos trabalhadores, que foi aprovado pelos apoiantes destes Ratos Mickey`s e que foi promulgado pelo actual e talvez candidato à Presidência da Republica);
Não se falava nas condições do sistema de saúde, da educação;
Não se falaria nos milhões gastos, pelo Estado, a financiar o sistema privado enquanto o sistema público é deixado a cair de “podre”…
Pois é… Mas não podemos, nem vamos fazer a vontade ao Rato Mickey e aos seus apoiantes, pois por muito que goste de banda desenhada, a minha consciência não deixa que eu adormeça, em vez de contribuir para o esclarecimento e denuncia de um sistema que está a obrigar a maioria a simplesmente sobreviver, em vez de viverem como têm direito;
Já para não falar dos que nem a sobreviverem tem direito… e morrem com fome e por falta de assistência médica, enquanto outros vêm a sua conta bancária a aumentar astronomicamente, e enviam milhões para offshore`s (paraísos fiscais).
Quanto ao meu candidato, Francisco Lopes, os ditos “dizentes” não se preocupem porque ele é candidato de consciência com os princípios da verdadeira esquerda.
Eles que não tenham medo porque ele não possui nenhuma doença contagiosa, pois que eu saiba o alertar, informar, e denunciar as atrocidades que se mantêm para que este sistema mantenha-se, não é doença;
E o ganhar consciência para a realidade, por parte das pessoas menos atentas, também não é doença…
Quanto à consciência pesada destes “dizentes” e dos seus donos, é que já tenho duvidas se é considerado doença… e de que foro…
Quanto a mim e a muitos mais… iremos ajudar o Francisco Lopes a fazer chegar a sua mensagem ao maior número possível de pessoas.
Essa mensagem será da realidade e da explicação do que motiva-nos a ser verdadeiramente de esquerda.
1 de setembro de 2010
31 de agosto de 2010
ESTÁ TUDO BEM...

Hoje em dia diz-se mal de muita coisa, mas sem que seja dito onde reside o verdadeiro problema…
Sendo que este dizer mal, e a forma como é feito só vem beneficiar aqueles de que se diz mal e o aparelho implementado, que implementou aquilo de que se diz mal…
Sendo que este dizer mal, e a forma como é feito só vem beneficiar aqueles de que se diz mal e o aparelho implementado, que implementou aquilo de que se diz mal…
Podemos dar um exemplo concreto:
O regime implementado deixa que durante anos e anos uma determinada escola vá apodrecendo…
Este mal dizentes, limitam-se a dizer que a escola está a cair e que é perigoso, etc… etc…
Estes mal dizentes, deviam, era, denunciar que estão a deixar apodrecer determinada escola, para a seguir terem um pretexto para a fechar, pois irão alegar que essa escola não tem condições de segurança e que é preciso fechar…
E que este é “um meio de acabarem” com a educação pública….
Mas estes ditos “mal dizentes” ficam contentes só porque tanto alarido fizeram que a escola encerrou, pensam eles é claro, enquanto o sistema implementado esfrega as mãos de contente, pois fecharam uma escola, e assim sobra-lhes, ainda mais, dinheiro para o estado financiar os privados, e “os mal dizentes” deixaram de dizer mal, calaram-se… pois não lhes restam mais reivindicações, atendendo a que a única reivindicação era a escola estava a apodrecer… e se fechou para eles o problema ficou resolvido.
Enquanto aqueles que reivindicam que este sistema só está a dar cabo da educação pública, através do encerramento das escolas, escamoteados através de diversos pretextos, passam a ser os estúpidos…. Pois não havia razão para deixar-se uma escola apodrecida aberta; Fazer obras agora não compensa, pois ficariam muito caras…
Sendo que a definição de caro ficaria ao critério do sistema implementado, é claro.
Isto não acontece só com a educação, acontece com a saúde, a justiça, etc…
No que diz respeito à justiça:
Esses tais mal dizentes nem falam, pois acham muito inovador e de uma inteligência sobrenatural, andarem a construir edifícios para serem instalados os tribunais, em terrenos públicos. Pois a construção é feita à conta dos “bonzinhos” dos grupos económicos, ligados à construção civil…
Sim, à conta dos “bonzinhos”.
São estes grupos económicos que financiam e oferecem a construção dos edifícios nesses terrenos públicos.
Ai está porque são, cada vez mais, considerados grupos económicos com boas práticas para a sociedade, e merecedores de medalhas de grandes benfeitores para a sociedade Portuguesa.
E o que lucram com isto tudo, não é quase nada…
Ao longo vários anos recebem umas rendinhas mensais que oscilam entre 600 mil euros a um milhão, e após o prazo de por volta de 30 anos, ainda fazem o sacrifício de ficarem proprietários do edifício em causa e dos terrenos que eram públicos; Que eram um encargo muito grande manter como públicos, sim um encargo enorme…
Pois é, ainda por cima, ficam com um edifício que sofreu obras e manutenção feitas por eles, ou alguém familiar, e que foram pagas simbolicamente pelo estado, segundo os critérios do sistema implementado, e com acessória destes grupos “bonzinhos”.
Ainda dizem que não existem boas práticas e solidariedade em Portugal…
Desde que o dinheiro do estado não seja gasto na educação publica, na saúde publica, no apoio a quem mais precisa (através da segurança social), na verdadeira justiça… e seja gasto a financiar os negócios privados de quem mais lucra…
ESTÁ TUDO BEM
30 de agosto de 2010
27 de agosto de 2010
Presidenciais 2011
É necessário demonstrar que a alternativa não passa por mudar o disco, para de seguida tocar a mesma música. Musica que tem como fundamental o enriquecimento de meia dúzia, à custa da exploração de milhões.
É necessário que as consciências progridam, e deixem de pactuar com a exploração do homem pelo homem, utilizando argumentos que só são admissíveis para quem não faz da razão uma forma de estar para com os seus iguais, mas prefiram utilizar "os vendedores da banha da cobra" para escamotearem as verdadeiras razões dessas opções, e que mantêm a carneirada alinhada... mesmo quando essa carneirada faz sacrifícios e passa fome.
Todos os momentos são bons para denunciar este sistema e lutar contra ele, e o candidato do PCP às Presidenciais 2011, Francisco Lopes, é um excelente lutador.
Que seja alcançado o objectivo, que é o esclarecimento e a denúncia do sistema implementado, e os seus ideólogos.
Só assim o caminho actual poderá ser mudado…
É necessário que as consciências progridam, e deixem de pactuar com a exploração do homem pelo homem, utilizando argumentos que só são admissíveis para quem não faz da razão uma forma de estar para com os seus iguais, mas prefiram utilizar "os vendedores da banha da cobra" para escamotearem as verdadeiras razões dessas opções, e que mantêm a carneirada alinhada... mesmo quando essa carneirada faz sacrifícios e passa fome.
Todos os momentos são bons para denunciar este sistema e lutar contra ele, e o candidato do PCP às Presidenciais 2011, Francisco Lopes, é um excelente lutador.
Que seja alcançado o objectivo, que é o esclarecimento e a denúncia do sistema implementado, e os seus ideólogos.
Só assim o caminho actual poderá ser mudado…
23 de agosto de 2010
Divulgar este estudo é combater a propaganda das petrolíferas para tornar "aceitaveis" os preços que cobram

A GALP Energia divulgou em Julho de 2010 os resultados referentes ao 1º semestre. E segundo eles, os lucros da empresa aumentaram 91% no 1º semestre de 2010, relativamente ao período homólogo de 2009, o que é escândalo. E isto porque essa subida resulta, por um lado, de uma manipulação contabilística feita pela empresa para poder vender mais caro e, por outro lado, de preços superiores aos da maioria dos países da UE27. É isso que Eugenio Rosa prova no seu estudo.
12 de agosto de 2010
Existe algo que está aqui ao contrário…
Quando se defende e reivindica-se para que os médicos possam passar na privada exames comparticipados, existe algo que está aqui ao contrário…
O que se devia reivindicar era o direito a ter-se assistência médica publica para todos, e quando é preciso.
Devia-se exigir que houvesse condições nos hospitais públicos, nos postos de saúde, etc… para terem médicos suficientes, e pagos devidamente para os Portugueses possuírem condições de acesso a um bem fundamental que é a saúde…
Quando se diz que os hospitais públicos gastam mais meios do estado, do que meter os Portugueses a recorrerem aos ditos hospitais semi-públicos e privados, é uma burla…
Basta ver os subsídios que o estado paga a esses hospitais, basta ver o que o estado paga de contribuições a esses hospitais pelo atendimento dos Portugueses, basta ver o que a ADSE paga a esses hospitais, e muito mais…
Por algum motivo, quando os hospitais, clínicas e outros privados não possuem acordos com o estado, estão às moscas… Ou seja existem privados, mas só existe porque o estado paga para eles existirem, e bem…
Vejamos a ADSE, porque é que um utente da ADSE se for a um privado paga uma média de € 3,00 por consulta, mas se esse mesmo utente for a uma consulta de um hospital público paga € 6,00? É mesmo para afugentar estes e outros utentes para o privado…
O que se deve exigir é meios para os utentes serem tratados devidamente, nos hospitais públicos… pois o estado poupa muito dinheiro.
O que se está a passar é deixar a “casa a apodrecer” para depois acabar com ela dizendo que não existem condições de habitabilidade.
Por algum motivo, quando alguém entra com alguma doença grave em um “hospital privado”, a seguir é logo transferido para um publico… pois as capacidades de tratamento são muito mais eficazes e tratamentos caros “nos hospitais privados” é para esquecer… pois estes existem para ganhar dinheiro, e não para “obra social”.
Se acabarem os hospitais públicos, para onde enviam estes doentes? Para o cemitério de certeza…
O que se devia reivindicar era o direito a ter-se assistência médica publica para todos, e quando é preciso.
Devia-se exigir que houvesse condições nos hospitais públicos, nos postos de saúde, etc… para terem médicos suficientes, e pagos devidamente para os Portugueses possuírem condições de acesso a um bem fundamental que é a saúde…
Quando se diz que os hospitais públicos gastam mais meios do estado, do que meter os Portugueses a recorrerem aos ditos hospitais semi-públicos e privados, é uma burla…
Basta ver os subsídios que o estado paga a esses hospitais, basta ver o que o estado paga de contribuições a esses hospitais pelo atendimento dos Portugueses, basta ver o que a ADSE paga a esses hospitais, e muito mais…
Por algum motivo, quando os hospitais, clínicas e outros privados não possuem acordos com o estado, estão às moscas… Ou seja existem privados, mas só existe porque o estado paga para eles existirem, e bem…
Vejamos a ADSE, porque é que um utente da ADSE se for a um privado paga uma média de € 3,00 por consulta, mas se esse mesmo utente for a uma consulta de um hospital público paga € 6,00? É mesmo para afugentar estes e outros utentes para o privado…
O que se deve exigir é meios para os utentes serem tratados devidamente, nos hospitais públicos… pois o estado poupa muito dinheiro.
O que se está a passar é deixar a “casa a apodrecer” para depois acabar com ela dizendo que não existem condições de habitabilidade.
Por algum motivo, quando alguém entra com alguma doença grave em um “hospital privado”, a seguir é logo transferido para um publico… pois as capacidades de tratamento são muito mais eficazes e tratamentos caros “nos hospitais privados” é para esquecer… pois estes existem para ganhar dinheiro, e não para “obra social”.
Se acabarem os hospitais públicos, para onde enviam estes doentes? Para o cemitério de certeza…
O GRANDE LIDER...
Por vezes quando vou, descansadamente, nos transportes públicos fico estupefacto com o que as pessoas dizem, e parto do principio que pensam…
Pessoas que elogiam à “boca cheia” outras pessoas que impõem politicas em benefício de quem explora estes mesmos “iluminados”, que proferem os elogios em causa.
É motivo para dizer… pai perdoa-lhes as suas capacidades limitadas que são fruto dos teus erros…
Para tristeza minha, existem trabalhadores que trabalham para sobreviver, e que pouco mais têm do que o suficiente para saciarem a sua fome… que contribuem através dos seus actos e palavras para a continuação da exploração de quem só possui a sua força de trabalho para sobreviver…
São pessoas que já não sabem o que é viver, limitam-se a sobreviver… e no dia que tiverem oportunidade para viver morrem, porque já não sabem viver sem sofrer…
Pessoas que elogiam à “boca cheia” outras pessoas que impõem politicas em benefício de quem explora estes mesmos “iluminados”, que proferem os elogios em causa.
É motivo para dizer… pai perdoa-lhes as suas capacidades limitadas que são fruto dos teus erros…
Para tristeza minha, existem trabalhadores que trabalham para sobreviver, e que pouco mais têm do que o suficiente para saciarem a sua fome… que contribuem através dos seus actos e palavras para a continuação da exploração de quem só possui a sua força de trabalho para sobreviver…
São pessoas que já não sabem o que é viver, limitam-se a sobreviver… e no dia que tiverem oportunidade para viver morrem, porque já não sabem viver sem sofrer…
4 de agosto de 2010
Impostos: Mais-valias da PT baixavam défice

Os comunistas fizeram as contas e se a Portugal Telecom pagasse impostos sobre as mais-valias pela venda da brasileira Vivo à espanhola Telefónica seria possível a descida de um ponto percentual no défice público. Quem o disse foi o deputado Agostinho Lopes, que condenou a "fuga ao Fisco" provocada pelos "buracos na legislação."
"A aplicação da taxa à mais-valia efectuada pela PT, os seis mil milhões de euros, permitiria obter qualquer coisa como 1290 milhões de euros, ou seja, o Estado podia, por esta via, descer o défice em um ponto percentual, de 9,2 por cento para cerca de 8,3 por cento", afirmou o deputado.
O PCP volta, por isso, a desafiar o Governo a usar a golden share que tem na PT, liderada por Zeinal Bava, para que "este dividendo extraordinário seja aplicado fundamentalmente em investimentos no território nacional e na amortização da dívida da empresa".
Já a Associação de Investidores e Analistas Técnicos do Mercado de Capitais (ATM) critica, em comunicado, a intervenção do Governo no processo de venda da Vivo, acusando o Executivo de ter pressionado a entrada da PT na Oi a um preço elevado".
4 AGOSTO 2010 (CM)
"A aplicação da taxa à mais-valia efectuada pela PT, os seis mil milhões de euros, permitiria obter qualquer coisa como 1290 milhões de euros, ou seja, o Estado podia, por esta via, descer o défice em um ponto percentual, de 9,2 por cento para cerca de 8,3 por cento", afirmou o deputado.
O PCP volta, por isso, a desafiar o Governo a usar a golden share que tem na PT, liderada por Zeinal Bava, para que "este dividendo extraordinário seja aplicado fundamentalmente em investimentos no território nacional e na amortização da dívida da empresa".
Já a Associação de Investidores e Analistas Técnicos do Mercado de Capitais (ATM) critica, em comunicado, a intervenção do Governo no processo de venda da Vivo, acusando o Executivo de ter pressionado a entrada da PT na Oi a um preço elevado".
4 AGOSTO 2010 (CM)
28 de julho de 2010
Janela sobre as ditaduras invisíveis
A mãe abnegada exerce a ditadura da obrigação
O amigo solícito exerce a ditadura do favor
A caridade exerce a ditadura da divida
A liberdade de mercado permite-te aceitar os preços que te impõem
A liberdade de opinião permite-te escutar os que opinam em teu nome
A liberdade de eleição permite-te escolher o molho, com que vais ser comido
Eduardo Galeano
O amigo solícito exerce a ditadura do favor
A caridade exerce a ditadura da divida
A liberdade de mercado permite-te aceitar os preços que te impõem
A liberdade de opinião permite-te escutar os que opinam em teu nome
A liberdade de eleição permite-te escolher o molho, com que vais ser comido
Eduardo Galeano
18 de julho de 2010
Um dia, mais tarde ou mais cedo, vai saber-se que a crise actual foi decidida num dos muitos centros de poder oculto espalhados pelo mundo.

Um dia, alguém tem acesso a documentos de uma reunião de um clube privado tipo Bilderberg, a uma inconfidência por parte de uma fonte género Trilateral, a uma acta redigida e assinada por mãos invisíveis, e lá virá a lume a criação e implantação de uma estratégia da crise para acabar de vez com os direitos conquistados pelos assalariados desde a revolução industrial, para exterminar os direitos humanos de cariz social.
Porque quanto a esta crise as informações mais recentes revelam que a par da extinção de milhões de empregos e postos de trabalho, do aumento brutal do desemprego e da precariedade, do congelamento ou mesmo da redução de salários e pensões, do extermínio de subsídios sociais, do empobrecimento geral das classes média e média baixa, a par de toda esta desolação que se abateu sobre o mundo, "o que os mercados e a economia destruíram em 2008 foi reconstruído em 2009". E assim, nos termos do relatório mundial de riqueza, elaborado pelo Merrill Lynch e pela Capgemini, não só passou a haver mais ricos no mundo, como as fortunas dos mais ricos dispararam em plena crise. E desse modo, o número de particulares com grandes fortunas aumentou 17,1%, para dez milhões de pessoas, em 2009 face ao ano anterior. E a riqueza das dez milhões de pessoas com mais de um milhão de dólares para investir subiu 18,9% para os 39 biliões de dólares em 2009.
Um dia, mais cedo ou mais tarde, alguém vai desvendar o mistério. Resta saber se a descoberta ainda virá a tempo da época da liberdade de expressão e de imprensa, ou se esse tipo de direitos também já terá sido arrastado na enxurrada da "mudança dos tempos".
joaopaulo.guerra@economico.pt
Porque quanto a esta crise as informações mais recentes revelam que a par da extinção de milhões de empregos e postos de trabalho, do aumento brutal do desemprego e da precariedade, do congelamento ou mesmo da redução de salários e pensões, do extermínio de subsídios sociais, do empobrecimento geral das classes média e média baixa, a par de toda esta desolação que se abateu sobre o mundo, "o que os mercados e a economia destruíram em 2008 foi reconstruído em 2009". E assim, nos termos do relatório mundial de riqueza, elaborado pelo Merrill Lynch e pela Capgemini, não só passou a haver mais ricos no mundo, como as fortunas dos mais ricos dispararam em plena crise. E desse modo, o número de particulares com grandes fortunas aumentou 17,1%, para dez milhões de pessoas, em 2009 face ao ano anterior. E a riqueza das dez milhões de pessoas com mais de um milhão de dólares para investir subiu 18,9% para os 39 biliões de dólares em 2009.
Um dia, mais cedo ou mais tarde, alguém vai desvendar o mistério. Resta saber se a descoberta ainda virá a tempo da época da liberdade de expressão e de imprensa, ou se esse tipo de direitos também já terá sido arrastado na enxurrada da "mudança dos tempos".
joaopaulo.guerra@economico.pt
Ver notícia no Económico
Estado da Nação
"Num momento em que se avolumam os perigos e se compromete o futuro do pais, nos reafirmamos que há outras soluções e um outro caminho capaz de relançar o país na direcção do desenvolvimento económico e social."
Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP
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