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3 de dezembro de 2010

E se o “Diário de Notícias” fosse um jornal a sério?





Ao seu proverbial pendor conservador e mesmo reaccionário que lhe valeu o epíteto de jornal oficioso do fascismo, junto agora um novo atributo à sua longa actividade de manipulação de consciências: a indigência intelectual. No artigo que hoje publicamos, João Alferes Gonçalves arrasa um texto publicado naquele diário que, como diz o Diário de Notícias, não passa de “um exercício de história contrafactual”!

O “Diário de Notícias” deu hoje à luz um texto com o qual diz querer fazer «um exercício de história contrafactual», que é, só por si, um conceito abstruso — fazer a história do que não aconteceu e talvez pudesse, eventualmente, ter acontecido se…

O «exercício» consiste em responder à pergunta «25 de Novembro: E se tivesse sido ao contrário?». Os pressupostos de que parte mostram que não se trata de um «exercício de história contrafactual», mas sim de uma pura e dura «contrafacção histórica».

O autor do texto omite qualquer referência a um golpe de Estado e considera que havia duas facções militares em confronto: uma a que chama «os moderados», outra a que chama «a Esquerda Radical» (com direito a maiúsculas, para dar a ideia de que era uma coisa institucionalizada).

Tento imaginar o então major Jaime Neves e mais umas dúzias de bem conhecidos capitães, coronéis e generais no papel de «moderados» e só consigo rir às gargalhadas.

O mesmo acontece quando leio na peça do “DN” que «a Esquerda Radical» era afecta ao PCP. Terá o autor do texto alguma ideia, mesmo aproximada, da influência das diversas forças políticas nas Forças Armadas entre o 25 de Abril e o 25 de Novembro?

Idêntica pergunta para a taxativa afirmação de que o MRPP era «uma das excepções na extrema-esquerda, ou seja, a extrema-esquerda desalinhada com o PCP». Quererá o autor da contrafacção histórica identificar qual era a extrema-esquerda alinhada com o PCP? Em especial, no contexto do 25 de Novembro. Também seria útil identificar com quem estava o MRPP alinhado.

E que é feito, nesta história, do PRP? E da LUAR? E da UDP?

Uma contradição insanável do texto é começar por dizer que a «esquerda radical» militar era «afecta ao PCP» (um disparate monumental) para, dois parágrafos a seguir, afirmar que «a chamada “esquerda radical” rodeava no COPCON o respectivo chefe, Otelo Saraiva de Carvalho». O que equivale a dizer que Otelo era afecto ao PCP. Sem comentários.

O facto de o único confronto armado ter ocorrido quando os comandos de Jaime Neves cercaram o quartel da Polícia Militar de Mário Tomé não faz agitar nenhum neurónio?

É sabido que o PCP não tinha qualquer tipo de controlo sobre as unidades militares que estiveram envolvidas directamente no 25 de Novembro. É, igualmente, sabido que o PCP deu instruções a todas as suas organizações para não se envolverem em iniciativas disparatadas.

Apesar disso, o “DN” tem tido, sobre o 25 de Novembro, uma prática de revisionismo histórico com base em relatos fantasiosos mais do que enviesados.

Desta vez não se contenta em inventar o 25 de Novembro — vai mais longe e faz um «exercício» de invenção sobre a invenção.

Para a contrafacção ser completa, o “DN” não inclui qualquer depoimento de um dirigente do PCP, apesar de o textozinho não ser sobre o 25 de Novembro e sim sobre o que outros dizem que os malandros dos comunistas poderiam fazer, se…

Para mim, que sei o que se passou há 35 anos e vivo em 2011, há outros what ifs mais interessantes. Por exemplo: e se o “Diário de Notícias” fosse um jornal sério?

25 de Novembro de 2010

João Alferes Gonçalves
* Jornalista

  • Texto publicado no odiario.info

  • Testo publicado no Clube de Jornalistas.pt



  • 13 de novembro de 2010

    Esta do juiz está-me a fazer confusão…

    Então se um trabalhador que trabalha mais do que as horas devidas, e sem remuneração, decide não trabalhar parte dessas horas, que trabalha de “borla”… pode ser sujeito a processo disciplinar?

    Na comunicação social, passaram vários fazedores de opinião, que em vez de criticarem o estado da justiça, criticam um trabalhador por não continuar a trabalhar várias horas sem ter remuneração.

    Engraçado…

    Uns destroem a justiça; Tornam a justiça demorada e cara… resultado esse obtido pelos sucessivos governos PS, PSD e CDS…

    Um tribunal constitucional que em vez de julgar a constitucionalidade das leis, limita-se a por o visto politico nas leis emanadas por quem os nomeou; Resultado obtido, porque estes juízes são nomeados pelos políticos, que posteriormente fabricam as leis contra quem trabalha.

    Em relação a isto, estes fazedores de opinião não aparecem para “julgar”.

    Agora aquele que tem andado a roubar horas à família, em troco de nada, estes fazedores não o julgam por isso, mas sim por querer trabalhar menos horas à “borla”.

    E são estes senhores, fazedores de opinião, que têm sempre a porta aberta… para formatar mentalidades na comunicação social.

    E como dizia o Fernando Peça… E ESTA HEIN!!!

    30 de setembro de 2010

    O meu obrigado...

    Para todos os que votaram PS, o meu obrigado...

    Mas agradeço também a todos aqueles que votaram PSD, CDS e não votaram... pois ambos colaboram e colaboraram para que eu fique mais pobre, e eu já não sabia o que fazer ao dinheiro.

    Como agradeço a estes por continuarem a contribuir para quem mais têm continue a pagar menos...;

    Só assim podemos empurrar a dor de ter riqueza, para aqueles que já muito possuem... muito obrigados a todos...


    Como é bom, cada vez mais, ver a rua com sem abrigos, famílias sem terem o que dar aos seus filhos... minha rica comunicação social que todos os dias das-me o prazer de ver a miséria ao natural, pois por ti nada sei...

    só sei que é inevitável



    http://economico.sapo.pt/noticias/iva-aumenta-para-23_100323.html

    29 de setembro de 2010

    Fazedores de opinião…

    A comunicação social que depende dos senhores do dinheiro, presta-se à vassalagem através dos seus fazedores de opinião, bem instruídos e formatados em fazer da mentira uma realidade, em tornar justo o que é criminoso.

    Esta vassalagem é demonstrada através de mimos, sobre quem trabalha e é explorado diariamente em prol de quem ganha milhões, paga tostões de impostos e possui mecanismos para sair impune e não pagar impostos sobre lucros obtidos.

    Enquanto que os fazedores de opinião não tocam neste tipo de assuntos, e quando tocam é para defender o indefensável, mas é para isto que eles são pagos, são pagos para venderem a sua consciência.

    Ao mesmo tempo que existem “toneladas” de precários a trabalharem, por meia dúzia de tostões, nestes meio de comunicação social, e que se abrirem a boca para dizerem verdades, no outro dia estão no desemprego… e muitos sem direito ao subsídio de emprego.

    Os meios de comunicação social não tocam nos interesses dos banqueiros e amigos, pois se assim fosse, já não teriam utilidade e deixavam de ser financiados por eles.

    Um caso de hipocrisia moral, de vendilhão, e de uma falta enorme de inteligência (pois quanto à esperteza não lhe falta), é um fazedor de opinião que parece chamar-se Henrique Raposo, que escreve no Expresso (gostaria de saber quem é o seu padrinho).

    E o último artigo deste senhor que é uma verdadeira fraude intelectual, é sobre cortar nos salários da função pública:



    Cortar nos salários da função pública

    Todos os países a viver uma situação semelhante à nossa já cortaram nos salários da função pública. Nós precisamos de fazer a mesma coisa. Se não o fizermos, o FMI tratará do assunto.

    I. Meus amigos, nós estamos a pagar 6% sobre a nossa dívida. Isto é insustentável. A cada hora (repito: a cada hora), o Estado endivida-se em 2.5 milhões de euros. Isto é insustentável. O governo tem de reduzir a despesa pública, e só há uma forma séria de o fazer: cortar nos salários da função pública. Sem um corte na massa salarial dos funcionários do Estado, será impossível controlar a despesa. Impossível. Acabou a festa, meus amigos. Nós não podemos gastar 15% do PIB só em salários do funcionalismo público. Não podemos. 15 cêntimos de cada euro que v. ganha, caro leitor, são destinados aos salários da função pública. Acha isto justo?

    II. O drama de Portugal é este: o Estado endivida-se para abastecer os direitos adquiridos do statu quo, e não para fazer reformas-chave. O problema é que esta dívida enorme que estamos a acumular é apenas para gastos de tesouraria. Perante isto, meus amigos, a primeira coisa a fazer é esta: cortar nos insustentáveis salários da função pública. Se o governo não o fizer (e o PSD e CDS deviam apoiar o PS nesse sentido), o FMI tratará disso no dia em que o Estado não arranjar dinheiro para pagar o 13.º mês aos seus santos funcionários. E esse dia está a chegar.

    III. A este respeito, convém reler um artigo de Pedro Maia Gomes (professor na Universidade Carlos III, Madrid), publicado no Expresso de 4 de Setembro. As contas dos privilégios insustentáveis dos funcionários públicos começam assim: "pessoas com características similares recebem mais 16% de salário no sector público". Depois, os salários da função pública sobem sempre, e nunca estão anexados à produtividade. Numa empresa (i.e., na realidade) aumentos acima da produtividade significam a falência. No Estado, esta prática irracional é conhecida pelo eufemismo de "direitos adquiridos".

    IV. Perante esta realidade, uma redução nos salários da função pública seria sempre uma medida justa, no sentido de atenuar a assimetria entre o público e o privado. Ora, na actual conjuntura, um corte na função pública não é só justo: é igualmente necessário. Segundo Pedro Maia Gomes, um corte de 10% na função pública permitiria reduzir 2 mil milhões de euros por ano na despesa (1.4% do PIB). É aqui que devemos cortar, e não nos apoios sociais como o subsídio de desemprego. Mas repare-se no seguinte: José Sócrates já mexeu em todos os subsídios, mas ainda não mexeu onde devia ter mexido: nos salários da função pública.

    PS: Convém lembrar que nos paraísos nórdicos os funcionários públicos têm sempre salários mais baixos do que no sector privado. E é o que faz sentido: porque um trabalhador do estado terá sempre mais segurança do que um trabalhador do sector privado. Mas, em Portugal, os nossos santos funcionários públicos têm o melhor dos dois mundos: salários mais altos e segurança à prova de bala.


    Este senhor com este artigo, se pode-se dar este nome a esta coisa, só demonstra pobreza de espírito e uma vassalagem muito grande aos seus donos.

    Eis um comentário que foi redigido, por alguém, em resposta a este artigo e que demonstra ser alguém que não é vassalo aos interesses do poder económico, sendo conhecedor da realidade e dos interesses instalados, que estes “capachos” ditos jornalistas fingem desconhecer ou que devido sua mentalidade criminosa, saem em defesa de atitudes e posições que levam milhões a passar fome e a sobreviverem com grandes dificuldades.

    Artigo de resposta:

    É assim:

    Uma crónica aqui, um comentário ali, um “estudo” acolá, um perito conferencia em qualquer lado e, paulatinamente, torna-se uma inevitabilidade “15 cêntimos de cada euro que v. ganha, caro leitor, são destinados aos salários da função pública “ fica-me uma interrogação -quanto pagou ele de impostos? Não sei, não posso saber, há sigilo fiscal, no entanto o meu salário é público. Está disponível na internet e em papel no Diário da República. Sobre esse salário também eu paguei os 15 cêntimos por cada euro que realmente ganhei. Sim, por cada euro que realmente ganhei pois eu não recebo envelopes no final do ano, nem tenho carro da empresa, nem telefone, nem criei uma empresa à qual pertence a minha casa e os meus carros. Não tenho nada, apenas o meu salário que é público, sem sigilo. Ainda hoje lia no jornal que os gestores da REN são obrigados a entregar declaração de rendimentos mas requereram que ela ficasse sigilosa. Porquê ? Porque é o meu ordenado público e o deles não?

    Ah os malditos dos funcionários públicos… E as parcerias público-privadas que sugam mais dinheiro que um tornado do Arkansas? E os Magalhães que rapidamente foram encostados? E as SCUT (lembram-se de João Cravinho, o pai delas e grande “combatente contra a corrupção” que, coitado, lá foi trabalhar para o estrangeiro para um bom tacho) criação deste partido que agora acaba com elas. E a Liscont dos contentores, e a Lusoponte de Ferreira do Amaral e agora de Jorge Coelho através da Mota Engil dona da AENOR que era presidida (se calhar ainda é) por Luís Parreirão Gonçalves, presidente também de não sei quantas SCUT, que era secretário de Estado do governo de Guterres que…criou as SCUT e concessionou várias ? E os pareceres jurídicos encomendados a sociedades de advogados e pagos a pesos de ouro? E os 30 milhões de euros pagos à GESCOM do grupo Espírito Santo por intermediação na compra dos submarinos? E..? E..? E…?

    E quem paga isso tudo? Os 15 cêntimos sobre todo e cada euro que eu, funcionário público de salário público não sigiloso, recebo. E agora querem que ganhe menos para terem mais dinheiro para mais pareceres, mais comissões, mais parcerias da treta.

    E a verdade é só uma, querem que eu passe a ganhar menos mas pagar…bom, pagar vou continuar a pagar o mesmo ou mais.

    Será que Henrique Raposo está disposto a mostrar em que carro anda, em que casa mora e sobre quanto pagou impostos?

    Eu estou,

    Quantos deste gurus estão ?

    24 de maio de 2010

    7 de fevereiro de 2010

    Ainda Mário Crespo...


    Que a liberdade de expressar o pensamento, através da comunicação social generalista, já não existe à muito tempo, não é novidade nenhuma…

    Para ser jornalista, nesta comunicação social, é necessário seguir o alinhamento do pensamento em que se pode rosnar, mas não morder.


    Isto é possível porque só são admitidos jornalistas após triagem de “linha do pensamento”, se o pensamento evoluir para outro lado é fácil, pois a precariedade no jornalismo dá jeito para muitas coisas, nomeadamente para limitar as ideias de quem tem a obrigação de explanar e informar a verdade que nos rodeia…


    Mas para informar, também, é preciso saber e ter conhecimentos suficientes para reflectir sobre o que está em causa, o que não acontece, na maioria dos casos, pois cada vez mais sabe-se menos.


    Quando houve a aprovação do Código de Trabalho, em que só houve dois partidos a votarem contra, pouco ou nada se discutiu de verdadeiro sobre o que estava em causa, perdeu-se tempo a discutir o sexo dos anjos, enquanto estava em causa situações gravíssimas, como já pudemos sentir na pele e outras que são camufladas, mas existem em beneficio de quem tem mais poder, contra quem trabalha para viver.


    Isto para dizer, é preciso deixar a discussão do sexo dos anjos e discutir o que realmente anda a matar a nossa sociedade, e a desgraçar as famílias do nosso País.

    10 de maio de 2009

    VIVER PARA TRABALHAR, OU TRABALHAR PARA VIVER?

    Convém que os trabalhadores Portugueses tenham a noção do que está acontecendo, e o que está em causa; Infelizmente muito se fala na comunicação social mas pouco se esclarece, isto porque no dia em que o povo esteja esclarecido os interesses instalados acabam.
    Por isto e outros motivos é que cada vez mais desinveste-se na educação, na verdadeira educação. Não basta ter um 12º ano, ou uma licenciatura, quando ter estes diplomas equivale a ter o conhecimento e a sabedoria de alguém que não lê, não interpreta, não pensa... Simplesmente sabe usar uma máquina calculadora.
    Infelizmente é estes tipos de mediocridade que vão sendo incentivados e implementados no nosso pais; Há os cursos das “novas oportunidades”, obrigatoriedade do 12º ano... no entanto o que é verdadeiramente importante, esquece-se... melhor, alguém faz-se de esquecido...
    O que é preciso é ensinar a raciocinar, e não a debitar...

    Pegando nas eleições europeias;
    Existe muito em jogo, os trabalhadores têm muito a perder, se não escolherem as pessoas certas para defender os seus direitos quer como pessoas, quer como trabalhadores...

    É PRECISO PARAR PARA REFLECTIR, QUEREMOS TRABALHAR PARA VIVER? OU QUEREMOS VIVER PARA TRABALHAR?

    Isto enquanto meia dúzia de senhores enriquece, e fazem dos trabalhadores meros peões de um jogo.

    Antigamente havia um tipo de escravidão, agora existe outra;
    Antigamente o patrão/dono, tinha que ter senzalas e dar de comer aos escravos; Agora poupam nas senzalas e pagam somente o “suficiente” para que o trabalhadores não morram à fome e venham no outro dia trabalhar....

    É preciso tomar atenção a quem está com quem trabalha...
    Intervenção Ilda Figueiredo, em 20.04.2009, na RTP


    15 de janeiro de 2009

    Algumas das frases com que expressaram o amor pelos professores

    "admito que perdi os professores, mas ganhei a opinião pública"
    (Maria de Lurdes Rodrigues, Junho/2006)

    «vocês [deputados do PS] estão a dar ouvidos a esses professorzecos»
    (Valter Lemos, Assembleia da República, 24/01/2008)

    «caso haja grande número de professores a abandonar o ensino, sempre se poderiam recrutar novos no Brasil»
    (Jorge Pedreira, Novembro/2008)

    «quando se dá uma bolacha a um rato, ele a seguir quer um copo de leite!»
    (Jorge Pedreira, Auditório da Estalagem do Sado, 16/11/2008)

    «[os professores são] arruaceiros, covardes, são como o esparguete (depois de esticados, partem), só são valentes quando estão em grupo!»
    (Margarida Moreira - DREN, Viana do Castelo, 28/11/2008)

    25 de novembro de 2008

    Carta de um Professor aos Directores da TSF e DN


    A propósito da entrevista de JOSÉ SÓCRATES

    Ex.mo Sr. João Marcelino/Paulo Baldaia

    Ontem entrei no carro e ouvi os últimos 15 minutos da entrevista ao nosso primeiro ministro, exactamente no momento em que estavam a falar de educação que era o que me interessava no momento. A custo, consegui ouvir até ao fim.

    Envio-lhe o meu mais veemente lamento pela forma como a entrevista, ou o que lhe queiram chamar, foi conduzida porquanto foi permitido ao Sr. 1º ministro dizer o maior chorrilho de mentiras sem que alguma vez tivesse sido corrigido. Deixaram-no passar mais uma mensagem propagandística que peca pela verdade tal como ele nos tem habituado a ouvir a começar pelo seu processo de habilitações literárias.

    Os Srs. jornalistas TINHAM a OBRIGAÇÃO de se documentarem melhor para fazer uma entrevista dessas. Mais pareceu uma entrevista de "faz favor de dizer" com questões previamente combinadas porque os entrevistadores eram pessoas experientes e deviam saber bem o que lá estavam a fazer. Só pode ter sido. Sócrates teve a oportunidade de explicar a sua educação à sua maneira e o resto foi servido em bandeja de ouro.

    O meu nome é Francisco Teixeira Homem, sou professor na Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima em Aveiro, tenho 34 anos de serviço.

    Tenho ainda uma licenciatura de 5 anos que é verdadeira e rigorosa. Sou do tempo em que o estágio pedagógico era de 2 anos. Fiz 1 mestrado e a parte curricular de um 2º mestrado no tempo em que os mestrados eram 2 anos. Tirei o doutoramento no tempo em que eram de 5 anos. Os investimentos na minha carreira e profissão foram pagos por mim e pelo sacrifício da minha família. Progredi na carreira com o cumprimento rigoroso de todos os créditos e subi ao 8º escalão com provas públicas efectuadas em Coimbra nas instalações da Direcção Regional de Educação do Centro. Não progredi com benesses até chegar ao 10º escalão onde tenho a minha carreira congelada e a ganhar tanto como um licenciado.

    Por acaso vou ser avaliado por uma professora que é do mesmo grupo que eu mas há casos de professores de História a avaliar os de Inglês, de Educação Física a avaliar os de Educação Visual ou Educação Especial, de Biologia a avaliar os de Matemática... enfim!!!!

    Quando um professor destes vai assistir a uma aula dos outros (e tem de o fazer 2 vezes) está a ser justo por mais que o queira? Haverá honestidade neste processo?

    Não me licenciei a um domingo com 26 das 31 cadeiras em falta dadas como equivalentes, nem com professores amigos ou reitores presos por falsificação de documentos, nem com a utilização de cartões do governo. A minha Universidade é pública, do Porto, e podem ser consultados todos os meus documentos. Não foi encerrada, como a UNI, só Deus sabe, VERDADEIRAMENTE porquê.

    O Sr. JS mente quando diz que agora há o mérito de distinguir os professores excelentes dos outros. Uma pessoa cujo percurso académico cheio de falta de rigor, mérito e excelência não lhe oferece a mais pequena moralidade para pensar sequer nisso, quanto mais falar. Desculpe voltar a falar disto mas é uma VERDADE que anda a ser camuflada e continuamente escondida.

    A criação INJUSTA do professor titular no ECD é a MAIOR FRAUDE que passou impune em Portugal. Os professores foram classificados APENAS pelos últimos 7 anos de profissão, não pelos conhecimentos mas pelos cargos exercidos. Imagina certamente o que eu com 34 anos de serviço deva ter prestado ao ensino como professor. Pois bem, 27 desses meus anos contaram ZERO. RIGOROSAMENTE... ZERO.

    Aqueles anos em que quando mais jovem tinha capacidade para fazer e vontade para tudo, contaram NADA. Não sei quantos anos de serviço tem o Sr. João Marcelino/Paulo Baldaia mas diga-me como se sentiria se a sua classificação fosse feita apenas com base nos últimos 7 anos, não pelos seus conhecimentos e capacidade mas APENAS pelas funções que prestou. Há professores belíssimos que foram prejudicados por terem querido ensinar. Há escolas onde ficaram titulares professores com 86 pontos enquanto outras escolas professores com 130 pontos não o conseguiram ser.

    UMA VERGONHA que a imprensa nunca soube (ou nunca quis) denunciar. A escola hoje deixou de ENSINAR. O próprio ministério deixou de ser o Ministério da Educação e passou a ser o Ministério da Certificação. Faça esta experiência.

    Vá a uma escola e diga que se quer matricular para APRENDER. Para APRENDER!!!!

    Não há como nem onde. Até com o sistema de créditos já acabaram. Mandam-no para os EFAs ou para as Novas Oportunidades. Veja o que isso é. O que lá se aprende.

    Em quantos MESES se pode fazer ao mesmo tempo o 7º, 8º e 9º ano e depois o 10º, 11º e 12º ano. Acabaram com o "Ad Hoc", agora há o "mais 23". Compare-os.

    Agora, com a apresentação do currículo e a entrevista, um candidato ao ensino universitário fica logo com 60%. Os "trocos" ficam depois para um exame muito mais SIMPLIFICADO.O Sr. JS falou nos cursos profissionais.

    Vá a uma escola e veja o que é isso de cursos profissionais. A verdade. E já agora os CEFs. A pressão permanente para que os alunos passem sem saber apenas e só para uma avaliação estatística. As permanentes lamúrias da Sr.ª ministra nos custos de uma reprovação e no facilitismo em reprovar.

    Agora na avaliação dos professores é contabilizado o n.º de alunos reprovados numa vergonhosa e clara afronta à perda de independência. Que culpa tenho eu que no início do ano me tenha calhado uma turma mal-educada e pouco estudiosa? Que culpa tenho eu que um aluno abandone a escola porque quer ir trabalhar ou não gosta de estudar ainda que tudo tenha feito com os pais para que tal não aconteça? PORQUÊ isso se reflecte na avaliação?

    Já alguma vez pediu a uma escola as fichas de avaliação? Não acredito, desculpe mas não acredito que alguma vez as tenha visto. É IMPOSSÍVEL que aquilo possa ser seguido, IMPOSSÍVEL. Se não as conhece procure ver algumas.

    Os professores o melhor é deixarem de dar aulas. A Cada escola tem as suas grelhas de avaliação. São 3 grelhas, qual delas a melhor, sempre elaboradas da forma mais incrível, injusta, desadequada, complexa, pouco credível e acima de tudo inexequível.

    Isto não é uma brincadeira?

    Os professores não têm família e direito ao tempo livre e lazer? JS falou igualmente no Inglês e na Educação Física das escolas primárias que já havia antes dele.

    Pergunte quanto ganham esses professores e compare com o que ganha uma empregada doméstica, sem qualquer desprestígio para as empregadas domésticas.

    Sr. João Marcelino/Paulo Baldaia, peço-lhe desculpa se me excedi. Penso que não. Acredito que com algumas destas "dicas", futuras entrevistas suas ao sr. JS serão diferentes. A verdade é que andamos de tal forma a ser maltratados e enxovalhados com tanta MENTIRA que após o programa da TSF que é uma rádio que oiço sempre, senti necessidade de "desentupir".

    É estranho, muito estranho mesmo que a certas pessoas seja permitido fazer passar incolumemente certas mensagens. E o Sr. primeiro-ministro é uma delas. Usa e abusa.
    Este foi o direito à minha INDIGNAÇÃO.

    Queira aceitar os meus mais respeitosos cumprimentos

    O professor Francisco Teixeira Homem

    21 de novembro de 2008

    Infelizmente existem muitos iluminados que opinam mas em nada acertam


    A nossa sociedade está entregue ao individualismo, forma de estar que é incrementada por quem tem interesses, como é o caso do governo no que diz respeito aos professores.


    A comunicação social quanto a matéria de informação está muito aquém dos mínimos exigidos ao rigor e independência. Esta comunicação social contribui deste modo para a manutenção da ignorância e da estupidez que vai prevalecendo no nosso pais e outros.
    Quanto aos professores, muitos opinam, se encontram à sua frente quem esteja devidamente informado, desfazem a conversa e mudam a agulheta, se estão com alguém que mais não faz do que opinar sem saber a realidade e resumem-se ao que ouviram de outros com o mesmo défice de informação, falam... falam... sempre contra quem trabalha arduamente e prejudicando a sua vida familiar, em favor de uma profissão.

    A Ministra esconde cobardemente, de forma a virar os portugueses menos esclarecidos contra os que trabalham todos os dias para formar pessoas e consequentemente para dar um futuro melhor aos filhos dos outros.

    'Os PROFESSORES em Portugal não são assim tão maus...

    Não querendo falar das avaliações pois este assunto está mais do que esclarecido, sendo que quem ainda não percebeu a justeza das reivindicações dos professores ou ainda não se deu ao trabalho de ler o que transmite realmente a realidade do que está em causa e limita-se à desinformação veiculada nos órgãos de comunicação social e dos seus fazedores de opinião ou simplesmente tem algo a ganhar com tudo o que se passa.

    Se for à página 58 do Education at a Glance, publicado pela OCDE, em 2006 (última publicação)


    em http://www.oecd.org/dataoecd/44/35/37376068.pdf, poderá constatar, no estudo, o tempo de permanência na escola, onde os professores portugueses estão em 14º lugar (em 28 países), com tempos de permanência superiores aos japoneses, húngaros, coreanos, espanhóis, gregos, italianos, finlandeses, austríacos, franceses, dinamarqueses, luxemburgueses, checos, islandeses e noruegueses. Desta forma verá desmontada a convicção generalizada de que os professores portugueses passam pouco tempo na escola.

    No mesmo documento, na página 56, poderá verificar, que os professores portugueses estão em 21º lugar (em 31 países) quanto a salários!!

    Na página 32 poderá verificar que, quanto a investimento na educação em relação ao PIB, estamos num modesto 19º lugar (em 31 países) e que estamos em 23º lugar (em 31 países) quanto ao investimento por aluno.

    Quanto a este estudo ninguém fala, pois poderia ferir susceptibilidades.....

    10 de novembro de 2008

    Jornalista brasileira demitida por este video

    Em tempo de vacas magras, existe sempre quem viva com vacas gordas...

    Mas o mais “giro” é que quem vive com vacas gordas, não produz alimentação para as engordar, limita-se a usurpar o pouco pasto que já existe em seu beneficio próprio, deste modo, mesmo sem produzir mantêm enormes pastos para as suas vacas.Isto é o que acontece com o capital financeiro, que arranja sempre forma de aumentar, sempre mais, os seus lucros... arranjando formas de tirar a quem já pouco ou nada tem.Isto tudo se passa com a complacência da comunicação social, comunicação esta que pertence a ½ dúzia de senhores que possuem grandes negócios, que não podem ser postos em causa, com o capital financeiro e que desta forma manipulam e suavizam tudo o que se passa e que pode prejudicar o bom nome de gente tão importante...

    Quando isso acontece através de alguém que dá mais valor aos valores humanos do que ao seu salário, é despedido... foi o que aconteceu com esta jornalista no Brasil

    Por cá... não ousam contrariar...