Mostrar mensagens com a etiqueta Trabalhadores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Trabalhadores. Mostrar todas as mensagens

12 de maio de 2013

Onde não há Partido



Onde não há Partido - como sucede nos EUA - são os patrões que decidem a agenda e os termos do debate. Expressões como «exploração», «classe» ou «luta» estão banidas do léxico comum. Palavras como «militância» ou «comunismo» estão indelevelmente associadas ao «mal», ao «terrorismo» e às «ditaduras». Porque na língua universal do capitalismo a semântica é um instrumento de opressão e dominação de classe, onde não há Partido Comunista chama-se «cidadania» às contradições insanáveis entre exploradores e explorados, e «comunidade global interdependente» a um mundo saqueado pelo imperialismo e cada dia mais militarizado.
http://www.odiario.info/?p=2861

12 de fevereiro de 2013

Exploração dos trabalhadores

Que existem exploradores dos trabalhadores e que possuem uma "máquina" ao seu dispor para legislar e para oprimir, já nós sabemos... e compreendendo as caracteristicas e motivos de tais exploradores... que são a obtenção do lucro a todo custo e custe a quem custar...

Agora existirem trabalhadores explorados que colaboram com os exploradores contra quem vive da força do seu trabalho... é que já se pode considerar doença mental. Estes trabalhadores colaboracionistas o que fazem é a troco de um pouco de oxigénio fazerem o trabalho sujo destes exploradores.

Mas isto não é novidade, pois nos campos da morte dos nazis... eram os próprios presos que encaminhavam e castigavam os outros presos, na esperança de viverem mais um dia...

O que esquecem-se é que chegará o dia deles...




29 de janeiro de 2013

Metropolitano de Lisboa


Hoje estava a iniciar a minha viagem sossegada e sem percalços no metro (sossegada e descansada, devido a que estando o metro cheio não corremos o risco de cair, temos sempre um corpo para amparar o nosso), e deparo-me com uma informação, afixada na parede, emitida pelos digníssimos “comandantes” do metropolitano.

Por momentos tive um espasmo cerebral, ao imaginar que a digníssima administração do metropolitano estaria a pedir desculpa por ter sistematicamente as escadas rolantes paradas, por avaria ou por opção própria.

Ou que estariam a informar que iam repor, pelo menos, o numero de metropolitanos a circular nas horas de ponte.

Ou que estariam a pedir desculpa pelo preço que cobram pelas viagens. Que iriam diminuir os privilégios que os membros da administração possuem, assim como o valor dos juros que pagam à banca, para aproximarem o preço das viagens de valores mais justos e em conformidade com os vencimentos que os Portugueses usufruem.

Por fim, disse para mim...

Na... eles estão a agradecer aos trabalhadores do metro pelo excelente trabalho que fazem, e que só devido a isso é que o metropolitano funciona e presta um verdadeiro serviço público, exceptuando o preço que custa, aos trabalhadores portugueses, cada viagem e o passe mensal.

De repente o meu espasmo cerebral terminou, e li a informação...

Informação que pedia desculpa aos utentes pelas sucessivas greves que têm afectado o serviço; Greves essas, segundo estes “patrões”, que eram culpa dos sindicatos que com estes actos queriam destruir o excelente serviço que prestam (deviam estar-se a referir ao trabalho dos administradores, pois se querem roubar os trabalhadores é porque eles não merecem o que ganham).

Enfim...

Estes Senhores deviam explicar aos utentes deste serviço público,

porque é que temos idosos, pessoas grávidas e pessoas com crianças ao colo, a subirem dezenas de degraus...

porque temos das viagens mais caras, na Europa...

porque pagam em juros, por volta do triplo do que pagam em salários aos trabalhadores do metro...

porque as sucessivas administrações, nomeadas pelos sucessivos governos PS, PSD e CDS têm gasto milhões em obras, que poderiam ser feitas com milhares...

porque...

Trabalhadores do metropolitano,

por mim podem e devem continuar a vossa luta contra os roubos que vos têm feito, e que querem continuar a fazer...

Por mim,

não me importo de andar a pé, em solidariedade com a vossa luta.
Não vou gastar parte do meu salário, diário, para apanhar um táxi... quando chegar cheguei...

Não liguem àqueles revoltados que falam, falam... e estão sempre dispostos a servirem de capachos aos patrões... que não têm “disponibilidade financeira para fazerem greves”, mas que têm para gastar em táxis para irem trabalhar...

Não liguem...

Pois estamos, como estamos... porque muitos destes apologistas da “critica burrica” votaram e colaboraram para estes sucessivos governos que têm roubado os nossos direitos...

Muitos destes andam de fato e gravata, mas os filhos passam fome por terem pais cobardes, que abdicaram de lutar pelos seus direitos...

Boa luta...
que eu vou entretendo-me a passear na nossa Lisboa, enquanto dirijo-me para o trabalho.

6 de outubro de 2012

Greves na CP


Penso que a reclamação não deve ser feira aos trabalhadores da CP, mas à administração... e o governo que é o seu couveiro...

Temos que ter sensibilidade e conhecimento para dizermos o que dizemos.

Pois os trabalhadores estão a fazer greve ao trabalho suplementar, porque obrigam-nos a fazer trabalho suplementar mas não lhes querem pagar esse mesmo trabalho suplementar decentemente...

Por algum motivo a CP não possui os trabalhadores suficientes para o normal funcionamento da CP... porque recorrem de forma corrente ao trabalho suplementar.

Devemos reclamar da decisão que houve de não ser obrigatório os serviços alternativos, quando existe greve ou outras anomalias.

Para quem não sabe, quase todos os maquinistas têm mais de 15 dias de férias para gozarem e a CP não deixa, porque não têm o numero mínimo de maquinistas para a CP funcionar normalmente.

Enquanto isto a REFER está nas "lonas" porque e a FERTAGUS anda a lucrar e muito à conta do Estado.

Para o publico não há dinheiro, para os privados há e muito... o negocio da FERTAGUS foi um atentado aos bens públicos; Além das indemnizações que receberam (o ano passado o lucro da Fertagus foi igual à renda/indemnização) do estado...

Quando foi aberta a linha sobre a ponte 25 de Abril a CP foi proibida de concorrer, dava lucro, pois claro; A Fertagus ganhou o concurso, o estado ofereceu-lhes os comboios (posteriormente obrigaram a CP a comprar esses comboios à Fertagus, e agora estão alugados pela CP à Fertagus - grande negócio), e tiveram direito a indemnizações devido a não terem um determinado numero de utentes (contagem feita pela Fertagus, pois claro).

Por este motivo é que têm os bilhetes e os passes caríssimos...
Agora vão usando e abusando do material da REFER e não pagam um cêntimo...
Grande negócio.
Mas a culpa é dos trabalhadores da CP, pois claro...

29 de abril de 2012

Entre 2003 e 2012 aconteceram muitas coisas, nem uma favorável aos trabalhadores

PS, PSD e CDS, os três juntos, votam contra a proposta de consagrar o princípio do tratamento mais favorável aos trabalhadores no código laboral!
Rita Rato, PCP, Comissão de Segurança Social e Trabalho, 26.4.012


14 de agosto de 2011

ORDENADOS NA MADEIRA: VERGONHOSO

Crise económica na Madeira! ONDE?

Os fazedores de opinião entopem os menos esclarecidosde que o problema de Portugal são os funcionários públucos e que é necessário reduzir... reduzir... nos funcionários que são necessários para fazer funcionar os serviços públicos e que são necessários para satisfazerem as necessidades das populações.

Esquecem-se de dizer que ao reduzirem os funcionários públicos estão com a intenção de reduzirem serviços, ou de entregarem esses serviços aos privados, para que alguém lucre à conta das necessidades do estado.

E acordem...

A privatização destes serviços acarretam mais despesa (o estado tem que pagar as despesas e o lucro dos privados), piores serviços e serviços mais caros para a população.

O verdadeiro problema dos estado, são as pessoas que têm sido nomeadas pelos sucessivos governos PS/PSD/CDS para gerirem o que é do Estado. Pessoas essas que só vêm satisfazer as suas próprias necessidades e dos seus amigos, assim como meter os serviços públicos ao serviço dos grandes interesses privados.



PEDRO FERREIRA (Metropolitana) é um dos mais bem pagos, pois aufere 3.993euros de ordenado, a que acrescem 1.397 euros de despesas de representação, totalizando 5,532 euros.
Obs: Afectando 32% dos encargos com o pessoal para pagar a administração (138 mil), o engenheiro lidera a empresa que tem o maior passivo bancário: 179,7 milhões de euros.



RICARDO MORNA JARDIM (Madeira Parques) tem um ordenado de 5.499 euros, sendo o gestou que inscreveu o valor mais alto por conta do combustível (250 euros).
Obs: Lidera a gerência mais cara, a única com dois administradores a tempo inteiro que custam 148.336 euros, o que representa 45,3% dos encargos com os ...oito funcionários.



RUI ADRIANO está legalmente reformado (2.737euros) desde 2007, mas enquanto presidente sa Sociedade de Desenvolvimento do Norte aufere 5.249 euros.
Obs: Sendo o único administrador executivo, afecta 100% dos 86.302 euros de custos com a gerência, ou seja 9,9% dos gastos com o pessoal. É o que mais gasta em despesas de representação: 28 mil.



FRANSCISCO TABOADA (Porto Santo) tem 5.249 euros como remuneração base, com a curiosidade de ser o segundo com maior gasto de combustível (200 euros).
Obs: O seu cargo e a administração da empresa representa apenas 9% dos encargos com o pessoal, embora a sociedade que lidera seja a que soma mais prejuízos: 32,3 milhões de euros.



RAUL CAIRES ganha 4.893 euros no Madeira Tecnopolo.



BRUNO FREITAS invoca as remunerações dos presidentes dos portos de Lisboa (6.415 euros) e Sines (5.675) para legitimar remuneração de 5.359 euros enquanto presidente da APRAM.



JORGE FARIA, o presidente do IDE, tem direito a 4.808 euros por mês.
Fonte: DN- Madeira http://www.netmadeira.com/noticias/economia/2010/2/7/sociedades-devem-664-milhoes-e-vao-pedir-mais-100



PAULO SOUSA (Ponta Oeste) tem uma remuneração total de 5.514 euros.
Obs: A empresa que lidera é a que está em maiores dificuldades, com o maior passivo (206,2 milhões) e dívidas a fornecedores (8,7). E é o que gasta mais em deslocações (41.773), embora a administração represente 9,6% dos encargos com o pessoal. Gestores públicos são pagos sem regras ou critérios. Top dos Gestores Madeirenses



ANTÓNIO ALMADA CARDOSO, SESARAM - É o gestor público mais bem pago, pois aufere 7.421 euros, incluindo 1.663 euros de despesas de representação. O presidente do Conselho de Administração do Serviço Regional de Saúde acumula com o exercício de funções clínicas.



NUNO HOMEM COSTA, HORÁRIOS DO FUNCHAL - Apesar de ter direito a uma reforma de 3.874 euros como militar e oficial da PSP, aufere 6.063 euros por mês como presidente da HF, incluindo os 1.399 euros para despesas de representação já que o vencimento mensal líquido é de 4.664 euros.



PIMENTA DE FRANÇA, IGA - O responsável pela empresa de gestão da água, lixo e esgotos aufere 5.920 euros por mês, sendo o gestor que tem o mais elevado gasto em despesas de representação (1.716 euros), facto explicável por acumular funções em três empresas.

Fonte:http://www.dnoticias.pt/impressa/diario/217409/economia/217464-gestores-publicos-sao-pagos-sem-regras-ou-criterios



RUI REBELO, EEM - O presidente da maior empresa pública regional foi relegado para o terceiro posto, com uma remuneração total mensal de 6.051 euros, com a particularidade de já não haver aumentos desde 2004

30 de junho de 2011

O trabalhador não se importa com o salário, quer é trabalhar…


Cada vez mais ouvem-se os patrões, quando questionados “amigavelmente” sobre os baixos vencimentos dos trabalhadores, a dizerem que o povo quer é trabalhar e que não estão importados com os aumentos dos salários, nomeadamente com o salário mínimo nacional.

Entre muitos, ainda não há muito tempo (uns dias antes das ultimas eleições legislativas), o Sr. Belmiro Azevedo que estava “escondido” foi a um jornal nacional dizer isto mesmo. Ou seja, resumindo, disse: venha lá a troika ajudar a explorar, ainda mais, os trabalhadores porque é preciso que o valor do trabalho seja reduzido. Quem trabalha não precisa de ganhar mais do que o suficiente para não morrer à fome, e para poder ir trabalhar.

O povo fez-lhe a vontade…

Recentemente um Sr. que intitularam presidente da confederação dos proprietários da industria hoteleira, após ter sido recebido pelo novo ministro da economia e do trabalho (subjugado aos interesses dos lucros dos patrões)… veio com esta mesma conversa.

Que o salário mínimo nacional não podia ser aumentado, e que este não era o problema dos trabalhadores, o problema dos trabalhadores era terem trabalho.

Resumindo, trabalho… trabalho… mas sem direitos.

Estes pensamentos levam-nos a lembrar tempos passados, tempos da escravatura; Tempos em que havia muito trabalho, mas não existiam direitos.

Estamos quase lá, e já naquele tempo haviam escravos que adoravam ser escravos.

Este Sr. Presidente que fez-me lembrar “os vendedores da cobra” disse qualquer coisa como, reduzindo os direitos dos trabalhadores, aumenta o número de postos de trabalho.

Deve ser… os patrões que tudo fazem para aumentar os horários de trabalho, através de diversos artefactos obrigam os trabalhadores a trabalharem muitas horas após o seu horário de trabalho (trabalho não remunerado, é claro); Agora é que iam contratar mais trabalhadores.

O Sr. Presidente da dita confederação (não sei se também representa os donos das bancadas de artesanato, e etc…) devia era estar preocupado com a fuga aos impostos que existe na hotelaria, mas claro ainda existe gente honesta.

Declaram ordenados mínimos dos seus trabalhadores; a maioria dos patrões nunca recebe mais do que € 500,00; as empresas é que pagam as casas, os carros e as creches dos filhos destes ditos proprietários; cobram o IVA ao cliente mas depois o declarado é bastante inferior; Escravizam muitos trabalhadores em situação ilegal, enfim… tudo bons rapazes, e este Sr. representa estes bons rapazes, logo é melhor do que eles.

Quanto ao Sr. Belmiro Azevedo é “umas mãos largas”;

Tem um jornal que dá, sucessivamente, muitos prejuízos… mas continua como se nada fosse, pois se acabasse com o jornal deixava de ter um órgão para influenciar o povo naquilo que lhe interessa, e se gasta é porque tem…

O problema é ter à custa da exploração;

Os seus centros de distribuição têm ao seu serviço, maioritariamente, trabalhadores precários que têm muito trabalho mas os direitos ficaram para o patrão, e para os seus vassalos que o substituem na tarefa de exploração destes trabalhadores.

Vassalos que cumprem criteriosamente as suas delegações de competência, e ainda inventam mais uns trabalhinhos forçados para estes trabalhadores, para quem até o direito de ir à casa de banho tornou-se numa regalia.

Cuidado, não engravidem… isto de engravidar não está em consonância com os interesses nacionais do patrão. Isto é coisa de burguês…

Os trabalhadores destes centros de distribuição chegam a trabalhar mais de doze horas por dia, sendo que têm que estar ao dispor do patrão ainda mais horas do que as “trabalhadas”.

Os horários são feitos de acordo com o interesse nacional do patrão, havendo interrupções nesses horários de longas horas, nas quais o trabalhador ou trabalha (de borla, é claro) ou tem que fazer tempo para regressar ao trabalho após umas horas de pausa, mas à sua própria conta.

Deste modo o trabalhador não está disponível para a sua família, nem para si próprio durante longas horas… vá lá ainda têm a possibilidade de irem dormir a casa.

Se estes trabalhadores barafustam são “convidados” a irem procurar emprego, pois se eles não estão dispostos a serem explorados existem muitos outros que estão.

Por estes e muitos outros motivos, é que estes Srs que cometem ilegalidades aguardaram e sempre obtiveram a ajuda dos sucessivos governos, para legalizarem as ilegalidades cometidas por eles.

Veja-se o caso dos recibos verdes…

Recibos que são utilizados na maioria dos casos por trabalhadores que prestam um trabalho regular e não são independentes. Que estão submetidos a um suposto horário de trabalho, estando dependentes hierarquicamente das chefias.

Estes trabalhadores obrigatoriamente deviam ser do quadro dessa empresa, mas não…

Quem perde? O trabalhador e o estado… eu escrevi o estado e não o governo.
Os trabalhadores precários e a recibos verdes são óptimos “chouriços” para os patrões triturarem.

Pois têm que trabalhar, trabalhar, e não contestar...

Têm que fazer tudo o que lhe mandam, não interessa a função. Se o patrão precisar, ele têm que lhe ir levar o cafezinho, limpar a secretária, levar os filhos do patrão à escola, dormir no trabalho se for preciso.

Quanto a doenças, é melhor não as ter senão nem dinheiro para os medicamentos vai ter, e quando regressar ao trabalho pode já estar ocupado.

Se o trabalhador não aceitar este pacto de interesse nacional do patrão, vai-se embora no dia seguinte. O que não falta é quem “queira trabalhar”.

Quanto ao trabalhador é lixo, serviu para os fins e agora o patrão deita fora.

Isto é ilegal…. Mas eles gostam muito da legalidade e por isso estão a aguardar. Mas atenção, não têm tempo a perder e já vão mais à frente.

A Constituição incomoda muito o interesse nacional do patrão.

Existem trabalhadores que dizem que é pratica comum, por isso têm que aceitar… logo a lei deve mudar.

Esses trabalhadores se gostam de “levar na tromba” é com eles, mas “deixem em paz” a lei para aqueles que não se vergam e procuram justiça…

Que raio de mania dos “cobardes” quererem que todos os outros sejam cobardes…

18 de junho de 2011

Creches ilegais


A SIC transmitiu há dias uma reportagem chocante sobre maus-tratos a crianças por parte de uma ama ilegal em Lisboa.

A reportagem, baseada em imagens gravadas pelo telemóvel do vizinho da frente e por uma câmara oculta da SIC, gerou natural indignação e uma discussão mais ou menos académica sobre a legitimidade da divulgação deste tipo de imagens.

A generalidade dos comentários passaram no entanto à margem da questão essencial:

A razão pela qual os pais destas 14 crianças as entregaram aos «cuidados» desta «ama». Aliás, a comunicação social divulgou a propósito a informação de que um terço das crianças portuguesas estão em creches ilegais.

Na raiz desta realidade está a evidente falta de uma rede pública de creches que responda às necessidades das crianças e das suas famílias. Estas são demasiadas vezes confrontadas com dificuldades dramáticas para arranjar vaga em instituições com mensalidades que os orçamentos familiares comportem, perto de casa ou do emprego dos pais.

Em tempos em que se choram lágrimas de crocodilo pela baixa taxa de natalidade dos portugueses, seria justo reconhecer igualmente que ter onde deixar as crianças em condições de segurança e em locais pedagogicamente adequados seria um importante contributo para que mais casais decidissem ter mais filhos.

A ama ilegal da reportagem da SIC afirmava ainda, promovendo os seus serviços, que os pais podiam deixar as crianças das 10 às 3 da manhã na «creche». E isto levanta outra questão, brutal:

Os efeitos nas crianças, nas suas condições de vida, na saúde e no seu desenvolvimento integral, da desregulação dos horários de trabalho do seu agregado familiar e do aumento dos níveis de exploração a que os SEUS PAIS estão sujeitos.

As medidas que o acordo da troika estrangeira com a troika portuguesa prevê na área dos direitos laborais e das condições de vida em geral das famílias, a serem aplicadas, só serviriam para empurrar ainda mais crianças para situações de pobreza, risco e exclusão.

De alguém, que não sei quem...

23 de abril de 2011

Ou o cérebro é muito pequenino, ou está estragado…

Não consigo perceber como existe quem critique o Sócrates e depois diga que vai votar no PSD/CDS….

Mas o que Sócrates fez que o PSD/CDS não tivessem feito?

Aliás, a única diferença que existe entre o PS e o PSD/CDS é que o PS afirma-se de esquerda, mas aplica políticas de direita, o PSD/CDS afirma-se de direita, e sempre aplicou politicas de direita…

E o que são politicas de direita?

Dar cabo da prestação de serviços de saúde públicos, com o pretexto de que se gasta muito; Depois entrega-se a saúde aos privados, e o Estado passa a pagar as despesas e os lucros dos privados; Enquanto isso, quem não tiver dinheiro, pode ir morrer para longe…

Privatizar, privatizar o que dá lucro ao estado… vende-se os anéis. Depois, o estado perde essas receitas, e ainda dá benesses às empresas para terem lucros, sobre os seus lucros… e os trabalhadores que paguem…

Despedir, despedir os trabalhadores de empresas públicas e de empresas com capitais públicos, com o pretexto de que se gasta muito dinheiro com pessoal… depois essas empresas contratam outras empresas para fazerem o trabalho que era feito pelos trabalhadores despedidos.
As empresas gastam muito mais com estes serviços, mas os papagaios andam todos contentes a dizerem que diminuíram a despesa com o pessoal.
Esquecem-se de dizer é que aumentou, e muito, a despesa com fornecedores….
Mas que interessa isso, estes fornecedores até são os amigalhaços que têm empresas, e que exploram trabalhadores para terem muitos lucros.
Até fazem o favor de contratarem os trabalhadores que anteriormente tinham sido despedidos.

Estes são alguns exemplos das políticas de direita que têm levado o nosso país para o poço…
Mas quem no seu perfeito juízo pode pactuar com politicas que trazem a miséria aos Portugueses?

22 de abril de 2011

A IGNORÂNCIA E A AMBIÇÃO É UMA CONDICIONANTE DA EVOLUÇÃO SOCIAL E ECONÓMICA?

Uns por ignorância, falta de consciência, estupidez, por terem abdicado da sua faculdade de raciocinar…, outros, pelo interesse de continuarem a encher os seus bolsos (alguns que não têm enchido os seus bolsos, mas têm apostado na vassalagem com o objectivo de um dia poderem lucrar, com essa mesma vassalagem);


Dizem e escrevem “pensamentos” e “chavões” contra tudo o que pode perturbar o sistema que nos está imposto, estas linhas são um pequeno exemplo:


“E deixarmos de viver no passado?! Deviamos de ter vergonha de passados 37 anos termos um país miserável! O país em que as pessoas não têm confiança!
Deixemo-nos de manifestações e começemos a trabalhar juntos para um país melhor!”


O que querem quando afirmam algo que só possui substancia para a manutenção da pobreza e das desigualdades sociais e económicas existentes no nosso País?


Mas não temos andado a trabalhar?


O problema é que o "fruto" do nosso trabalho não tem sido aplicado na melhoria da situação social e económica do País. Mas sim para encher os bolsos a meia dúzia de famílias, enquanto milhões têm vivido com grandes necessidades e fome.


Quem tem apoiado este tipo de políticas, são aqueles que tudo davam para não haver manifestações, onde demonstramos o nosso desagrado pelas políticas existentes, e vontade na mudança destas políticas.


Quanto ao 25 de Abril, convém lembrar que o 25 de Abril não existiu para que os filhos e sobrinhos das famílias que no regime fascista enchiam a barriga, à custa da miséria de outros, mantenham-se a encher os bolsos e a barriga
à custa de quem trabalha, enquanto os trabalhadores estão na miséria.


Eu sei que se calhar preferia continuar a ouvir a comunicação social, que pertence aos filhos e sobrinhos das ditas famílias, a dizer que é inevitável, que os trabalhadores são uns malandros e não trabalha, etc… e que tudo andasse na Paz do Anjos, enquanto os trabalhadores são massacrados, no seu dia a dia…


Mas tenho pena…


Todos os trabalhadores que vivem o seu dia-a-dia a serem alvos de injustiças, mas que ainda não ganharam consciência da sua condição e de que existe um caminho diferente, podem ver através das manifestações de que não estão sozinhos, e que existe muito mais para além do que a comunicação social passa, no sentido de doutrinarem o Povo Português… apontando o caminho da escravatura, como o caminho certo e único.

22 de dezembro de 2010

Salário mínimo nacional…


As associações de patrões são possuidores de uma hipocrisia enorme, e mais uma vez têm a ajuda da UGT no prosseguimento da política de exploração de quem trabalha.

Todos os dias ouvimos que as empresas precisam de trabalhadores, e não conseguem contratar…
No entanto o que a maioria das empresas procura são escravos, escravos que ganhem o mínimo possível, o essencial para irem trabalhar no dia seguinte.

Felizmente, ainda, existem alguns empresários honestos, que rejeitam participar na exploração dos seus trabalhadores, no entanto são muito poucos…

A hipocrisia é enorme…

Até no tempo da escravatura os trabalhadores eram mais bem pagos. Nessa altura os “patrões” tinham que dar aos seus escravos um sítio para dormir e comida; Quando os escravos estavam doentes tinham que providenciar pelo tratamento destes.
Agora esta maioria hipócrita acha que € 500,00 é muito, no entanto esta quantia não dá para alugar uma casa, quanto mais para comer e ir ao médico.

Mas também é verdade, caso os trabalhadores adoeçam despedem-nos, e contratam outros. Quanto ao seu antigo trabalhador, ele que vá morrer de doença e fome… mas longe da sua vista.

A UGT mostra, mais uma vez, a finalidade da sua existência… e não é a de defender os direitos de quem trabalha.

Para quem diz que os trabalhadores têm muita sorte se tiverem trabalho, não se esqueçam:

No tempo da escravatura existia muito trabalho, mas não existiam direitos…

13 de novembro de 2010

Esta do juiz está-me a fazer confusão…

Então se um trabalhador que trabalha mais do que as horas devidas, e sem remuneração, decide não trabalhar parte dessas horas, que trabalha de “borla”… pode ser sujeito a processo disciplinar?

Na comunicação social, passaram vários fazedores de opinião, que em vez de criticarem o estado da justiça, criticam um trabalhador por não continuar a trabalhar várias horas sem ter remuneração.

Engraçado…

Uns destroem a justiça; Tornam a justiça demorada e cara… resultado esse obtido pelos sucessivos governos PS, PSD e CDS…

Um tribunal constitucional que em vez de julgar a constitucionalidade das leis, limita-se a por o visto politico nas leis emanadas por quem os nomeou; Resultado obtido, porque estes juízes são nomeados pelos políticos, que posteriormente fabricam as leis contra quem trabalha.

Em relação a isto, estes fazedores de opinião não aparecem para “julgar”.

Agora aquele que tem andado a roubar horas à família, em troco de nada, estes fazedores não o julgam por isso, mas sim por querer trabalhar menos horas à “borla”.

E são estes senhores, fazedores de opinião, que têm sempre a porta aberta… para formatar mentalidades na comunicação social.

E como dizia o Fernando Peça… E ESTA HEIN!!!

7 de novembro de 2010

Concordo com Passos Coelho...


Já não é a primeira vez que estou de acordo com o que Passos Coelho diz, o problema é que não estou de acordo com o que está por detrás do que ele diz.

Não posso estar mais de acordo, quando Passos Coelho diz que se deve responsabilizar criminalmente os governantes que contribuíram para o estado em que o País se encontra, e acrescento, que todos aqueles que roubaram os Portugueses e que tiveram atitudes com consequências negativas para o Estado Português, tendo empurrado o Povo Português para a miséria em que se encontram, também devem ser criminalizados…

Nesta criminalização deve ser usado um Código Penal justo, e não este, que foi aprovado para descriminalizar e favorecer os interesses de meia dúzia de pessoas em detrimento de milhões.

Código Penal que teve o aval do PS, PSD e CDS; Claro que o Passos Coelho ainda por cá não andava, só o seu formador ideólogo Ângelo Correia, é que se passeava por estas bandas.

Quanto à lei que não deixa criminalizar estas situações, não há problema pois, ultrapassa-se tal como foi ultrapassado o Código de Trabalho que de constitucional tem pouco, assim como o orçamento de estado que de constitucional nada tem. Orçamento que manda roubar os Trabalhadores Portugueses, e entregar o produto do roubo aos banqueiros e amigos...

Começávamos por criminalizar o Mário Soares, que ao longo dos anos, e em coligação com os interesses da burguesia e com os interesses Americanos, vendeu o País… ou seja vendeu o Povo Português.

A seguir, e para não perdermos tempo com outros entre tantos…

Criminalizávamos o Cavaco Silva, este é que levava uma pena… Precisava de reencarnar, pelo menos, 1000 vidas para a cumprir.

Cavaco Silva vendeu-nos completamente, fartou-se de negociar fundos da União Europeia e recebeu muitos milhões para acabarmos com a nossa produção agrícola (enquanto os Espanhóis recebiam para produzir); Negociou muitos milhões para abatermos a nossa frota pesqueira; Negociou muitos milhões para fazer das construtoras portuguesas, e seus amigos, empresas muito lucrativas e os trabalhadores que comessem betão.

Privatizou por meia dúzia de tostões, empresas essenciais à sobrevivência dos trabalhadores portugueses.

Enquanto que os novos donos pagaram o seu custo em um ou dois anos, e dai para a frente é só lucro. Lucro obtido através de empresas que foram constituídas e construídas através de muito dinheiro pago por todos nós, no entanto foram vendidas a estes senhores por meia dúzia de tostões.

Agora o estado nada lucra com elas, e os trabalhadores portugueses têm piores serviços e pagam muito mais caro por estes piores serviços… enquanto meia dúzia acumulam muitos milhões de lucros à custa da miséria de outros, que são os mais necessitados.

E muitos mais haviam para serem criminalizados.

É nisto que não estou de acordo com Passos Coelho. Pois para ele, estas não são as questões de fundo.

Aliás, a sua ideologia é a verdadeira responsável pelo estado em que está o País.

O PS tem, também, grande responsabilidade na situação actual.

O PS só utiliza o SOCIALISMO no nome do partido, quanto ao resto é um grande dinamizador e implementador da política de direita.

Quanto a Passos Coelho, será que concorda com a questão de fundo no que diz respeito às atitudes que os seus amigos tiveram e têm, em beneficio próprio, e contra os Portugueses?

Porque é que ele, por exemplo, não exige que a burla cometida no BPN, e que custou milhões aos Portugueses, tenha consequências sobre os verdadeiros responsáveis dessa burla, e que ele tão bem conhece?

O montante do desvio atribuído a Oliveira e Costa, Luís Caprichoso, Francisco Sanches e Vaz Mascarenhas é algo de tão elevado, que só a sua comparação com coisas palpáveis nos pode dar uma ideia da sua grandeza.

Com 9.710.539.940,09 € (NOVE MIL SETECENTOS E DEZ MILHÕES DE EUROS.....)

Poderíamos comprar 48 aviões Airbus A380 (o maior avião comercial do mundo);

Comprar 16 plantéis de futebol iguais ao do Real Madrid;

Construir 7 TGV de Lisboa a Gaia;

Construir 5 pontes para travessia do Tejo;

Construir 3 aeroportos como o de Alcochete.

Para transportar os 9,7 MIL MILHÕES DE EUROS seriam necessárias 4.850 carrinhas de transporte de valores!

Distribuído pelos 10 milhões de portugueses, caberia a cada um cerca de 971 € !!!

Deste modo pergunto, os Dias Loureiro e os Arlindos de Carvalho deviam ser, verdadeiramente, criminalizados?

Mas não era a isto que Passos Coelho estava a referir-se… bem sei…

Pois foram estes que o fizeram chegar, ao patamar que ele chegou…

5 de novembro de 2010

Perguntas de um trabalhador que lê


Quem construiu a Tebas das sete portas?
Nos livros constam os nomes dos reis.

Os reis arrastaram os blocos de pedra?

E a Babilônia tantas vezes destruída

quem a ergueu outras tantas?

Em que casas de Lima radiante de ouro

moravam os construtores?
Para onde foram pedreiros

na noite em que ficou pronta a Muralha da China?

A grande Roma está cheia de arcos de triunfo.

Quem os levantou? Sobre quem triunfaram os césares?

A decantada Bizâncio só tinha palácios

para seus habitantes?

Mesmo na legendária Atlântida,

na noite em que o mar a engoliu,

os que se afogavam gritavam pelos seus escravos.

O jovem Alexandre conquistou a Índia.

Ele sozinho?

César bateu os gauleses.

Não tinha pelo menos um cozinheiro junto consigo?

Felipe da Espanha chorou quando sua Armada naufragou.

Ninguém mais chorou?

Frederico II venceu a Guerra dos Sete Anos.

Quem venceu, além dele?

Uma vitória em cada página.

Quem cozinhava os banquetes da vitória?

Um grande homem a cada dez anos.

Quem pagava suas despesas?

Tantos relatos.

Tantas perguntas.

Bertold Bretch

30 de abril de 2010

“Quem luta nem sempre ganha, quem não luta perde sempre”

São muitos que dizem que vale a pena lutar contra a retirada dos direitos, que foram conquistados com muita luta e sangue.
São muitos que lutam, diariamente, para manterem os direitos de todos os trabalhadores…
Sim, de todos os trabalhadores… e não só os direitos de quem luta por eles.
Mas para que os trabalhadores tenham sucesso na luta pelos seus direitos,
é necessário que todos aqueles que acreditam que vale a pena lutar, mas não lutam;
é necessário que todos aqueles que dizem que não vale a pena lutar….
Se juntem para lutarem, efectivamente, pelos seus direitos…
Só deste modo é que podemos tornar o trabalho mais justo, e obter justiça na distribuição da riqueza produzida,
é necessária e urgente.
Por tudo isto, e muito mais, é necessário participar na manifestação do 1º Maio, que se vai realizar no Martim Moniz, às 14h30m.




9 de março de 2010

Mérito e competência...

As empresas estão em crise, é verdade, mas nem todas…
Muitas das que estão em crise, devem essa crise a quem gere as empresas e nomeia os responsáveis que vão ditar as politicas a seguir pela empresa, aos trabalhadores resta cumprir as ordens.
A maioria dessas ordens resulta em algo que só prejudica as empresas, pois os cada vez mais teóricos que debitam as normas e as politicas a serem seguidas pelas empresas não percebem nada do “negócio”, e por isso para não darem nas vistas da falta da inteligência que possuem, criaram o conceito que é preciso mudar, estar sempre a mudar… e deste modo a empresa vai-se afundando, mas não existe consequências de nada, e quando algo se vê… o problema não é de quem manda, mas de quem executa… mesmo quem mandou executar, não saiba como pode se executada, e não reconheça a inviabilidade dessa ordem.
Todos dias acontece isto nas nossas empresas, por isso é que os dominantes dizem “os chefes não precisam de saber fazer, precisam é de saber mandar”, mas como é que alguém pode mandar fazer algo e avaliar o resultado desse trabalho quando nem sabe como se lá chegou.
Pois é…
Como aquelas empresas de consultadoria que dão “bitates” sobre tudo, avaliam tudo… mas nada sabem do está em causa… mas a nota de honorários é enorme.
O resultado disto, é termos dentro das nossas empresas Administradores, Directores e Chefes de carreira, que de saber têm pouco e pouco ou nada contribuem para o desenvolvimento seja do que for, antes pelo contrário… conseguem tirar o gosto da maioria dos trabalhadores que gostam e sabem o que fazem, pois é difícil lutar contra a burrice e estupidez de quem tem o poder para mandar e desmandar. Cada vez mais estes “dominantes” levam as nossas empresas a afundarem-se.
Neste vídeo podemos ver o tipo de pessoas, que actualmente estão à frente das nossas empresas;
Para quem pensa que estes tipos de pessoas são excepções, desenganem-se, a excepção são aqueles que são postos nos lugares de “poder” por mérito e competência.

30 de dezembro de 2009

Afinal eram outros



Jornal de Notícias
2009-12-23

A notícia vinha no JN e o título era prometedor: "MP acusa 59 por crimes de escravidão". De repente, a minha confiança na Justiça trepou por aí acima até ao deslumbramento. À segunda linha, porém, a frustração foi total. Afinal tratava-se de angariação de trabalhadores portugueses para quintas em Espanha - onde, pelos vistos, eram tratados como os "angariados do "Amistad" - e não de 59 patrões de hipermercados, que são boa e respeitável gente, que se limita a aplicar o novo Código do Trabalho com o louvável objectivo de "manter a estabilidade das empresas e os postos de trabalho" e não, como poderia pensar-se, por ganância. É assim que, em nome da ética empresarial e da responsabilidade social das empresas, pretendem aumentar o horário de trabalho dos seus trabalhadores de 40 para 60 horas por semana (qualquer coisa como 10 ou 12 horas por dia, conforme tenham um ou dois dias de folga), a troco de uns mais que generosos 470 euros por mês, isto é, quase 2 euros por hora. E não é que os trabalhadores, mais dados a coisas comezinhas como comer e vestir do que a questões éticas, não querem aceitar?