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2 de fevereiro de 2011

Deolinda - Parva que sou



"Parva que sou" - Deolinda

Música e letra: Pedro da Silva Martins

Sou da geração sem-remuneração
e nem me incomoda esta condição...
Que parva que eu sou...

Porque isto está mau e vai continuar
já é uma sorte eu poder estagiar
Que parva que eu sou....

e fico a pensar
que mundo tão parvo
onde para ser escravo
é preciso estudar...

Sou da geração casinha-dos-pais
Se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou...

Filhos, marido, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou...

e fico a pensar
que mundo tão parvo
onde para ser escravo
é preciso estudar...

Sou da geração vou-queixar-me-pra-quê?
Há alguém bem pior do que eu na TV
Que parva que eu sou...

Sou da geração eu-já-não-posso-mais-Que-esta-situação-dura-há-tempo-de-mais!
e parva eu não sou!!!

e fico a pensar
que mundo tão parvo
onde para ser escravo
é preciso estudar...

24 de dezembro de 2010

Presidente Cavaco Silva, tenha vergonha…


Vendeu o sector produtivo português em troca de uns subsídios, para uma minoria;

Facilitou e impulsionou a privatização dos serviços públicos que são essenciais para a sobrevivência dos trabalhadores Portugueses.

Os trabalhadores para sobreviverem têm que pagar estes bens essenciais, como se de ricos tratassem. Para que os seus amigos enriqueçam cada vez mais, aumentando, diariamente, os seus lucros sobre os lucros;

Muito mais havia para dizer e demonstrar que V. Exa. é um dos grandes criminosos que contribuíram para a fome e a miséria que alastra no nosso Pais. Ao mesmo tempo que meia dúzia que lucrou com os seus actos, e retribuíram pagando campanhas e outros dividendos, estão a aumentar a sua riqueza a um ritmo alucinante.

A Alemanha também está-lhe muito agradecida, pois com o enterro do nosso sector produtivo, eles lucram com as suas exportações para Portugal, enquanto nós vamos estando cada vez mais endividados por causa de termos que comprar ao exterior, o que antes produzíamos…

Esta é a grande e verdadeira razão da nossa crise…

Foram pessoas como o Sr. e como os governos alternativos do PS, PSD e CDS, que puseram o nosso povo na miséria.

Quanto aos trabalhadores Portugueses, está na hora de deixarem a ingenuidade e a pobreza de espírito.

É necessário que os trabalhadores deixem de pactuar com as pessoas e politicas que consistem em fazer da miséria uma forma de vida para os trabalhadores Portugueses; E da luxúria e riqueza uma forma de vida para os banqueiros e todos os seus lacaios.

E não se esqueçam que esta luxúria e riqueza é fruto do trabalho dos Portugueses, porque os banqueiros e seus lacaios nada produzem, mas servem-se do trabalho dos trabalhadores para obterem riqueza e manipular as condições de vida do Povo.

8 de outubro de 2010

Luar Na Lubre

Sara Vidal, a portuguesa que desde 2005 é a voz deste fantástico grupo galego de folk/celta.

Musica Tu gitana, escrita por Zeca Afonso


7 de outubro de 2010

Rondeau des Indes Galantes, Jean-Philippe Rameau (1683-1764)

Seixal...

Há muito tempo que não ia ao Seixal, e hoje proporcionou-se ir jantar a essa bela terra… e que rico jantar.

Recomendo a todos que dêem uma volta pelo Seixal, e vejam na terra que se tornou;

Só não compreendo, como uma ponte que foi destruída há mais de 35 anos e que ligava o Barreiro ao Seixal, em 10 minutos, mantêm-se destruída; Desta forma, uma viagem Barreiro/Seixal que podia durar 10 minutos, é preciso 1 hora para fazer esse mesmo percurso.

Para quem não sabe como e o porquê de ter sido destruída, convido a pesquisarem para saberem a resposta.

Enquanto isso aconselho-vos a visitarem o Seixal e a almoçarem/Jantarem no restaurante da Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense, o lombinho é óptimo, o peixe delicioso… e não é caro…


29 de setembro de 2010

AVE Mundi by Rodrigo Leão

Ave Mundi de Rodrigo Leão cantada por Angela Silva, professora no Coral Luisa Todi em Setúbal

http://www.inimpetus.org/web3/node/11


21 de setembro de 2010

Mercedes Sosa, Volver a los 17

Mercedes Sosa, "La Negra", compositora e revolucionária.

"a voz das maiorias silenciosas" , por dar voz na defesa de quem mais precisa.
"Volver a los 17" é mais uma das suas grandes obras musicais, em parceria com Milton Nascimento.


12 de agosto de 2010

O GRANDE LIDER...

Por vezes quando vou, descansadamente, nos transportes públicos fico estupefacto com o que as pessoas dizem, e parto do principio que pensam…
Pessoas que elogiam à “boca cheia” outras pessoas que impõem politicas em benefício de quem explora estes mesmos “iluminados”, que proferem os elogios em causa.
É motivo para dizer… pai perdoa-lhes as suas capacidades limitadas que são fruto dos teus erros…
Para tristeza minha, existem trabalhadores que trabalham para sobreviver, e que pouco mais têm do que o suficiente para saciarem a sua fome… que contribuem através dos seus actos e palavras para a continuação da exploração de quem só possui a sua força de trabalho para sobreviver…
São pessoas que já não sabem o que é viver, limitam-se a sobreviver… e no dia que tiverem oportunidade para viver morrem, porque já não sabem viver sem sofrer…

24 de maio de 2010

2 de março de 2010

Garota de Ipanema - sem instrumentos musicais

Trata-se da interpretação de Garota de Ipanema, sem o apoio de qualquer instrumento musical de acompanhamento. Tudo é feito apenas com as vozes.
Atenção especial para a "percussão" feita pelo rapaz de camisa azul situado à direita do vídeo.

Garota de Ipanema - sem instrumentos musicais

Trata-se da interpretação de Garota de Ipanema, sem o apoio de qualquer instrumento musical de acompanhamento. Tudo é feito apenas com as vozes.
Atenção especial para a "percussão" feita pelo rapaz de camisa azul situado à direita do vídeo.

JEAN GABIN - Je Sais

25 de dezembro de 2009

Natal


Hoje é dia de Natal.

O jornal fala dos pobres

em letras grandes e pretas,

traz versos e historietas

e desenhos bonitinhos,

e traz retratos também

dos bodos, bodos e bodos,

em casa de gente bem.
Hoje é dia de Natal.
- Mas quando será de todos?

Sidónio Muralha

28 de novembro de 2009

Cantiga do Desemprego - FAUSTO


Fumo um cigarro deitado no mês de Janeiro.
Fecho a cortina da vida, espreguiço em Fevereiro.
E procuro trabalho nesta esperança de Março.
Já me farta tanto Abril e aquilo que não faço.
Espreito por um funil a promessa de Maio,
porque esperar o prometido, nessa já não caio.
Queimo os dias de Junho no sol quente de Julho.
Esfrego as mãos de contente num sorriso de entulho.
Para teu grande desgosto, janto contigo em silêncio
e lentamente esquecido, digo-te adeus em Agosto.
Meu Setembro perdido numa esquina que eu roço.
E penso em Outubro o menos que posso.
Mas quando sinto a verdade daquilo que cansa,
nunca houve vontade do tempo de andança.
E sinto força em Novembro, juro luta em Dezembro.
E sinto força em Novembro, juro luta em Dezembro.

Song of unemployment

I smoke a cigarette on bed in January.
I close the curtain of life, I yawn in February.
And I'm looking for work in the hope of March
April I was tired and I tired not what I do.
I observe through a funnel the promise of May,
because I no longer expect what was promised, that no longer come.
I burn the sunny days of June, in July.
I rub my hands with a smile happy to rubble.
For your great pain, I take dinner with you in silence
and slowly forgotten, I will say goodbye in August.
My September lost in a corner that I grazed.
And I think in October as little as possible.
But when I feel the truth of what I am tired
There has never been the intention of a time wandering.
And I'm Feeling forces in November, I swear to fight in December.
And I'm Feeling forces in November, I swear to fight in December.