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28 de julho de 2012

25 de Julho de 2012, Recepção a Pedro Passos Coelho em Cantanhede

Existem várias formas de gerir uma pseudo democracia, a qual para continuar deve manter e aumentar as ilusões e o desconhecimento das realidades, entre um povo. 

A comunicação social é essencial para gerir este caminho; 

Por este e outros motivos que se encontram dentro do mesmo patamar de criminologia é que a comunicação social não faz reportagens sérias e com conteúdo do que está, verdadeiramente, em causa. 

Se assim fosse, seria um perigo para a gestão da criminologia entre os iludidos; 
E ai nem os cães polícias podiam proteger governos agiotas, que matam o povo para manter e acrescentar a fortuna de meia dúzia. 

Só com o trabalho, e dedicação de quem tem consciência é que podemos ter acesso à realidade, e aos lutadores que não baixam os braços.


Lutadores que se mantém firmes numa lutam que é para todos.
Mesmo para os que ainda se mantêm iludidos…

Obrigado, camaradas de luta...


 

26 de julho de 2012

Professores…

A Federação Nacional de Educação (FNE) e consequentemente os seus sindicatos, no prosseguimento da política de vendilhões que a sua central (UGT) nos tem habituado, andam de mãos dadas com a política criminosa deste governo, para a educação.

Tal como o “patrão” da UGT e os seus vassalos… vão dizendo umas critiquinhas – mas que não aleijem – sobre o governo, para distrair… 


Mas no essencial, pactuam com a miséria que está a acontecer…

Na verdade não lhes interessa se vão ser enviados para o desemprego milhares de professores, que são necessários para educar os meninos;

Não lhes interessa o aumento do horário lectivo, e o consequente aumento de horas que os docentes vão roubar às suas famílias para fazer o trabalho que é necessário;

Não lhes interessa que as salas de aulas sirvam para despejar meninos e não para ensinar;

Pergunto, mas afinal com o que estão contentes… 


Será com a classe dos Directores – nem todos felizmente – que ganham mais € 1.000,00 para servirem cegamente e de forma autista as indicações do governo?

Tenham atenção, pois o nome dos sindicatos poderão levar ao engano…  


Não contribuam para sindicatos que só servem para dividir docentes em prol de aumentar a carneirada; que de forma amorfa vivem diariamente, enquanto é destruída a escola pública… e a vida dos seus colegas e o futuro dos meninos.

Não contribuam para sindicatos, que usam a vossa contribuição para matar a escola pública em prol de outros interesses…

Juntem-se aos sindicatos da FENPROF, pois são estes que lutam pelo direito à escola pública...

Se ainda não compreenderam a diferença, comparem...



12 de julho de 2011

Professora, até ontem


O meu nome é Sónia Mano, até ontem era professora de Matemática na escola E.B. 2,3 de S. Torcato, em Guimarães (onde me encontrava a trabalhar com contrato a termo incerto). Hoje de manhã, por volta das 9h, recebi um telefonema da Secretaria da referida escola a informar-me de que o meu contrato de trabalho cessara no dia anterior.

Até aqui, poderá pensar-se... é uma coisa natural, mais uma professora dispensada do serviço após mais de seis meses de trabalho árduo com alunos oriundos de meios socioeconómicos muito desfavorecidos: Até eu estava já preparada para a eventualidade de receber a notícia nestes moldes. Mas e o que é feito do prazo legal de três dias para avisar um empregado de que o seu contrato vai terminar? Eu sou apenas mais uma das vítimas do Estado e da actual conjuntura que o país atravessa.

Mas o porquê do meu e-mail vai muito para além das queixas para com o sistema. É mais um grito, uma tentativa de que dêem algum tipo de atenção a certas situações que estão a acontecer neste país. Como eu, fo- mos várias as pessoas dispensadas hoje de manhã, ou melhor, informadas hoje de manhã de que o nosso contrato terminara no dia anterior. Não será isto mais uma vergonha do nosso país? Não há qualquer respeito pelos profissionais, nem pelo seu trabalho e esforço.

Mais acrescento, neste meu desabafo, que iniciei, a meio da semana passada, a correcção de EXAMES NACIONAIS do 9.º Ano! Este trabalho, não está concluído! Termina apenas amanhã, dia 8 de Julho. Entretanto, já amanhã, tenho uma reunião para aferição de critérios de avaliação, reu- nião essa de carácter obrigatório. E agora eu pergunto: O MEU CONTRATO DE TRABALHO E A MINHA LIGAÇÃO AO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO TERMINOU ONTEM. Como vão os alunos ter avaliação no referido exame? Quem vai suportar as despesas de deslocação de Vila Verde (minha residência oficial) até Guimarães?!

Hoje a minha vontade é não entregar os Exames, mas mais forte do que essa vontade é a necessidade de nunca prejudicar os alunos por causa de mais um erro do nosso sistema de ensino. Amanhã, eu irei suportar despesas de deslocação e voltarei a fazê-lo na sexta para entrega dos Exames. Durante esses dois dias, vou fazer uma aplicação criteriosa dos critérios de classificação. Mas precisava de fazer este desabafo: parem de chamar incompetentes aos professores portugueses, aqueles que lutam todos os dias por melhores condições numa escola cada vez mais pobre em valores, tais como a entre-ajuda e a solidariedade. Ajudem-nos a ajudar os vossos/nossos filhos a crescerem como cidadãos e, por favor, na luta pelos meus direitos enquanto trabalhadora/professora/EDUCADORA. Ajudem- -me a divulgar este caso que é apenas mais uma das vergonhas em que o nosso Estado está envolvido!

Tenho provas e documentos oficiais que comprovam cada uma das afirmações que estou a divulgar. Não sei mais onde me dirigir: é preciso que os portugueses saibam o que se está a passar numa escola pública de Portugal.

Sónia Mano


Diário do Minho

QUINTA-FEIRA 7 de Julho de 2011 Ano XCII N.º 29 277

28 de março de 2011

Avaliação dos Professores...

Hoje de manhã, enquanto estava a trabalhar, estive a ouvir na rádio o fórum da TSF. O tema era a avaliação dos professores.

Tive a oportunidade de ouvir as teorias filosóficas mais aberrantes, que alguma vez pensei ouvir, mas compreendo.

Das teorias debitadas por pessoas “iluminadas” destaco:

O marido de uma professora de físico química, que por acaso também tinha a mesma licenciatura, começou por elogiar a mulher, o que até acho bem…

A mulher dele já tinha tirado e continuava a tirar vários mestrados e doutoramentos, e era uma pessoa muito inteligente, o único problema era que tinha de conviver diariamente com colegas “burras” e “analfabetas” (eram quase todas, penso que só se safavam as amigas, e mesmo assim…) algumas que tiraram o curso no Piaget. Ela é tão inteligente, que era avaliadora e muito boa avaliadora… segundo as palavras do marido.

Segundo este Sr. Licenciado, esposo de uma mulher Dra, acabar com esta avaliação era uma grande estupidez, pois esta avaliação avaliava e bem os professores…

Ao ouvir este discurso, fiquei com algumas duvidas…

A esposa deste Sr. Licenciado, que tirou e continuava a tirar mestrados e doutoramentos atrás de mestrados e doutoramentos, tem tempo para dar aulas?

Ou é daquelas que defende este sistema para não perder os seus privilégios?

Ou é uma daquelas Directoras que segue a filosofia de que é Directora para receber o ordenado, subsídios e dar ordens para os outros trabalhar?

Será que por ser tão intelectual, é daquelas que avalia os colegas mediante a vassalagem que lhe prestam?

Quem defende este tipo de avaliação é porque ganha com ela, e não é pela sua competência… mas pelos seus padrinhos e madrinhas… Quanto ao respeito pelos colegas, e tendo em atenção o que o marido diz (conversa de caserna) … não deve ter, deve-se sentir única e iluminada…

Outra das teorias era a de uma psicóloga…

Dizia que os professores, não queriam ser avaliados, por nenhuma avaliação… e que ela até tinha tido acesso em “primeira mão” ao projecto da avaliação e que era muito bom…

Devo concordar com ela, é óptimo para lhe fornecer pacientes, mas com os cortes nos ordenados e com aqueles professores que gastam mais para ir trabalhar, do que o ordenado que recebem… corre o risco de ter clientes com grandes calotes…

Pobre miséria…

Uma avaliação deve avaliar a competência, seriedade e conhecimentos… e este tipo de avaliação, para ser justa tem que ser feita por quem sabe e tem consciência do que realmente deve ser o ensino…

Condenar a quebra deste dito acordo, é não saber do que fala… é não saber os pressupostos em que estava elaborado tal acordo, pressupostos esses que foram “roubados à má fila” por este governo.

Quem tem consciência, sabe o que um verdadeiro professor sofre, diariamente, na escola e em casa, sim que para um professor a sua própria casa faz parte do seu trabalho…

E se não acreditam nos professores, perguntem às suas mulheres e maridos…

17 de janeiro de 2011

Professores perdem estatuto especial na Função Pública

DEPOIS DIGAM QUE NÃO SABIAM E QUE OS SINDICATOS ESTÃO A EXAGERAR

FAÇAM ALGUMA COISA POR VOCÊS... E JÁ AGORA VEJAM QUAL O SINDICATO QUE LUTA PELOS VOSSOS DIREITOS, DE UMA VEZ POR TODAS (RUI CRUZ)

Más notícias da Dr.ª Isabel Alçada...

Professores perdem estatuto especial na Função Pública As desventuras vêm aí...

«Não sei se este Estatuto da Carreira Docente tem pernas para andar, mas os professores têm pernas para voltar a descer a Avenida da Liberdade», alerta Mário Nogueira, depois de receber do Ministério uma proposta «que nunca tinha estado em cima da mesa» e acaba com os quadros de escola e os concursos de docentes
Professores perdem estatuto especial na Função Pública

«Os sorrisos da ministra já não nos enganam». Mário Nogueira, dirigente da Federação Nacional de Professores (Fenprof) assume a ruptura total com Isabel Alçada, depois de ter recebido do Ministério da Educação uma proposta de Estatuto da Carreira Docente com aspectos «que nunca foram alvo de negociação».

O fim dos concursos de professores e dos quadros de pessoal, assim como a criação da figura da «cedência por interesse público» constantes no documento enviado aos sindicatos são, para Nogueira, alterações inaceitáveis que o Ministério está a fazer de forma ilegal.

«É ilegal, porque de acordo com a lei 23, o Ministério tem de submeter essas matérias à negociação». Ora, apesar de os sindicatos estarem em negociações com o Governo desde Setembro, estas propostas «nunca foram apresentadas à discussão», sublinha o líder da Fenprof.

Mário Nogueira diz que «neste momento, ainda nem sabemos bem quais as consequências do fim dos quadros de escola e da sua substituição por mapas de pessoal». Mas não tem dúvidas quanto às intenções do Governo nesta matéria: «Vai embaratecer os custos com pessoal e aumentar a precariedade».

Na prática, as novas regras vão fazer com que «os contratados entrem apenas para mapas e não para quadros, ou seja, não façam parte da carreira e, por isso, não sejam abrangidos pelas progressões».

Outra consequência será a instabilidade: «Segundo as regras gerais da Função Pública, os mapas de pessoal são definidos anualmente», recorda Nogueira, alertando para a possibilidade de vir a acontecer o mesmo na Educação.

Mas é ao nível do recrutamento e da mobilidade que as mudanças mais se vão fazer sentir. «Acabam os concursos. Os professores não vão poder concorrer para mudar de escola».

Se quiserem mudar de escola, os docentes «vão ter de recorrer à mobilidade interna, que permite estar noutra escola por períodos renováveis de um ano, até ao máximo de quatro».

«Caso contrário, só vão poder mudar quando e se o Ministério quiser, através de uma coisa chamada cedência de interesse público, que nem sabemos bem o que é», critica.
Concursos, requisições, destacamentos e comissões de serviço «deixam de existir».

As novas regras permitem ainda ao Estado colocar funcionários públicos em mobilidade especial a dar aulas. «Depois de termos lutado tanto pela formação de professores, não se percebe como se pode fazer isto», questiona o sindicalista.

Esta terça-feira, a Fenprof pediu ao Ministério «uma reunião com carácter de urgência», mas no sábado o sindicato deverá já pôr em cima da mesa a discussão sobre formas de luta.

«Com papas e bolos se enganam os tolos e esta ministra pensa que nos engana com sorrisos, mas é ela quem está enganada», diz Nogueira, recordando que a proposta de Isabel Alçada vai contra o prometido por Maria de Lurdes Rodrigues «que em 2009 assegurou que as regras da lei 12/A da Função Pública não eram para aplicar na Educação».

21 de outubro de 2010

A contínua hostilização aos professores feita por este, e outros governos...

Texto de Pedro Abrunhosa

(…)

A contínua hostilização aos professores feita por este, e outros governos, vai acabar por levar cada vez mais pais a recorrer ao privado, mais caro e nem sempre tão bem equipado, mas com uma estabilidade garantida ao nível da conflitualidade laboral.

O problema é que esta tendência neo-liberal escamoteada da privatização do bem público, leva a uma abdicação por parte do estado do seu papel moderador entre, precisamente, essa conflitualidade laboral latente, transversal à actividade humana, a desmotivação de uma classe fundamental na construção de princípios e valores, e a formação pura e dura, desafectada de interesses particulares, de gerações articuladas no equilíbrio entre o saber e o ter.

O trabalho dos professores, desde há muito, vem sendo desacreditado pelas sucessivas tutelas, numa incompreensível espiral de má gestão que levará um dia a que os docentes sejam apenas administradores de horários e reprodutores de programas impostos cegamente.

(…)

O que eu gostaria de dizer é que o meu avô, pai do meu pai, era um modesto, mas, segundo rezam as histórias que cruzam gerações, muito bom professor e, sobretudo, um ser humano dotado de rara paciência e bonomia. Leccionava na província, nos anos 30 e 40, tarefa que não deveria ser fácil à altura: Salazar nunca considerou a educação uma prioridade e, muito menos
, uma mais-valia, fora dos eixo Estoril-Lisboa, pelo que, para pessoas como o meu avô, dar aulas deveria ser algo entre o místico e o militante.

Pois nessa altura, em que os poucos alunos caminhavam uma, duas horas, descalços, chovesse ou nevasse, para assistir às aulas na vila mais próxima, em que o material escolar era uma lousa e uma pedaço de giz eternamente gasto, o meu avô retirava-se com toda a turma para o monte onde, entre o tojo e rosmaninho, lhes ensinava a posição dos astros, o movimento da terra, a forma variada das folhas, flores e árvores, a sagacidade da raposa ou a rapidez do lagarto. Tudo isto entrecortado por Camões, Eça e Aquilino.

Hoje, chamaríamos a isto ‘aula de campo’. E se as houvesse
ainda, não sei a que alínea na avaliação docente corresponderia esta inusitada actividade. O meu avô nunca foi avaliado como deveria. Senão deveria pertencer ao escalão 18 da função pública, o máximo, claro, como aquele senhor Armando Vara que se reformou da CGD e não consta que tivesse tido anos de ‘trabalho de campo’. E o problema é que esta falta de seriedade do estado-novo no reconhecimento daqueles que sustentaram Portugal, é uma história que se repete interminavelmente até que alguém ponha cobro nas urnas a tais abusos de autoridade.

Perante José Sócrates somos todos um número: as polícias as multas que passam, os magistrados os processos que aviam, os professores as notas que
dão e os alunos que passam. Os critérios de qualidade foram ultrapassados pelas estatísticas que interessa exibir em missas onde o primeiro-ministro debita e o poviléu absorve.

(…)

Pedro Abrunhosa

24 de maio de 2010

11 de outubro de 2009

Menu - A última ceia dos contratados

Entradas
Estatuto da Carreira Docente
Novo Projecto de Contratação


Pratos do Dia
Paixão pela educação economicista poivrée
Ministra suada com exames e maionese

Valter Lemos eduquês coq au vin

Professor transumante, servido nas filas para o
subsídio de desemprego

Prato Komplicadex

Contratação pelas escolas com perfil do candidato “à cunhex”.

Especialidades da Casa

Meia dose de horas com puré e sem aditamento até ao 3º período
Prof. sem Julho e Agosto, acompanhado com
despedimento
Prof. sem poder concorrer no 3º período servido no espeto
Prof. renovável duas vezes por 3 meses com puré
de maçã
Concurso nacional “ à Salazar”
Professor de enriquecimento curricular a 8€ à hora, na brasa
Professor “chanfana” com “qualificação profissional ”, excluído pelo sistema
Professor “habilitação-própria”, capão, impedido
de aceder à profissionalização Contratados sem calorias, com tempo de serviço reduzido a 0%
Professoras fritas com licença de maternidade
reduzida a puré

Sobremesas

Contratos sucessivos sem vinculação flambés
Grupo de técnicas especiais com bolacha ralada


Notas do Gerente:

Estes são os pratos disponíveis para a Última Ceia dos Contratados a ter lugar no mês de Julho. No próximo ano, segundo o modelo de contratação proposto e na forja, a dos Professores contratados não auferirá vencimento nos meses de Julho e Agosto, pelo que esperam que seja a Ministra da Educação a convidá-los para cear.

Estão esgotados os seguintes pratos:

- Respeito pelos professores - Respeito pelos alunos -Respeito pelo Código do Trabalho, sendo os professores contratados ano após ano sem obrigatoriedade de vinculação por parte do Ministério da Educação

15 de setembro de 2009

Os horários dos professores


Infelizmente, entre nós por cá, a estupidez é cada vez maior;

Pois todos falam do que não sabem e limitam-se a seguir, tipo robozinhos, o que a comunicação social espalha a mando de alguém, com o intuito da estupidez prevalecer sobre o raciocínio.

Todos falam mal de todos... sem saber o que está em causa, ou seja é a moda da moda...

Todos os dias ouve-se alguém a falar do que não sabe, o difícil é estes mesmos indivíduos se sentarem a ler e a reflectir sobre determinado assunto, não se limitando a ouvir slogan`s e depois se armarem em importantes, utilizando esses mesmos slogan`s...

Um caso real é a situação dos professores:

Todos estes pseudo intelectuais falam dos professores; São uns calões, não ensinam nada, têm regalias a mais (sim, que estes senhores não sabem a diferença entre regalias e direitos), etc...

No entanto estes pseudo intelectuais são aqueles que não aparecem às reuniões de país (estão muito ocupados a dar horas de borla ao patrão, para verem se têm boas notas no fim do ano e ganham um premiozinho que não paga nem um quartinho das horas que eles fazem), querem as escolas abertas até às 20h se possível até às 24h para terem onde despejar os seus filhos... não importa a educação deles, pois logo se limpa a alma oferecendo um jogozinho ou qualquer coisa que os distraia e não os chateiem, pois o tempo livre é pouco e há que ler um jornal desportivo, ver um jogo de futebol ou ver uma telenovela...

Eu sei que o texto que se segue não tem imagens do jet set ou uma entrevista com o jogador da semana, e para muitos até pode ser de difícil leitura, mas tentem...

O texto que se segue foi escrito por alguém, que não sei quem, mas corresponde à realidade;

Resposta ao Caríssimo que veio aos jornais INDIGNAR-SE contra os professores.

Tal demonstra bem como os profs trabalham tanto e "nem se dá por ela".

Caro anónimo indignado com a indignação dos professores,
Homens (e as mulheres) não se medem aos palmos, medem-se, entre outras coisas, por aquilo que afirmam, isto é, por saberem ou não saberem o que dizem e do que falam.
O caro anónimo mostra-se indignado (apesar de não aceitar que os professores também se possam indignar! Dualidade de critérios deste nosso estimado anónimo... Mas passemos à frente) com o excesso de descanso dos professores: afirma que descansamos no Natal, no Carnaval, na Páscoa e no Verão, (esqueceu-se de mencionar que também descansamos aos fins-de-semana). E o nosso prezado anónimo insurge-se veementemente contra tão desmesurada dose de descanso de que os professores usufruem e de que, ao que parece, ninguém mais usufrui.
Ora vamos lá ver se o nosso atento e sagaz anónimo tem razão. Vai perdoar-me, mas, nestas coisas, só lá vamos com contas.
O horário semanal de trabalho do professor é 35 horas. Dessas trinta e cinco, 11 horas (em alguns casos até são apenas dez) são destinadas ao seu trabalho individual, que cada um gere como entende. As outras 24 horas são passadas na escola, a leccionar, a dar apoio, em reuniões, em aulas de substituição, em funções de direcção de turma, de coordenação pedagógica, etc., etc.
Bom, centremo-nos naquelas 11 horas que estão destinadas ao trabalho que é realizado pelo professor fora da escola (já que na escola não há quaisquer condições de o realizar): preparação de aulas, elaboração de testes, correcção de testes, correcção de trabalhos de casa, correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo, investigação e formação contínua. Agora, vamos imaginar que um professor, a quem podemos passar a chamar de Simplício, tem 5 turmas, 3 níveis de ensino, e que cada turma tem 25 alunos (há casos de professores com mais turmas, mais alunos e mais níveis de ensino e há casos com menos - ficamos por uma situação média, se não se importar). Para sabermos o quanto este professor trabalha ou descansa, temos de contar as suas horas de trabalho.
Vamos lá, então, contar:
1. Preparação de aulas: considerando que tem duas vezes por semana cada uma dessas turmas e que tem três níveis diferentes de ensino, o professor Simplício precisa de preparar, no mínimo, 6 aulas por semana (estou a considerar, hipoteticamente, que as turmas do mesmo nível são exactamente iguais -- o que não acontece -- e que, por isso, quando prepara para uma turma também já está a preparar para a outra turma do mesmo nível). Vamos considerar que a preparação de cada aula demora 1 hora. Significa que, por semana, despende 6 horas para esse trabalho. Se o período tiver 14 semanas, como é o caso do 1.º período do presente ano lectivo, o professor gasta um total de 84 horas nesta tarefa.
2. Elaboração de testes: imaginemos que o prof. Simplício realiza, por período, dois testes em cada turma. Significa que tem de elaborar dez testes. Vamos imaginar que ele consegue gastar apenas 1 hora para preparar, escrever e fotocopiar o teste (estou a ser muito poupado, acredite), quer dizer que consome, num período, 10 horas neste trabalho.
3. Correcção de testes: o prof. Simplício tem, como vimos, 125 alunos, isto implica que ele corrige, por período, 250 testes. Vamos imaginar que ele consegue corrigir cada teste em 25 minutos (o que, em muitas disciplinas, seria um milagre, mas vamos admitir que sim, que é possível corrigir em tão pouco tempo), demora mais de 104 horas para conseguir corrigir todos os testes, durante um período.
4. Correcção de trabalhos de casa: consideremos que o prof. Simplício só manda realizar trabalhos para casa uma vez por semana e que corrige cada um em 10 minutos. No total são mais de 20 horas (isto é, 125 alunos x 10 minutos) por semana. Como o período tem 14 semanas, temos um resultado final de mais de 280 horas.
5. Correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo: vamos pensar que o prof. Simplício manda realizar apenas um trabalho de grupo, por período, e que cada grupo é composto por 3 alunos; terá de corrigir cerca de 41 trabalhos. Vamos também imaginar que demora apenas 1 hora a corrigir cada um deles (os meus colegas até gargalham, ao verem estes números tão minguados), dá um total de 41 horas.
6. Investigação: consideremos que o professor dedica apenas 2 horas por semana a investigar, dá, no período, 28 horas (2h x 14 semanas).
7. Acções de formação contínua: para não atrapalhar as contas, nem vou considerar este tempo.

Vamos, então, somar isto tudo:
84h+10h+104h+280h+41h+28h=547 horas.
Multipliquemos, agora, as 11horas semanais que o professor tem para estes trabalhos pelas 14 semanas do período: 11hx14= 154 horas.
Ora 547h-154h=393 horas. Significa isto que o professor trabalhou, no período, 393 horas a mais do que aquelas que lhe tinham sido destinadas para o efeito.

Vamos ver, de seguida, quantos dias úteis de descanso tem o professor no Natal.
No próximo Natal, por exemplo, as aulas terminam no dia 18 de Dezembro. Os dias 19, 22 e 23 serão para realizar Conselhos de Turma, portanto, terá descanso nos seguintes dias úteis: 24, 26, 29 30 e 31 de Dezembro e dia 2 de Janeiro. Total de 6 dias úteis. Ora 6 dias vezes 7 horas de trabalho por dia dá 42 horas. Então, vamos subtrair às 393 horas a mais que o professor trabalhou as 42 horas de descanso que teve no Natal, ficam a sobrar 351 horas. Quer dizer, o professor trabalhou a mais 351 horas!! Isto em dias de trabalho, de 7 horas diárias, corresponde a 50 dias!!! O professor Simplício tem um crédito sobre o Estado de 50 dias de trabalho. Por outras palavras, o Estado tem um calote de 50 dias para com o prof. Simplício.

Pois é, não parecia, pois não, caro anónimo? Mas é isso que o Estado deve, em média, a cada professor no final de cada período escolar.
Ora, como o Estado somos todos nós, onde se inclui, naturalmente, o nosso prezado anónimo, (pressupondo que, como nós, tem os impostos em dia) significa que o estimado anónimo, afinal, está em dívida para com o prof. Simplício. E ao contrário daquilo que o nosso simpático anónimo afirmava, os professores não descansam muito, descansam pouco!

Veja lá os trabalhos que arranjou: sai daqui a dever dinheiro a um professor. Mas, não se incomode, pode ser que um dia se encontrem e, nessa altura, o amigo paga o que deve.

7 de maio de 2009

Eleições para o Parlamento Europeu


Vital Moreira, reputado professor de Direito da Universidade de Coimbra, foi, no Congresso do Partido Socialista, dado a conhecer como cabeça de lista deste partido nas próximas eleições para o Parlamento Europeu.

Vital Moreira é uma personalidade com um passado e um presente político conhecido de boa parte dos portugueses. O que, talvez, nem todos saibam é que este mestre de Direito nutre um profundo desprezo pela classe docente, só comparável ao da actual Ministra da Educação.

De facto, em 18 de Novembro de 2008, no jornal "Público", Vital Moreira faz um dos ataques mais rasteiros e mais odiosos que me foi dado ler em todo este processo de luta dos professores contra o actual sistema de avaliação. Que diz aí Vital Moreira? Básicamente quatro coisas, a saber:

a) Que não existe qualquer razão para que os professores não sejam avaliados para efeitos de progressão na carreira,

b) Que os professores não gozam de direito de veto em relação às leis do país, nem podem auto-isentarem-se do seu cumprimento, pelo que não é aceitável qualquer posição que implique resistência à aplicação do actual modelo de avaliação;

c) Que o governo não pode ceder às exigências dos professores, devendo antes abrir processos disciplinares a todos aqueles que ponham em causa a concretização da avaliação dos docentes tal como foi congeminada pelo Ministério da Educação;

d) Que o governo, na batalha contra os professores, deve esforçar-se por chamar a si a opinião pública, isolando, desta forma, a classe docente.


Este é o pensamento de Vital Moreira, onde a sua veia caceteira surge bem expressa. Mas, mais do que isso, este texto, publicado no "Público", revela-nos um verdadeiro guia político da acção do Ministério da Educação contra os professores.

Que cada professor e seus familiares não percam a memória e dêm a devida resposta a este senhor nas eleições para o Parlamente Europeu, é o mínimo que está ao nosso alcance.
De alguém, que não sei quem

18 de março de 2009

EDUCAÇÃO

Entrevista com Santana Castilho, sobre a educação, onde é dito com clareza e objectividade como está a nossa educação.

28 de fevereiro de 2009

Ministério da Educação no seu melhor, em Paredes de Coura (Desfile Carnaval)


Numa decisão do Conselho Pedagógico do Agrupamento de Escolas Território Educativo de Coura foi aprovada a suspensão de algumas actividades. Num total de 164 actividades que integram o Plano Anual de Actividades, foram suspensas cerca de 10. As actividades suspensas foram apenas aquelas que não interferissem com questões pedagógicas e curriculares nem com a formação geral dos alunos, pois são estes o cerne do sistema educativo e jamais poderiam ser prejudicadas. Convém salientar ainda que o Plano Anual de Actividades é, como o próprio nome indica, um plano. É uma previsão, não é um documento jurídico, pelo que, pode ou não cumprir-se pelas mais variadas razões. Mais, é aprovado pelo Conselho Pedagógico e ratificado pelo Conselho Geral, pelo que, sendo um dos documentos emblemáticos da tão falada autonomia das escolas, só a estes órgãos compete a sua alteração.
Ao longo destes últimos dias temos tido o (des)prazer de ler na comunicação social aquilo que a Associação de pais deste Agrupamento de Escolas tem vindo, numa atitude de pura má fé, a veicular: foram suspensas todas as actividades. A verdade é que foram suspensas cerca de 6% das actividades, num Conselho Pedagógico onde os Pais estão representados. Ou mentiram propositadamente ou então são pessoas com um coeficiente de inteligência tão diminuto, que não entenderam nada daquilo que o Conselho Pedagógico decidiu.
Aquilo que me espanta (a mim e a todos os professores deste agrupamento) é a importância dada ao desfile de carnaval! De facto é estranho que os Pais se preocupem com a participação no desfile de carnaval nas ruas da vila. Não é a comemoração do carnaval na escola (pois esta nunca esteve em causa), é a comemoração do carnaval na rua!
Os momentos que se seguiram são dignos de servirem para o guião de um filme ilustrativo do antigo regime:
Terça-feira à noite: A presidente do Conselho Executivo é informada por telefone que está proibida de prestar declarações à comunicação social.
Quarta-feira de manhã: a escola recebe um email da Directora Regional de Educação do Norte, num português de difícil compreensão, determinando a realização do desfile. (segue em anexo).
Quarta-feira à tarde: Chegam à escola 2 elementos do Centro de Área Educativa de Viana do Castelo e 3 elementos da Direcção Regional de Educação do Norte. Durante mais de 4 horas pressionaram o Conselho Executivo a convocar os Professores para participar no desfile de carnaval. O Conselho Executivo não cede, pois a decisão foi tomada pelo Conselho Pedagógico. Esta equipa de intimidação faz a proposta de ser pedido aos professores para participar no desfile. O pedido é feito mais tarde aos Professores que não aceitam. Só participarão no desfile se forem intimados a tal pela DREN.
Quinta-feira à tarde: Volta à escola mais uma equipa de pressão, agora constituída por 6 elementos do Centro de Área Educativa de Viana do Castelo. Durante várias horas pressionam o Conselho Executivo.
Informam que não saem sem uma resposta e não dão respostas quanto às consequências da não convocação dos Professores.
Não é difícil perceber o que se passaria se o Conselho Executivo não convocasse os Professores para participar no desfile. Aquilo que a DREN não teve coragem foi fazer ela mesma a convocatória. O que vai acontecer é que os Professores deste Agrupamento vão participar no desfile pois estão solidários com o Conselho Executivo, no qual têm um imenso orgulho. E não vão só os professores que foram “obrigatoriamente” convocados. Os outros vão também. Vamos todos. Afinal, o importante para a qualidade da educação no nosso país são os desfiles de carnaval.
E não me venham dizer que há aqui interesses políticos! Por favor! Portugal é uma democracia! Ou não!?

Armando Lopes – Professor – Paredes de Coura