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17 de janeiro de 2009

Afinal quem é este homem?


Actividades do Docente no Estabelecimento do Instituto Politécnico de Castelo Branco – Escola Superior de Educação de Castelo Branco

Nome Valter Vitorino Lemos
Docência Não
Número de Horas de Docência 0 Horas semanais
Regente/Responsável de Disciplinas Não
Coordenações Não
Membro de Órgãos Científico – Pedagógicos Sim
Presidência/Coordenação de Órgãos Científico – Pedagógicos Não
Membros de Órgãos Directivos Não
Outras Situações Sim

Este Bálter Bitorino!....

O homem não deu aulas!...
O homem não teve número de horas de docência!...
O homem não regeu/se responsabilizou por disciplinas!...
O homem não coordenou!...
O homem não presidiu/Coordenou órgãos científico – pedagógicos!...
O homem não foi membro de órgãos directivos!...

Então?!... Que carago fez o homem?!...

O homem só foi Membro de Órgãos Científico – Pedagógicos?! …
O homem só foi Outras Situações?!...

E agora é…Secretário de Estado da Educação?!...

Colecção “Cromos de Portugal”
(Isto é ficção científica?)

15 de janeiro de 2009

A pistola de plástico

Em Dezembro, no último dia de aulas, numa escola Secundária, no Porto, um grupo de alunos ameaçou a professora com uma arma. Este teste formativo, na aula de Psicologia, podia tipificar-se como um exercício prático de "intimidação psicológica" integrado nas actividades curriculares. A rapaziada queria apenas melhor avaliação. A arma era de plástico, soube-se depois. O incidente não passou de "brincadeira de muito mau gosto", segundo a directora regional de Educação do Norte que o avaliou.

Não fosse a cena edificante ter sido filmada por telemóvel, e posta no Youtube, o caso não existia. Por esta razão, a aluna que filmou apanhou oito dias de suspensão das aulas, a pena mais pesada. Os autores da intimidação tiveram seis dias. A mensagem pedagógica, néscia, deste conselho executivo para os alunos é óbvia: "armem bagunça, mas não se deixem filmar!"
Na mesma semana, a seiscentos quilómetros de distância houve outro incidente, porventura mais grave. Não foi filmado. Nem posto no Youtube. Por isso não existiu. Mas aconteceu mesmo. Há mais realidade para além da Internet.
No Algarve, dentro de uma escola Básica 2/3, o líder de um grupo de alunos, divertia-se a fazer uma "gravata" a um aluno mais novo. O exercício, também formativo, tolerado em muitas escolas, consiste em apertar o pescoço ao aluno até perder a consciência. Um outro aluno, perante a aflição do colega, resolveu tentar interromper a "brincadeira". Apanhou uma tareia do grupo. Partiram-lhe todos os dentes da frente. Entrou em coma. O INEM foi chamado. O aluno foi assistido no recreio e hospitalizado. Nenhum funcionário acudiu. As escolas têm poucos funcionários e a esmagadora maioria é constituída por mulheres. E é sempre mais fácil ignorar do que reportar. A "Escola Segura" - o serviço turístico auto-transportado em que dois agentes da autoridade fazem visitas rápidas de cortesia à porta das escolas - andaria algures em missão de Boas Festas. Desconheço o que aconteceu aos agressores. Se é que aconteceu alguma coisa.
As escolas Básicas e Secundárias em Portugal, como sabemos, são lugares paradisíacos. Mas há pessoas mal intencionados que põem a nu realidades inventadas.
A violência surda ou aberta dentro das escolas é frequente. Mas tema tabu. Toda a gente prefere fingir que não existe. A começar nos conselhos executivos e a acabar nos professores e sindicatos. Passando pelos pais que só a toma a sério quando a vítima é o próprio herdeiro legítimo.
A ninguém tem ocorrido duas coisas extravagantes que talvez ajudassem a erradicar este clima das escolas e a prevenir incidentes mais graves.
A primeira é que os conselhos executivos são responsáveis pela segurança nas escolas. Esta responsabilidade também pode ser criminal. Só basta que alguém accione uma queixa-crime junto da Polícia ou do Ministério Público. Sabemos que a comunidade escolar (pais, professores, funcionários) tem sido infinitamente tolerante para com desmandos. Continuará a sê-lo enquanto não houver borrasca da grossa.
A segunda é que os pais são os autores morais maiores das diatribes dos seus queridos filhos menores. Uns, os do rendimento social de inserção, têm de os manter na escola para continuarem a usufruir do apoio do Estado. E a mais não são obrigados. Outros, já aqui o disse, os do rendimento essencial de ostentação, cuidam que a educação dos filhos é com os especialistas, professores e psicólogos. A coisa dá no que dá. O Estado descansa e a escola aflige-se. E lá dentro, quem quiser estudar a sério, que aguente.
Enquanto a pistola dentro da escola não evolui tecnologicamente, do plástico para o aço, era bom pensar no assunto. E agir. A tendência da "brincadeira de muito mau gosto" não é a evolução no sentido do "bom gosto". A distância entre o "mau gosto" e a tragédia irreparável pode ser mais curta do que a moleza cómoda e conivente estimam.
De alguém que até há pouco tempo pensava ser professor...

Algumas das frases com que expressaram o amor pelos professores

"admito que perdi os professores, mas ganhei a opinião pública"
(Maria de Lurdes Rodrigues, Junho/2006)

«vocês [deputados do PS] estão a dar ouvidos a esses professorzecos»
(Valter Lemos, Assembleia da República, 24/01/2008)

«caso haja grande número de professores a abandonar o ensino, sempre se poderiam recrutar novos no Brasil»
(Jorge Pedreira, Novembro/2008)

«quando se dá uma bolacha a um rato, ele a seguir quer um copo de leite!»
(Jorge Pedreira, Auditório da Estalagem do Sado, 16/11/2008)

«[os professores são] arruaceiros, covardes, são como o esparguete (depois de esticados, partem), só são valentes quando estão em grupo!»
(Margarida Moreira - DREN, Viana do Castelo, 28/11/2008)

4 de janeiro de 2009

Diário vindo do futuro

Diário vindo do futuro, de um aluno que hoje tem 11 anos e está a viver as reformas do nosso sistema de ensino.


29 de Junho de 2009
paçei o 5º anuh. A p*ta da stora de mat, k é a nossa dt, n m kria deixar paçar pk eu tnh nega a td menus a ginástica, pk jogo bem há bola, e o crl... mas a gaija f*deu-se puke a ministra da idukaxão mandou dizer ao ppl k penxam q mandam aí nas xkolas masé pabaixarem os kornos k tds os socios com menos de 12 anus teiem de paçar... axu bem.

29 de Junho de 2010
passei o 6º anuh. ainda bem q ainda n fiz 13 anus, q ódpx podia n passar, qesta cena de passar com buéda negas é só até aos 12... f*da-se, fiquei buéda f*dido na m*rda deste ano, e ó c*ralho, o pan*leiro do stor d educassão física deu-me a m*rda do 2... assim tive nega a tudo... ainda bem q a ministra da iduqaxão é porreira, ela é q é uma sócia sbem: a xqola n serve pa nada, é uma seca. tive q aprender que os K's se escrevem Q, qomo em "xqola" e não "xkola", e que "passar" não é qom Ç... a xqola é porreira só pa qurtir qas damas qd gente se balda...

29 de Junho de 2011
Passei o 7º ano. Exte anuh ia chumbando pq tive nega a qase td menos a área de projetuh, mas aqela cena tb é facil, n se fax nd... Exte anuh a dt disse-me q eu passava pq tinha aprendido qas fraxex qomexam qom letra maiúscula e pq m abituei a exqrever qom Q em vez de K, tipuh agora ja xei xqrever "eu qomo qogumelos qom quentruhs" em vez de "eu komo kogumelos kom kuentruhs". É fixolas, pode xer qum dia venha a ser um gamela famôzo...

29 de Junho de 2013
Passei o 9º ano. Foi buéda fácil, pqu a prof paxou-me logo. Fui ao quadro xqurever uma sena em qu dezia tipuh "aquela janela", e eu exqurevi "aqela janela", pqu dixeram-me qu n se xkqureve "akela", é quom Q e não quom K. Mas a profs desatinou quomiguh e dixe qu eu tnh qu pôr o U à frente do Q... Pur ixu exte anuh aprendi qu o Q leva U à frente. No próximuh anuh é o 10º, vou pá sequndária...

29 de Junho de 2014
Aquabei o 10º ano. Não foi muituh difícil só tive que aprendermos a não exqureverem quom aberviaturas purque nem todas as palavras xe puderam aberviar mas ixtu foi uma bequa para o quompliquado purque quom esta sena do QU em vex de K e das aberviaturas exqueceram-me de quomo é que se faxião os verbuhs nos tempuhs e nas pexoas, ou lá o que é... Mas a prof disse tass bem que no prócimo anuh a gente vê ixu.

29 de Junho de 2015
Passou o 11º ano. Foi mais fácil que o 10º. Aprendi que as frases devem ser mais qurtax. E aprendi também que "ano" não esqureve "anuh". Axo que no prócimo ano vai ser mais difícil. Purque a xeguir é a faquldade.

29 de Junho de 2016
Acabou o 12º. Fiquei buéda confuso porque tive de aprender a diferenxa entre usar o QU e o C, tipo "esCrever" e não "esQUrever". Quando eu usava o K era buéda mais fácil... A prof de português é buéda religiosa e anda a ouvir vozes de deus, porque dixe-me que eu não merexia passar, mas "xão ordens lá de xima"...

29 de Junho de 2017
Já fiz o primeiro ano da faculdade. Estou em ingenharia cevil na universidade lusófona. Tive um stor buéda mal iducado que me disse que eu era um ignorante porque às vezes escrevia com X em vez de CH, S ou C. Mas o meu pai veio cá com uma moca de rio maior e chegou-lhe a rôpa ao pelo. E depois fomos fazer queixa do gajo e a ministra despediu-o porque o gajo, não sei quê, parece que quis vir estragar aqui um muro nosso. Mas não sei essas senas. O meu pai é que me explicou uma cena qualquer de "danos murais"... O que é bom é que a ministra da iducação continua a mandar aqui nestes sócios da faculdade para eles não levantarem a garimpa contra nós.

29 de Junho de 2019
Acabei a minha licenciatura porque a ministra da iducação disse que tinhamos que passar sempre mesmo que não tivessemos notas, para não ficarmos astigmatizados. Acho que é uma cena que dá nos olhos quando se estuda muito. Agora vou fazer um mestrado e disseram-me que, quando acabar, vou ficar mestre. Eu quero ser de Kung-Fu.

29 de Junho de 2021
Já sou mestre. Afinal não sou de Kung Fu, sou de engenharia cevil. Os meus profs disseram que eu não devia estar em mestrado porque ainda não estava preparado, mas eu disse que o meu pai tinha uma moca de rio maior e que era amigo da ministra e já tinha mandado um bacano da laia deles para a rua e eles calaram-se. Agora vou fazer um doutoramento, porque a ministra da iducação diz que se não deixarem um aluno fazer o doutoramento só por causa das notas, ele fica com a auto-estima em baixo e isso perjudica a aprendizajem.

29 de Junho de 2023
Sou doutor. O meu orientador da tese ficou muito satisfeito porque eu já não dou erros ortográficos: ao longo destes dois anos, aprendi a escrever "engenharia civil" em vez de "ingenharia cevil" e também porque aprendi que a ministra é da "educação" e não da "iducação", mas lê-se assim. Entretantos casei. A minha dama chama-se Sónia e os pais dela ficaram muito felizes por ela ir casar com um doutor em engenharia civil. Ela não sabe ler nem escrever: só fez até ao 2º ano da licenciatura e depois foi trabalhar para o Minipreço. Já tá grávida.

29 de Outubro de 2023
Nasceu o meu filho! Chamei-lhe Júnior porque ele é mais novo que eu.

29 de Agosto de 2029
O Júnior vai fazer 6 anos daqui a 2 meses. Devia entrar para a escola este ano, mas estive a pensar muito bem e não o vou pôr na escola. Ele não precisa daquilo para nada, aprende em casa. Eu ensino-lhe a ler, que sou doutor, e a mãe ensina-lhe a fazer contas, que é caixa no Minipreço. A escola não vale nada. Acho que o sistema de ensino hoje em dia é uma m*rda. No meu tempo é que era bom.

29 de dezembro de 2008

Meninos! O país está a saldo. É fartar vilanagem!


Ora aí está o que alguns boys e girls for the job estavam à espera. Um bónusinho pelo bom comportamento e pela esperança de poder mandar, mas com um pequeno contributo do Estado.

Para aqueles para quem ainda restavam dúvidas, o governo decidiu abrir os cordões à bolsa, a meses de começarem a ir a votos. E para que a sangria não seja muito grande, que tal antecipar eleições não vá a contestação social que se adivinha começar a deixar marcas na governação, limitar a margem de manobra e, quem sabe, até, tirar uns preciosos votos para perpetuar o clã à frente dos destinos do país, ainda por cima caros, pois é preciso dar uma imagem... porreira, pá!

Avaliação do Desempenho

Ainda ontem espetavam o dedo acusador na direcção dos que contestavam A INAPLICABILIDADE das medidas, para que, apesar de insistirem no erro, deixarem passar no crivo quem nem dele precisa. Veja-se os professores a três anos de se aposentarem isentados de avaliação. Para estes a avaliação não serve para nada, como é óbvio: se tiverem insuficiente agora teriam de ter confirmado o insuficiente para verem os seus efeitos. Ora isso só aconteceria em 2011, o ano em que se aposentam. ESPERTEZA SALOIA!!

3 de dezembro de 2008

Novos Critérios de avaliação, a aplicar pelos PROFESSORES

Estes “idiotas” ainda não perceberam que a luta também é pelos filhos deles, ou até sabem... mas têm medo que os filhos deles sejam mais inteligentes do que eles próprios... também não é difícil...

Sr. Sócrates, crie um imposto para a estupidez e verá o valor das receitas dos impostos a aumentar, comece por todos aqueles que embora ignorantes, mas não querendo demonstrar tal... andam a debitar opiniões sobre o que nem conseguem alcançar...

Novos Critérios de avaliação, a aplicar pelos PROFESSORES

Made in Milú, com o apoio de muitos ignorantes que preferem a estupidez dos filhos do que raciocinarem um bocadinho antes de dizerem tanta merdice sobre o que se passa na educação.

RESULTADO APRESENTADO PELO ALUNO:
6 + 7 = 18

ANÁLISE E AVALIAÇÃO DO PROFESSOR

ANÁLISE

- A grafia do número 6 está absolutamente correcta;
- O mesmo se pode concluir quanto ao número 7;
- O sinal operacional + indica-nos, correctamente, que se trata de uma adição;
- Quanto ao resultado, verifica-se que o primeiro algarismo (1) está correctamente escrito e corresponde de facto ao primeiro algarismo da soma pedida. O segundo algarismo pode muito bem ser entendido como um três escrito simetricamente - repare-se na simetria, considerando-se um eixo vertical!

Assim, o aluno enriqueceu o exercício recorrendo a outros conhecimentos. A sua intenção era, portanto, boa.

AVALIAÇÃO

Do conjunto de considerações tecidas nesta análise, podemos concluir que:

- A atitude do aluno foi positiva: ele tentou!
- Os procedimentos estão correctamente encadeados: os elementos estão dispostos pela ordem precisa. Nos conceitos, só se enganou (?) num dos seis elementos que formam o exercício, o que é perfeitamente negligenciável.

Na verdade, o aluno acrescentou uma mais-valia ao exercício ao trazer para a proposta de resolução outros conceitos estudados - as simetrias - realçando as conexões matemáticas que sempre coexistem em qualquer exercício...

Em consequência, podemos atribuir-lhe um "EXCELENTE" e afirmar que o aluno "PROGRIDE ADEQUADAMENTE".

25 de novembro de 2008

Carta de um Professor aos Directores da TSF e DN


A propósito da entrevista de JOSÉ SÓCRATES

Ex.mo Sr. João Marcelino/Paulo Baldaia

Ontem entrei no carro e ouvi os últimos 15 minutos da entrevista ao nosso primeiro ministro, exactamente no momento em que estavam a falar de educação que era o que me interessava no momento. A custo, consegui ouvir até ao fim.

Envio-lhe o meu mais veemente lamento pela forma como a entrevista, ou o que lhe queiram chamar, foi conduzida porquanto foi permitido ao Sr. 1º ministro dizer o maior chorrilho de mentiras sem que alguma vez tivesse sido corrigido. Deixaram-no passar mais uma mensagem propagandística que peca pela verdade tal como ele nos tem habituado a ouvir a começar pelo seu processo de habilitações literárias.

Os Srs. jornalistas TINHAM a OBRIGAÇÃO de se documentarem melhor para fazer uma entrevista dessas. Mais pareceu uma entrevista de "faz favor de dizer" com questões previamente combinadas porque os entrevistadores eram pessoas experientes e deviam saber bem o que lá estavam a fazer. Só pode ter sido. Sócrates teve a oportunidade de explicar a sua educação à sua maneira e o resto foi servido em bandeja de ouro.

O meu nome é Francisco Teixeira Homem, sou professor na Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima em Aveiro, tenho 34 anos de serviço.

Tenho ainda uma licenciatura de 5 anos que é verdadeira e rigorosa. Sou do tempo em que o estágio pedagógico era de 2 anos. Fiz 1 mestrado e a parte curricular de um 2º mestrado no tempo em que os mestrados eram 2 anos. Tirei o doutoramento no tempo em que eram de 5 anos. Os investimentos na minha carreira e profissão foram pagos por mim e pelo sacrifício da minha família. Progredi na carreira com o cumprimento rigoroso de todos os créditos e subi ao 8º escalão com provas públicas efectuadas em Coimbra nas instalações da Direcção Regional de Educação do Centro. Não progredi com benesses até chegar ao 10º escalão onde tenho a minha carreira congelada e a ganhar tanto como um licenciado.

Por acaso vou ser avaliado por uma professora que é do mesmo grupo que eu mas há casos de professores de História a avaliar os de Inglês, de Educação Física a avaliar os de Educação Visual ou Educação Especial, de Biologia a avaliar os de Matemática... enfim!!!!

Quando um professor destes vai assistir a uma aula dos outros (e tem de o fazer 2 vezes) está a ser justo por mais que o queira? Haverá honestidade neste processo?

Não me licenciei a um domingo com 26 das 31 cadeiras em falta dadas como equivalentes, nem com professores amigos ou reitores presos por falsificação de documentos, nem com a utilização de cartões do governo. A minha Universidade é pública, do Porto, e podem ser consultados todos os meus documentos. Não foi encerrada, como a UNI, só Deus sabe, VERDADEIRAMENTE porquê.

O Sr. JS mente quando diz que agora há o mérito de distinguir os professores excelentes dos outros. Uma pessoa cujo percurso académico cheio de falta de rigor, mérito e excelência não lhe oferece a mais pequena moralidade para pensar sequer nisso, quanto mais falar. Desculpe voltar a falar disto mas é uma VERDADE que anda a ser camuflada e continuamente escondida.

A criação INJUSTA do professor titular no ECD é a MAIOR FRAUDE que passou impune em Portugal. Os professores foram classificados APENAS pelos últimos 7 anos de profissão, não pelos conhecimentos mas pelos cargos exercidos. Imagina certamente o que eu com 34 anos de serviço deva ter prestado ao ensino como professor. Pois bem, 27 desses meus anos contaram ZERO. RIGOROSAMENTE... ZERO.

Aqueles anos em que quando mais jovem tinha capacidade para fazer e vontade para tudo, contaram NADA. Não sei quantos anos de serviço tem o Sr. João Marcelino/Paulo Baldaia mas diga-me como se sentiria se a sua classificação fosse feita apenas com base nos últimos 7 anos, não pelos seus conhecimentos e capacidade mas APENAS pelas funções que prestou. Há professores belíssimos que foram prejudicados por terem querido ensinar. Há escolas onde ficaram titulares professores com 86 pontos enquanto outras escolas professores com 130 pontos não o conseguiram ser.

UMA VERGONHA que a imprensa nunca soube (ou nunca quis) denunciar. A escola hoje deixou de ENSINAR. O próprio ministério deixou de ser o Ministério da Educação e passou a ser o Ministério da Certificação. Faça esta experiência.

Vá a uma escola e diga que se quer matricular para APRENDER. Para APRENDER!!!!

Não há como nem onde. Até com o sistema de créditos já acabaram. Mandam-no para os EFAs ou para as Novas Oportunidades. Veja o que isso é. O que lá se aprende.

Em quantos MESES se pode fazer ao mesmo tempo o 7º, 8º e 9º ano e depois o 10º, 11º e 12º ano. Acabaram com o "Ad Hoc", agora há o "mais 23". Compare-os.

Agora, com a apresentação do currículo e a entrevista, um candidato ao ensino universitário fica logo com 60%. Os "trocos" ficam depois para um exame muito mais SIMPLIFICADO.O Sr. JS falou nos cursos profissionais.

Vá a uma escola e veja o que é isso de cursos profissionais. A verdade. E já agora os CEFs. A pressão permanente para que os alunos passem sem saber apenas e só para uma avaliação estatística. As permanentes lamúrias da Sr.ª ministra nos custos de uma reprovação e no facilitismo em reprovar.

Agora na avaliação dos professores é contabilizado o n.º de alunos reprovados numa vergonhosa e clara afronta à perda de independência. Que culpa tenho eu que no início do ano me tenha calhado uma turma mal-educada e pouco estudiosa? Que culpa tenho eu que um aluno abandone a escola porque quer ir trabalhar ou não gosta de estudar ainda que tudo tenha feito com os pais para que tal não aconteça? PORQUÊ isso se reflecte na avaliação?

Já alguma vez pediu a uma escola as fichas de avaliação? Não acredito, desculpe mas não acredito que alguma vez as tenha visto. É IMPOSSÍVEL que aquilo possa ser seguido, IMPOSSÍVEL. Se não as conhece procure ver algumas.

Os professores o melhor é deixarem de dar aulas. A Cada escola tem as suas grelhas de avaliação. São 3 grelhas, qual delas a melhor, sempre elaboradas da forma mais incrível, injusta, desadequada, complexa, pouco credível e acima de tudo inexequível.

Isto não é uma brincadeira?

Os professores não têm família e direito ao tempo livre e lazer? JS falou igualmente no Inglês e na Educação Física das escolas primárias que já havia antes dele.

Pergunte quanto ganham esses professores e compare com o que ganha uma empregada doméstica, sem qualquer desprestígio para as empregadas domésticas.

Sr. João Marcelino/Paulo Baldaia, peço-lhe desculpa se me excedi. Penso que não. Acredito que com algumas destas "dicas", futuras entrevistas suas ao sr. JS serão diferentes. A verdade é que andamos de tal forma a ser maltratados e enxovalhados com tanta MENTIRA que após o programa da TSF que é uma rádio que oiço sempre, senti necessidade de "desentupir".

É estranho, muito estranho mesmo que a certas pessoas seja permitido fazer passar incolumemente certas mensagens. E o Sr. primeiro-ministro é uma delas. Usa e abusa.
Este foi o direito à minha INDIGNAÇÃO.

Queira aceitar os meus mais respeitosos cumprimentos

O professor Francisco Teixeira Homem

Finlândia versus Portugal


Sr. 1º Ministro:

Como vª Exª têm a mania de nos comparar com a Finlândia, venho por este meio dar o meu pequeno contributo sobre as comparações que tanto gosta de fazer entre os 2 distantes mas dignos Países:

1. Na Finlândia as turmas têm 12 alunos;
2. Na Finlândia há contínuos, aliás - politicamente correcto 'auxiliares de acção educativa', acompanhando constantemente os professores e educandos;
3. Na Finlândia, as crianças são educadas pelos pais no intuito de respeitarem a Escola e os Professores;
4. Na Finlândia todas as turmas QUE TÊM ALUNOS com necessidades educativas esPeciais, têm na sala de aula um professor especializado a acompanhar o aluno que necessita de apoio;
5. Na Finlândia as aulas terminam às 3 da tarde e os miúdos vão para casa brincar, estudar;
6. Na Finlândia o ensino é totalmente gratuito inclusivamente os LIVROS, CADERNOS E OUTRO MATERIAL ESCOLAR;
7. E FINALMENTE : NA FINLÂNDIA NÃO HÁ AVALIADORES, NEM PROFS AVALIADOS NEM INSPECTORES!!!!!!

nota alguma diferença???

Muito obrigado pela atenção!!!!

Amanhã vai ser outro dia!

21 de novembro de 2008

Infelizmente existem muitos iluminados que opinam mas em nada acertam


A nossa sociedade está entregue ao individualismo, forma de estar que é incrementada por quem tem interesses, como é o caso do governo no que diz respeito aos professores.


A comunicação social quanto a matéria de informação está muito aquém dos mínimos exigidos ao rigor e independência. Esta comunicação social contribui deste modo para a manutenção da ignorância e da estupidez que vai prevalecendo no nosso pais e outros.
Quanto aos professores, muitos opinam, se encontram à sua frente quem esteja devidamente informado, desfazem a conversa e mudam a agulheta, se estão com alguém que mais não faz do que opinar sem saber a realidade e resumem-se ao que ouviram de outros com o mesmo défice de informação, falam... falam... sempre contra quem trabalha arduamente e prejudicando a sua vida familiar, em favor de uma profissão.

A Ministra esconde cobardemente, de forma a virar os portugueses menos esclarecidos contra os que trabalham todos os dias para formar pessoas e consequentemente para dar um futuro melhor aos filhos dos outros.

'Os PROFESSORES em Portugal não são assim tão maus...

Não querendo falar das avaliações pois este assunto está mais do que esclarecido, sendo que quem ainda não percebeu a justeza das reivindicações dos professores ou ainda não se deu ao trabalho de ler o que transmite realmente a realidade do que está em causa e limita-se à desinformação veiculada nos órgãos de comunicação social e dos seus fazedores de opinião ou simplesmente tem algo a ganhar com tudo o que se passa.

Se for à página 58 do Education at a Glance, publicado pela OCDE, em 2006 (última publicação)


em http://www.oecd.org/dataoecd/44/35/37376068.pdf, poderá constatar, no estudo, o tempo de permanência na escola, onde os professores portugueses estão em 14º lugar (em 28 países), com tempos de permanência superiores aos japoneses, húngaros, coreanos, espanhóis, gregos, italianos, finlandeses, austríacos, franceses, dinamarqueses, luxemburgueses, checos, islandeses e noruegueses. Desta forma verá desmontada a convicção generalizada de que os professores portugueses passam pouco tempo na escola.

No mesmo documento, na página 56, poderá verificar, que os professores portugueses estão em 21º lugar (em 31 países) quanto a salários!!

Na página 32 poderá verificar que, quanto a investimento na educação em relação ao PIB, estamos num modesto 19º lugar (em 31 países) e que estamos em 23º lugar (em 31 países) quanto ao investimento por aluno.

Quanto a este estudo ninguém fala, pois poderia ferir susceptibilidades.....